Cidades

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Mulheres do MST encerram evento e entregam reivindicações no Incra

Mulheres do MST encerram evento e entregam reivindicações no Incra

Redação

09/03/2010 - 08h40
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Cerca de 200 - das 300 mu l heres acampad as no Conjunto Habitacional Coophavila II, desde a última sexta-feira – ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), entregaram na sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Campo Grande, a pauta de reivindicações do encontro realizado para as comemorações do Dia da Mulher. Antes, as mulheres que representavam os assentamentos de todo o Estado, participaram de uma marcha na Avenida Afonso Pena – ação que foi repetida em todo o Brasil pelo MST. A entrega da pauta marcou o fim do encontro de três dias. Entre as reivindicações está a readequação das normas de crédito para as assentadas. “Somente as mulheres que estão em assentamentos que nasceram depois do ano 2000 é que podem ter acesso ao crédito. Queremos que este prazo seja estendido para assentamentos de anos anteriores”, apontou Laura dos Santos, uma das organizadoras do encontro em Mato Grosso do Sul. Saúde A saúde também foi alvo das discussões durante o encontro do fim de semana no acampamento montado no Conjunto Coophavila II. No documento entregue ontem no Incra, consta o pedido de instalação do posto de saúde familiar para ampliação no atendimento dos assentados. “O governo federal tem o programa de saúde familiar, mas poucos médicos vão aos assentamentos. O que acaba ocorrendo é a gente ter de vir às cidades, quando isso é possível, e lotar ainda mais os postos de saúde daqui”, aponta Sandra Procópio, outra organizadora. Na área de educação, bastante discutida durante o encontro, as reivindicações envolvem grade curricular com disciplinas voltadas para a realidade do campo, criação do curso técnico agrícola para escolarização dos jovens e adultos dos assentamentos e acampamentos. (MR)

Cidades

Dois anos após feminicídio e homicídio, foragido do Paraná é preso em MS

Crimes foram cometidos pelo autor por não aceitar o fim do relacionamento

04/12/2025 15h30

Divulgação/PCMS

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Um homem procurado desde 2023 por um femicídio e um homicídio ocorridos em Floraí (PR) foi preso na tarde de ontem (3) pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul.

O caso

Conforme apurado pela Polícia civil do Paraná, o crime ocorreu em 15 de dezembro de 2023, quando o autor invadiu a casa da ex-companheira Maria Luiza Maian (48) e a matou, motivado pela não aceitação do término do relacionamento. 

Em seguida, ele foi até o centro da cidade, onde localizou o namorado da vítima, Antônio Mansano Junior (45), que trabalhava como motorista de transporte escolar, e o executou dentro de um ônibus, durante o serviço.

Namorado de ex-companheira foi morto dentro de ônibus escolar

Após os crimes, o criminoso fugiu do Paraná e passou a viver de maneira clandestina, para evitar ser preso.

Fuga para o MS

Depois de passar por várias cidades, o autor se fixou Anaurilândia há cerca de um ano, onde mantinha uma vida discreta e utilizava identidade falsa.

No entanto, durante diligências de rotina, a Polícia Civil do município encontrou indícios de que o indivíduo poderia ser um foragido de alta periculosidade.

A investigação avançou com o apoio da Delegacia de Polícia Civil de Loanda (PR), que confirmou oficialmente que o homem era, de fato, o autor do feminicídio e homicídio ocorridos em Floraí (PR).

Com as informações levantadas, a equipe policial deslocou-se até a zona rural de Anaurilândia, a aproximadamente 50 km da área urbana, onde o foragido foi localizado e preso. 

O preso será apresentado à Justiça e permanece à disposição para os procedimentos legais cabíveis.

Hospital Regional

Empresa que administra três hospitais em SP vence licitação do HR

A empresa Construcap agora é responsável pelo Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, ao vencer a licitação com uma proposta de mais de R$ 15 milhões

04/12/2025 14h30

Hospital Regional agora é privatizado, mas continua atendendo 100% SUS

Hospital Regional agora é privatizado, mas continua atendendo 100% SUS FOTO: Paulo Ribas/Correio do Estado

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A empresa Construcap CCPS Engenharia e Comércio venceu a licitação de Privatização Público-Privada (PPP)do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul. A cerimônia de leilão aconteceu nesta quinta-feira (4) na sede do B3, em São Paulo. 

A proposta da empresa foi de R$ 15.909.279, representando um deságio de 22% com relação ao lance de corte. 

A Construcap está posicionada como uma das dez maiores construtoras do País e éfoi responsável, entre outras obras, pela reforma do Estádio Mineirão para a Copa de 2014, construção de dois trechos do metrô de São Paulo e construção do Templo de Salomão, o maior templo religioso do Brasil. 

A empresa já opera três hospitais estaduais no estado de São Paulo por meio de Parcerias Público-Privadas: o Hospital Regional de São José dos Campos Dr. Rubens Savastano, em São José dos Campos; o Hospital Regional de Sorocaba Dr. Adib Domingos Janete, na cidade de Sorocaba; e o Hospital Centro de Referência da Saúde da Mulher, na capital São Paulo. 

A construtora entrou na disputa de forma “solitária”, confiando apenas na própria empresa, concorrendo com três consórcios, que uniram nomes fortes para participar da disputa, como foi o caso do Consórcio Zhem MS, formado pelas empresas Engenharia de Materiais Ltda, Health Brasil Inteligência em Saúde, Zetta Infraestrutura e Participações S.A, e M4 Investimentos e Participações Ltda; Consórcio Sonda Saúde MS, formado pelas empresas Sonda Procwork Informática Ltda, Telsinc Comércio de Equipamentos de Informática Ltda, Sonda Cidades Inteligentes e Mobilidade Ltda, Sonda do Brasil Ltda e Ativas Data Center Ltda; e Consórcio Saúde MS, formado pelas empresas Enleva Participações em Saúde Sa, Sian Engenharia Ltda e Hangar Empresarial Empreendimento Imobiliário Ltda.

Outra empresa que participou sozinha foi a OPY Healthcare Gestão de Ativos e Investimentos, que administra, pelo menos, quatro hospitais em grandes cidades brasileiras. 

Durante a cerimônia, a Construcap afirmou que o processo da parceria deve consolidar ainda mais Mato Grosso do Sul na saúde pública eficiente. 

“É um marco cultural que vai garantir acesso gratuito e saúde de ponta para a população, com um acréscimo de 60% de leito, aquisição de materiais de última geração, sistemas inteligentes, garantindo eficiência e sustentabilidade e geração de empregos diretos e indiretos. Mais do que números, o projeto representa qualidade de vida para milhares de famílias e um legado que se perdurará por décadas”, discursou. 

A Secretária Especial de Parcerias Estratégicas de Mato Grosso do Sul, Eliane Detoni ressaltou que o projeto inaugura um outro estágio em PPP na saúde pública do País.

“Tivemos muita coragem de inserir inovações com o apoio do governador Eduardo Riedel que nos permitiu ter liberdade em inserir melhorias, além da equipe excelente do Hospital Regional de MS. A gente realmente fez um esforço grande porque muitas mãos nos auxiliaram nesse processo, tivemos coragem para solucionar várias questões e trazemos insumos necessários na hora certa. Com essa parceria, vamos conseguir avançar muito nesse setor”, afirmou. 

Para o Secretário Estadual de Saúde, Maurício Simões, muitos municípios de Mato Grosso do Sul ainda não têm condições de oferecer assistência de média e ampla complexidade médica, o que torna o HR referência nos próximos anos para os cuidados de alta complexidade, o que é um “marco histórico”.

O governador Eduardo Riedel destacou o marco como um dia “muito especial para a saúde do Estado” e de “muita ousadia para novos modelos e novas ações endereçadas a tantas áreas para o Brasil”. 

“Eu acredito muito que esse modelo está quebrando paradigmas, que vai entregar uma qualidade superior ao que temos hoje, com bons serviços e boa entrega. Mato Grosso do Sul tem tido uma participação pequena na economia brasileira por sermos um estado pequeno, mas vamos continuar entregando o melhor que temos. Viva MS, viva o Brasil”, finalizou seu discurso. 

Hospital Regional agora é privatizado, mas continua atendendo 100% SUSRepresentantes do Governo de MS no leilão de PPP do HR / Reprodução B3

O que muda

Mesmo privatizado, o Hospital continuará público, tendo atendimento 100% gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e gestão assistencial sob responsabilidade estadual, o que inclui a assistência médica, de enfermagem, fisioterapia, terapia ocupacional, psicologia, análises clínicas e radiologia. 

A Construcap, vencedora da licitação, ficará responsável pela execução de obras e investimentos para a construção de novos blocos e reforma das instalações existentes, além da aquisição e instalação de equipamentos médico-hospitalares, mobiliário clínico e instrumental cirúrgico. 

Essa parceria público-privada visa focar na eficiência da saúde pública, com uma oferta otimizada de bens e serviços essenciais, o que deve promover maior qualidade no atendimento à população. 

Além disso, a empresa é responsável pela administração da recepção, limpeza e jardinagem, vigilância, portaria, estacionamento, lavanderia e rouparia, manutenção predial e engenharia clínica, Central de Material Esterilizado (CME), nutrição e dieta, esterilização, logística de almoxarifado e farmácia, transporte, necrotério, serviço de arquivo médico, estatística e faturamento, gases medicinais e utilidades, aquisição de insumos e dietas de apoio ao serviço de atendimento domiciliar. 

Assim, fica sob responsabilidade do parceiro privado a gestão dos serviços não assistenciais da unidade pelos próximos 30 anos, enquanto o Estado continuará responsável pela assistência médica, regulação e fiscalização. 

Atualmente o hospital tem área de 37.000 metros quadrados, com estrutura de 10 andares, capacidade de 362 leitos e atendimento de 46 especialidades médicas. O local permanecerá como hospital público, com atendimento SUS 100% gratuito e gestão assistencial estadual. 

A previsão é que em até 2 anos serão construídos dois novos blocos, que incluem a oferta do Centro de Imagem e Diagnóstico, UTI, UCO com 70 leitos, hemodinâmica, centro cirúrgico, Central de Material Esterilizado e internações com 180 leitos. Em até 4 anos será concluída a reforma do prédio atual. 

A partir de então, serão 71.000 metros quadrados de construção. Estão previstos dois novos blocos que devem ampliar a capacidade de atendimento de 362 para 577 leitos, totalizando 59% de aumento no número de leitos. E ainda, a ampliação do estacionamento, que passará a oferecer 753 vagas. 

As propostas

Veja as propostas de cada participante da licitação: 

Consórcio Saúde MS, representado pela Corretora Necton:
oferta proposta: R$ 19.784.616,30, um deságio de 3% 

Consórcio Sonda Saúde MS, representado pela Corretora Planner: 
oferta proposta: R$ 20.390.000, um deságio de 0,03%

Consórcio Zhen MS, representado pela Corretora Terra:
oferta proposta: R$ 19.111.531,42, um deságio de 6,30%

OPY Healthcare, representado pela Corretora Safra:
oferta proposta: R$ 17.550.000, um deságio de 13,96%

Construcap, representado pela Corretora Nova Futura:
oferta proposta: R$ 15.909.279, um deságio de 22% 

As três propostas com maior deságio foram classificadas para a participação viva-voz, onde os representantes poderiam fazer propostas ao microfone. 

Como não houve novas propostas de nenhuma das empresas, a Construcap foi a vencedora da licitação por possuir o menor valor de deságio sobre o valor de referência, que era de R$ 20.396.511,65. 
 

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