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RIO

Museu de arte popular no Rio fica inundado após chuvas

Museu de arte popular no Rio fica inundado após chuvas

FOLHAPRESS

17/01/2016 - 22h00
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Maior acervo de arte popular do país, o Museu Casa do Pontal, no Rio, ficou inundado após as chuvas que castigaram a cidade na madrugada de sábado (16). A casa de dois andares e seus jardins foram invadidos pela água. Apesar do susto, nenhuma obra foi perdida.

Segundo Angela Mascelani, diretora do museu, a construção de um bairro planejado perto do prédio deixou o terreno da região exposto a alagamentos. Trata-se do Pontal Oceânico, que receberá parte da imprensa na Olimpíada.

"Esta é uma área alagadiça, com canais feitos na década de 1940. Nunca alagamos por causa dos canais. Então vem um projeto que mexe no solo, altera os canais e que fica um metro acima do terreno do museu", disse ela.
O impacto das obras na região foi avaliado por um estudo da Coppe/UFRJ há mais de dois anos. O laudo técnico concluiu que, com o empreendimento, a região teria enchentes se ocorressem simultaneamente uma grande tempestade e maré cheia.
"Não foi nem preciso uma chuva tão forte assim. A gerente do museu disse que foi um pé d'água, de uma vez só", disse Angela.

O Museu Casa do Pontal tem um acervo de 8.500 peças de 200 artistas brasileiros, produzidas a partir do século 20. Essa coleção, tomada pela Prefeitura do Rio como referência cultural, é a maior de arte popular do país.
O espaço foi criado pelo francês Jacques van de Beuque (1922-2000) há mais de 35 anos. Ele se encantou com os bonecos de barro do pernambucano Mestre Vitalino (1909-1963), o que deu início à coleção de arte.
Para impedir que obras fossem perdidas, funcionários do museu levaram as peças para o segundo andar da casa. Um bomba foi usada para acelerar a retirada da água. Os prejuízos provocados pelas chuvas serão calculados ao longo desta semana.

Nos jardins do museu, a obra "O Bunker" da dupla de arte urbana Osgemeos ficou ilhada. Funcionários do museu colocaram sacos de areia para evitar que a água entrasse dentro da cápsula de quase 20 toneladas.
"A obra está acima do solo e, mesmo assim, a água chegou quase na porta. Todo mundo correu para socorrer", disse a diretora.

Segundo ela, o alagamento foi uma demonstração clara de que o acervo está ameaçado. Ela defende que o museu seja transferido para um novo espaço mais seguro antes da "próxima chuva".

Em abril de 2015, a Prefeitura do Rio fez a cessão de um terreno na Barra da Tijuca, zona oeste, para receber o museu. O projeto arquitetônico está pronto, mas as obras, que custariam R$ 11 milhões na primeira fase, não começaram.

"O acervo já poderia ser transferido com a primeira fase do projeto, com dez meses de obra", disse a diretora, acrescentado que as obras seriam feitas pelas empreiteiras do consórcio. "Para que isso finalmente aconteça falta apenas uma decisão da prefeitura".

O Museu ficará fechado ao público por uma semana para a recuperação dos danos causados pela inundação. Sã cerca de 40 mil visitantes por ano, sem contar visitas escolares.

SEGUNDO DO DIA

Incêndio de grandes proporções atinge borracharia na Capital

Devido ao material queimado, fumaça espessa se formou e pôde ser vista de longe; É o segundo grande incêndio registrado na Capital nesta quinta

20/06/2024 19h13

Incêndio atingiu borracharia no início desta noite

Incêndio atingiu borracharia no início desta noite Foto: Reprodução

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Uma borracharia localizada na Avenida Mascarenhas de Moraes foi atingida por incêndio de grandes proporções na noite desta quinta-feira (20), em Campo Grande. 

O local, que fica no bairro Coronel Antonino, estava fechado quando o fogo começou e logo as chamas se alastraram e, devido também ao fato de pneus queimarem, uma espessa fumaça preta pode ser vista de longe.

Equipes do Corpo de Bombeiros estão no local e trabalham no combate ao fogo. Ainda não há informações sobre o que ocasionou o incêndio e, até a publicação desta reportagem, a informação é de que não há vítimas.

 

É o segundo grande incêndio registrado na Capital nesta quinta-feira. Pela manhã, um incêndio de grandes proporções atingiu a antiga fábrica de refrigerantes da Frutilla. O imóvel, às margens do anel viário, entre as saídas para São Paulo e Sidrolândia, é utilizado como depósito de um grande volume de material reciclável. 

O forte vento levava a densa fumaça preta para o lado contrário ao da pista durante toda a manhã. As chamas atingiram parte da vegetação vizinha ao imóvel, mas a atuação dos bombeiros conseguir conter as chamas.

Estiagem

Campo Grande não registra chuva significativa desde 24 de maio e a umidade do ar das últimas duas semanas tem ficado abaixo de 30%, especialmente durante a tarde.

Este cenário de estiagem facilita a propagação do fogo.

Retorno

Professores e técnicos suspendem greve e aceitam proposta do governo federal

Servidores da UFMS e IFMS, anunciaram fim da greve, nesta quinta-feira (20), por meio de live e aguardam autorização do Sindicato Nacional para o retorno de atividades

20/06/2024 18h30

As respectivas instituições aguardam resposta dos sindicatos Nacionais que definirão o aval para data do retorno de calendário

As respectivas instituições aguardam resposta dos sindicatos Nacionais que definirão o aval para data do retorno de calendário Imagem Arquivo

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Professores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e servidores do Instituto Federal (IFMS), entraram em acordo pelo encerramento da greve. O retorno será oficializado assim que o Sindicato Nacional de ambas as categorias informarem a data do retorno do calendário acadêmico. 

Com greve deflagrada no dia 1° de maio, professores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, estimaram o retorno para julho. Ao todo foram 9 semanas de paralisação. A decisão do prazo para as datas de saída de greve serão definidas pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior.

"Estamos estão aguardando na segunda-feira receber esse comunicado do âmbito do Sindicato Nacional, com as datas indicativas para saída de greve", apontou a  presidente da Seção Sindical dos Docentes da UFMS, Mariuza Aparecida.

Em live, transmitida nesta quinta-feira (20), a presidente da Seção Sindical dos Docentes da UFMS, a Adufms, Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, explicou que em 2022, durante o processo de transição do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apresentaram as questões das perdas salariais dos Servidores Públicos Federais.

"Após assumir o governo anunciou um reajuste de 9% que passou a ser efetivado a partir de maio de 2023. A partir de então, várias conversas foram sendo realizadas e propostas apresentadas. Por fim, uma organização unificada de servidores públicos federais foi se afunilando as perdas de cada categoria".

 

Greve

A princípio, segundo informou Mariuza, a educação iniciou uma discussão em cima dos últimos seis anos, apontando para uma defasagem de 27%. 

Com isso, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior, em parceria com o Sindicato Nacional que representa os servidores (docentes e técnicos), apresentaram ao governo Federal uma proposta de 22.71%, dividida em três vezes. 

Como contraproposta, o governo apresentou 4,6% em 2025 e 4,6% em 2026. Proposta inicial foi rejeitada em todas as Assembleias. Buscando uma saída, durante o Congresso do Sindicato Nacional, o governo expôs suas dificuldades em atender as categorias.

No dia 27 de maio, a categoria protocolou uma proposta em que cobrava ao menos a reposição do Índice de preços ao consumidor (IPCA), de 3.69, a ser pago ainda em 2024. 

"Infelizmente não conseguimos avançar nesta pauta, mas avançamos em várias outras, como a questão do que chamamos de 'revogaço' que é a revogação de diversas normas, dentre elas aquela que suspendeu a promoção e progressão dos professores durante a pandemia", destacou Mariuza.

"No âmbito dos Institutos Federais, a obrigatoriedade da assinatura de ponto no âmbito da pesquisa e extensão externa, tem uma série de garantias que conseguimos avançar".

Entenda como ficou o reajuste dos auxílios e recomposição:

Para o ano de 2024

  • Auxílio-alimentação
  • Saúde complementar 
  • Creche

Para 2025

  • 1º de maio, 9% de recomposição salarial;

2026

  • Recomposição a partir de 1º de abril de 3,6%

Muito embora, não tenham conseguido alcançar todas as reivindicações, Mariuza acredita que houve um avanço, por isso, no dia 18 de junho, optaram pela saída coletiva da greve.

A partir de então, conforme os ritos, a Seção Sindical dos Docentes da UFMS, irá encaminhar a decisão para, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior, que definirá qual será o período de saída coletiva de greve.

Instituto Federal 

Os docentes e técnicos administrativos do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), acataram a proposta apresentada às categorias pelo governo Federal, e informou que apesar do resultado da votação ter sido favorável ao retorno das aulas, nãosignifica o fim da greve iniciada no dia 3 de abril. 

"A decisão será definida na plenária nacional do sindicato, que será realizada nesta sexta-feira e sábado, 21 e 22 de junho", informou o IFMS.

A recomendação aos estudantes dos dez campi, no Estado, é que sigam os comunicados que serão emitidos por meio do site da instituição (www.ifms.edu.br/greve), ou por telefone. 

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