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PANDEMIA

Decreto institui toque de recolher a partir das 20h e músicos reclamam

Classe musical trabalha na noite, nos estabelecimentos que precisarão fechar cedo
08/07/2020 11:16 - Da Redação


 

A classe musical que trabalha nos estabelecimentos mais afetados pelo toque de recolher que entra em vigor nesta quarta-feira (8), não gostou nada da decisão. Em postagem publicada em uma rede social, o músico Gustavo Vargas questiona a gestão municipal.

Ele afirma que a decisão despreza trabalhadores como ele, que precisam dessa fonte de renda para viver. O regime restritivo deve funcionar pelos próximos 12 dias e não abrange o serviço delivery, que continua funcionando até as 23h.  

Segundo Gustavo, os músicos “estão ausente de preocupação pública”. Ele ainda argumenta que a classe paga pela liberação de cultos religiosos, aglomerações em centros comerciais e festas sem presença de artistas ou bandas contratadas.  

Com o aumento da taxa de internação em UTIs e do número de casos positivos da Covid-19 em Campo Grande, o prefeito Marcos Trad (PSD) foi aconselhado a mudar o início do toque de recolher na capital para as 20h. A principal motivação é o aumento do número de acidentes de trânsito que tem ocorrido durante a noite.  

A gestão se defendeu durante o anúncio dizendo que nos últimos cinco dias o número de acidentes de trânsito aumentou a pressão por internações de urgência. Eles pressionam o sistema de saúde que também conta com aumentos de casos da Covid na capital.

“A taxa de ocupação de UTI chegou a 72% e detectou-se que boa parte [dos pacientes] era da vida noturna”, justifica o prefeito em live que anunciou a restrição.  

 

Felpuda


Embora embalada por vários “ex”, pré-candidatura a prefeito de esforçada figura não deslancha. É claro que ninguém ousa falar em voz alta que o apoio, em vez de alavancar os índices com o eleitorado, está é puxando para baixo. Uns dizem que o título do filme “Eu Sei O Que Vocês Fizeram no Verão Passado” retrata bem a situação. Outros complementam: “... na primavera, no outono, no inverno...”. Como diria vovó: “Aqui você planta, aqui você colhe!”.