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TRÂNSITO

Na Capital embriaguez ao volante é a principal causa dos acidentes

Na Capital embriaguez ao volante é a principal causa dos acidentes

Bruna Lucianer

22/01/2011 - 08h07
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Embriaguez é a principal causa de acidentes de trânsito no perímetro urbano de Campo Grande (MS). A constatação é do médico intervencionista do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Rodrigo Quadros. "Apesar de não serem realizados exames para verificar alcoolemia em pessoas envolvidas em acidentes, é possível observar a influência do álcool em praticamente 100% dos casos, especialmente à noite e nos finais de semana", relata.

De 1º a 16 de janeiro, 28 autos de infração foram expedidos e 12 pessoas foram presas por dirigirem embriagadas nas ruas de Campo Grande. Números da Companhia Independente da Polícia Militar de Trânsito (Ciptran) mostram ainda que, durante todo o ano de 2010, 563 pessoas foram autuadas, um aumento de 14% em relação a 2009.

Nas rodovias federais do Estado, os números também preocupam. Somente nos 19 primeiros dias de 2011, dois acidentes foram causados por pessoas embriagadas e 17 motoristas foram presos por dirigirem sob o efeito de álcool. O balanço é da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e mostra ainda que foram realizados, de 1º a 19 de janeiro, 809 testes de alcoolemia e expedidos 21 autos de infração.

De acordo com o médico Rodrigo Quadros, o descaso por parte dos motoristas no que se refere à combinação álcool e direção é permanente e escancarada. "Até mesmo durante o deslocamento das viaturas para atendimentos reais, presenciamos motoristas negligentes dirigindo perigosamente, jogando latinhas de bebida pela janela, abusando da velocidade", relata.

 

Horários e locais mais perigosos

A experiência conferida por seis anos de trabalho no Samu permite a Rodrigo Quadros estabelecer quais os locais e horários com maior incidência de acidentes em Campo Grande. Os horários de rush, segundo Rodrigo, são também os mais perigosos.

De segunda a sexta, os piores horários são das 6h às 8h, período de almoço, das 17h às 19h e durante a madrugada. "Sábado e domingo é uma verdadeira roleta-russa, o perigo é permanente", descreve. Nos finais de semana, a embriaguez é presença constante entre os acidentados. "Durante a semana, o trânsito movimentado tem sua parcela de culpa, mas o álcool aparece de segunda-feira a domingo, não tem jeito", declara.

Os bairros e as principais vias rápidas do centro são os locais com maiores índices de acidentes. As Avenidas Afonso Pena, Mato Grosso e Via Park, e as que dão acesso aos bairros, como Gury Marques, Guaicurus e Interlagos, são as mais perigosas.

 

Punição

A legislação estabelece um limite de alcoolemia, de 0,14 miligramas de álcool por litro de sangue, que não é considerado crime ou infração de trânsito. O motorista flagrado com nível de alcoolemia de 0,15 mg/l até 0,33 mg/l é autuado por infração administrativa de trânsito, tem a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) recolhida e suspensa por 12 meses, além da perda de sete pontos e multa no valor de R$ 957,65.

Já o motorista que for pego dirigindo com nível de alcoolemia igual ou acima de 0,34 mg/l, além das medidas administrativas descritas acima, é autuado criminalmente.

Previsão do tempo

Confira a previsão do tempo para o final de semana em Campo Grande e demais regiões de MS

Inverno começa quente e seco no estado

21/06/2024 04h30

CCalor e tempo seco devem marcar o inverno deste ano

CCalor e tempo seco devem marcar o inverno deste ano Gerson Oliveira / Correio do Estado

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O outono termina e o inverno começa em 2024 com tempo quente e seco em Mato Grosso do Sul. As projeções dos modelos de clima também apontam para um inverno mais quente e seco que o normal.

A previsão para o final de semana em Mato Grosso do Sul é de tempo estável, com sol e variação de nebulosidade aliado a temperaturas acima da média devido a atuação de uma grande massa de ar quente e seco que cobre todo o Brasil central.

Com a presença do ar muito seco, esperam-se elevadas amplitudes térmicas (diferença entre temperatura máxima e a mínima) podendo atingir até 20°C de variação no mesmo dia.

Além disso, são esperados baixos valores de umidade relativa do ar (UR) entre 15% e 40%, com destaque para as regiões bolsão, pantaneira e centro-norte do estado. Por isso recomenda-se beber bastante líquido, umidificar os ambientes e evitar, quando possível, exposição ao sol nos horários mais quentes e secos do dia.

Os ventos atuam do quadrante norte com valores entre 40km/h e 60 km/h. Pontualmente, podem ocorrer rajadas de vento acima de 60 km/h.

As condições meteorológicas previstas e a situação climática atual são extremamente favoráveis para ocorrência dos incêndios florestais em Mato Grosso do Sul e, nesse sentido, é muito importante que a população evite a ignição, não colocando fogo em nenhuma situação.

Confira abaixo a previsão do tempo para cada região do estado: 

Para Campo Grande, estão previstas temperaturas mínimas 20°C e 22°C e máximas de 31°C.

A região do Pantanal deve registrar temperaturas mínimas de 17°C e 24°C e máximas de 34°C e 35°C.

Em Porto Murtinho são esperadas mínimas entre 23°C e 24°C e máximas de 35°C. 

O Norte do estado deve registrar temperaturas mínimas entre 13°C e 19°C e máximas entre 32°C e 35°C.

As cidades da região do Bolsão, no leste do estado, terão temperaturas mínimas entre 15°C e 20°C e máximas entre 32°C e 34°C.

Anaurilândia terá mínimas de 17°C e 20°C e máximas entre 32°C e 34°C. 

A região da Grande Dourados deve registrar mínimas de 16°C e 18°C e máximas de 32°C e 33°C.

Estão previstas para Ponta Porã temperaturas mínimas de 19°C e 21°C e máximas de 29°C. 

Já a região de Iguatemi terá temperatura mínimas de 18°C e 20°C e máximas entre 31°C e 33°C. 

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Economia

Governo Federal libera R$ 689,7 milhões para auxílio reconstrução no RS

Conforme o Planalto, recurso permitirá inclusão de mais 135 mil famílias no programa

20/06/2024 22h00

Municípios do Rio Grande do Sul sofreram com as enchentes

Municípios do Rio Grande do Sul sofreram com as enchentes Agência Brasil

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O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) liberou mais R$ 689,7 milhões para o pagamento do Auxílio Reconstrução de R$ 5.100 a famílias desabrigadas pelas chuvas no Rio Grande do Sul.

O valor consta de medida provisória publicada nesta quarta-feira (19), no Diário Oficial da União, e vai beneficiar 135 mil famílias.

O crédito extraordinário em favor do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional vai custear o benefício e a operação para pagá-lo. Do total, R$ 688,5 milhões são para a concessão do apoio financeiro às famílias e R$ 1,18 milhão são para as despesas de operacionalização e atendimento.

A liberação dos valores é feita pela Caixa Econômica Federal, depois que o beneficiário é cadastro pela prefeitura e tem seu cadastro confirmado pelo governo federal. Caso o responsável familiar não seja correntista do banco, a Caixa cria uma conta digital específica para o recebimento do Auxílio Reconstrução.

É necessário entrar em aplicativo específico para fazer a solicitação. As prefeituras cadastraram os dados das vítimas das enchentes, sendo que cada família terá um responsável definido que, de preferência, é uma mulher.

O benefício é pago em todas as cidades atingidas pelas chuvas. Clique aqui para ver a relação. No início do pagamento, houve uma falha da Prefeitura de Porto Alegre, que atrasou os cadastros de beneficiários, que provocou reclamações nas redes.

Ao todo, o Auxílio Reconstrução será pago para 375 mil famílias no RS, somando investimento de R$ 1,9 bilhão desde o início da tragédia, no final de maio deste ano. De acordo com o ministério, a situação permanece crítica no estado.

Até terça (18), já havia sido aprovado o cadastro de 256,7 mil famílias para o recebimento do auxílio, o que representa impacto de R$ 1,3 bilhão. Deste total, 167 mil já receberam os valores, totalizando mais de R$ 854 milhões liberados até agora.

Como está sendo feito o cadastro para receber o Auxílio Reconstrução?

O processo para cadastro e pagamento do Auxílio Reconstrução é dividido em três etapas. Na primeira fase, as prefeituras ficam responsáveis por cadastrar as famílias que estão desalojadas ou desabrigadas em decorrência das chuvas.

Um funcionário determinado pela prefeitura terá de preencher um formulário com nome e CPF do responsável pela família que será, de preferência, uma mulher. Também serão informados os dados dos outros integrantes.
O servidor ainda terá de enviar outra planilha com o cadastro de ruas que foram parcialmente ou totalmente inundadas ou danificadas pelas enchentes e eventuais deslizamentos de terra.

Como a família confirma os dados?

A segunda etapa é com o responsável pela família confirmando os dados cadastrados no site do programa.

VEJA ABAIXO COMO FAZER O PASSO A PASSO:
- O responsável familiar terá de entrar no site de confirmação do Auxílio Reconstrução (https://auxilioreconstrucao.dataprev.gov.br/reconstrucao/cidadao/)
- Informe o seu CPF e senha no portal Gov.br, sendo possível acessar com qualquer nível da conta (ouro, prata ou bronze). 

- Clique aqui para saber como criar a conta no portal Gov.br.
- O sistema verificará se o cadastro foi habilitado. Em seguida, é preciso confirmar se os dados cadastrados estão corretos.

- Se estiver certo, é necessário também aceitar o termo de veracidade das informações
- Caso tenha erro no cadastro, o responsável familiar deve cancelar a solicitação e procurar a prefeitura para providenciar um novo cadastro. 

- Os dados confirmados serão enviados toda terça-feira e sexta-feira para a Caixa, e o prazo para pagamento é de dois dias úteis após o banco receber as informações
Quando será feito o pagamento?

O pagamento será liberado após ser comprovada a veracidade no cruzamento de informações do nome e do CPF. De acordo com o governo, a Caixa depositará o valor em até dois dias úteis após receber a confirmação dos dados.

Onde serão pagos os R$ 5.100?

O valor será pago pela Caixa Econômica Federal. Se o beneficiário tiver uma conta no banco (corrente ou poupança), receberá o crédito automaticamente. Para quem não possui conta na Caixa, a instituição financeira deve abrir uma poupança social digital, por meio do Caixa Tem.

Recebo outros benefícios. Tenho direito ao Auxílio Reconstrução?

De acordo com a medida provisória 1.219, que definiu o Auxílio Reconstrução, as pessoas que recebem outro tipo de benefício assistencial ou social como aposentadoria, Bolsa Família, BPC (Benefício de Prestação Continuada), pensão ou seguro-desemprego terão direito a receber os R$ 5.100, desde que morem em uma das cidades atingidas.

O valor pago no Auxílio Reconstrução entra no cálculo de renda do CadÚnico ou do BPC?
A quantia paga no benefício não entrará nas contas que definem quem tem direito a fazer parte do Cadastro Único ou quem pode receber o BPC.
Moro com outras pessoas no imóvel. Elas terão direito ao benefício?

Não, o Auxílio Reconstrução será pago apenas uma vez, por família, incluindo todos os moradores de um mesmo imóvel, independentemente se são parentes ou não.
Existe regra para o uso do dinheiro?

Não, o governo afirma que "cada família sabe a melhor forma de utilizar o recurso", mas a intenção é que ele seja usado para compra de móveis, material de construção, alimentos, produtos de limpeza, material escolar e outros itens que se perderam nas enchentes.

 

*Informações da Folhapress 

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