Cidades

ENTREVISTA

"Não dá mais para conviver com os hospitais públicos tocados na dívida", diz secretário de saúde

Nelson Tavares, fala sobre como melhorar atendimento na rede pública

CELSO BEJARANO

17/01/2016 - 18h00
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Para o secretário de Saúde de Mato Grosso do Sul, Nelson Barbosa Tavares, o melhor a fazer para fortalecer a rede pública de saúde é aumentar a capacidade de atendimento em ao menos 20 dos 120 hospitais instalados no Estado, todos eles endividados. Num resumo que fez do seu primeiro ano no comando da pasta, Tavares cita os projetos que, segundo ele, deve revolucionar a saúde estadual. A escolha de Organizações Sociais de Saúde para cuidar das finanças dos hospitais, é uma das medidas defendidas pelo secretário. Eis a entrevista de Barbosa, concedida na quinta-feira à tarde.

CORREIO PERGUNTA
O que o senhor destaca das ações efetivadas pelo governo no ano passado na área da saúde?

NELSON TAVARES
Na verdade, o projeto mais importante, que é o projeto de Estado, proposto e já posto em prática pela gestão de Reinaldo Azambuja (PSDB), para a saúde, é a reestruturação do sistema, cuja essência dele é a descentralização via regionalização. Na questão assistencial, temos 120 hospitais em Mato Grosso do Sul, todos eles deficitários e com pouca resolutividade [capacidade de resolver ou finalizar um processo]. Temos que centrar em eventualmente 20 hospitais em todo o Estado que tenham poder resolutivo de uma complexidade muito maior que tem hoje para que as pessoas não precisem ficar se deslocando de seus municípios, para Dourados, Campo Grande, por exemplo.

Grande parte das demandas de Campo Grande e do interior do Estado recaem sobre o hospital da Santa Casa, maior da Capital, que convive com superlotação frequente. Não teria como otimizar o atendimento no Hospital Regional, também em Campo Grande?
O Hospital Regional está na sua capacidade limite de atendimento, porque na verdade, as estruturas de baixa e média complexidade não estão atendendo de acordo. Por isso os pacientes vão para Santa Casa. É preciso melhorar o nível de atendimento nos hospitais secundários para que o paciente não precise recorrer aos de portes maiores, como Santa Casa de Campo Grande, Hospital Regional e Hospital Universitário, também unidades médicas da Capital.

Secretário de Saúde fala sobre projeto de reestruturação da saúde (Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado)

Mas, isso tem sido feito?
Sim, com o projeto de reestruturação, que têm duas etapas: melhorar os setores de urgência e emergência dos hospitais. Estamos estruturando os hospitais regionais [interior do Estado]. E enquanto isso não acontece, lançamos no ano passado a Caravana da Saúde, um compromisso de governo, que é o de atender os pacientes imediatamente. Neste programa, já fizemos 17 mil procedimentos cirúrgicos em pessoas que aguardavam pelo atendimento há até 25 anos. Estamos ainda desde o início do ano melhor estruturando o projeto de regulação [sistema que define quando e onde um paciente deve ser atendido]. É isso, enquanto os hospitais têm sido estruturados, o Caravana da Saúde segue até as regiões onde há carências hospitalares e médicas.

Certo, mas depois das visitas da Caravana, os municípios ganham investimentos para a área da saúde?
No norte do Estado [em Coxim, primeira cidade atendida pela Caravana da Saúde, ano passado], onde fizemos milhares de atendimentos, milhares de cirurgias, exames, diagnósticos, assim que saímos de lá deixamos no município equipamentos de ortopedia, tomografia computadorizada, melhoramos os atendimentos de ginecologia. Hoje, todos os partos são feito lá, o que não acontecia antes. Então, a ideia de priorizar a regionalização tem funcionado, ao menos na região norte, isso?
Isso, ainda acerca da região norte, nos próximos meses, vamos instalar e fazer funcionar o setor da hemodiálise. Lá [Coxim], deixamos investimentos, montamos laboratório, contratamos médicos ginecologistas, anestesistas para atender no hospital de Coxim. Tinha paciente que saia de Rio Verde [cidade vizinha] ia para Coxim e lá chegando não tinha médico. Conclusão: a paciente voltava para Campo Grande para fazer parto [distância de 250 km]. Já neste mês estamos acertando com o hospital regional de Ponta Porã [que também recebeu a Caravana ano passado], o novo modelo de gestão [o governo criou um projeto que prevê o repasse da gestão de hospital para as OSS, que são organizações sociais de saúde].

Sim, o senhor comentou sobre as OSS gerenciar os hospitais, ideia polêmica, tanto que para muitos o senhor quer terceirizar as administrações dos hospitais, concorda com isso?
O termo terceirização é uma palavra equivocada, na verdade as OSS estão mais próximas do poder público do que instituição filantrópicas. As OSS vão gerenciar unidades nossas, prédios nossos, hospitais nosso. As organizações gerenciam com que o que achamos mais conveniente. Hoje, os hospitais quando entram em deficit logo ameaçam fechar, deflagram greve, paralisam o atendimento. As OSS é gerida pelo poder público, faz o que pedimos, não o que acha melhor, atende o que poder publica define. Na verdade, as OSS funcionam, atendem com maior qualidade, mais volume e menos dinheiro. Questionar a OSS é como questionar a Lei de Responsabilidade Fiscal. 

Então, o Estado vai impor as OSS nas gestões dos hospitais?
As OSS não é uma imposição, é uma pactuação com os municípios, que normalmente gerenciam os hospitais,. Estamos negociando com Ponta Porã, o edital sai semana que vem para a escolha da empresa que vai gerenciar o hospital. Estamos com negociação avançada em Aquidauana, hospital importantíssimo. Estamos com dificuldade porque os hospitais têm comprometimento financeiro muito grande. A Santa Casa de Corumbá tem interesse.
 
O senhor diz com certeza que as OSS vão dar certo, isso?
As OSS para se implantar precisa ser viável, não é como hospitais públicos tocados de qualquer jeito. É preciso ter um projeto de viabilidade financeira porque se não ninguém assume, a OSS não entra num hospital que vai quebrar, falir. As OS têm responsabilidade, entram em projeto com certeza que serão vitoriosos. As OSS funcionam com melhor qualidade, maior volume e menos dinheiro. É um avanço irreversível. Se fracassarmos por alguma questão política agora, o modelo será aplicado num futuro próximo. Não dá mais para conviver com os hospitais tocados na dívida. Não dá mais para aceitar a ideia de um hospital receber de repasse R$ 500 mil se a dívida é de R$ 1 milhão.

Há garantia de que o atual quadro de funcionários dos hospitais serão mantidos, mesmo sob a gestão das OSS?
Cem por cento garantido. Quem se incomoda com as OSS não são os funcionários dos hospitais, são os sindicatos, por questões corporativos sindicais da área pública. Você não vê ninguém como adversário da OSS a não ser as pessoas incomodadas, como os sindicatos. As OSS dependem menos de reivindicações sindicais. 

Secretário, o senhor considera que o próprio governo teria competência para assumir esse papel de gerenciamento, por que a necessidade de contratar as organizações?
O poder público pode ser o gestor. O poder público tem dificuldades de tocar o dia a dia, fracassou sempre que quis administrar o varejo. O varejo tem de ser gerido pela iniciativa privada, que é eficiente. O poder público tem de se aperfeiçoar em gerir, não em administrar. Precisamos cobrar o serviço não fazer o serviço.

Quando deve começar o programa de saúde dentro de casa, prometido por Reinaldo Azambuja durante a campanha eleitoral?
Estamos fazendo o que o possível e mais emergencial. Já fazemos isso [saúde dentro de casa] no Hospital Regional, em Campo Grande. O serviço de atendimento domiciliar não está em todo o Estado, é um modelo caro, mas possível. Estamos tentando viabilizar do ponto de vista financeiro. Hoje, é um serviço dispendioso, há uma dificuldade para implantá-lo por falta de estrutura. Mas estamos trabalhando o a ideia, o projeto.

Estamos vivenciando atualmente uma epidemia de dengue em MS, quais as ações estão sendo sendo feitas para dar conta dos novos atendimentos?
A missão do Estado é colaborar com os municípios. Resolvemos mudar essa visão porque o Estado brasileiro fracassou na questão do combate do mosquito. Nós estamos aceitando há 30 anos com o que está acontecendo, convivendo com o mosquito da dengue. Agora, o fato novo, veio o zika [vírus], e a população não vai aceitar isso, passou do limite. O zika veio dizer que estamos errado, não podemos aceitar a conviver com o mosquito, precisamos exterminá-lo.

Sim, mas como?
O Estado tomou a frente em todos os municípios, não adianta mais dinheiro nos hospitais, temos de alterar o modelo, e isso acontece no combate ao mosquito. Fizemos um projeto piloto, a nossa ideia para combater o mosquito é melhorar a qualidade de visita domiciliar. Vamos pagar produtividade aos agentes de saúde e acompanhar o resultado da visita dele em tempo real. vamos envolver a sociedade. Vamos quebrar alguns tabus, eventualmente teremos de usar herbicida, vamos discutir esse assunto. 

Há previsão de algum concurso para contratar mais pessoal para a ára da sáude em MS?
Existe deficiência de pessoas, mas a nossa expectativa não é fazer o mais do mesmo. Penso que nesta mudança de modelo vamos ampliar a oferta de serviço. Não está no plano de curto prazo promover concurso público.

Que nota daria hoje para o setor da saúde de MS?
Para a equipe médica, 10; já para a organização, 3. Já com a entrada do projeto Caravana da Saúde, a nota é 6, é a leitura do que acontece. Mas até o fim desta gestão, a ideia é ideia é alcançar o 10, isso é perfeitamente possível

Nelson Tavares cardiologista do interior de São Paulo

PERFIL

Nelson Barbosa Tavares, nascido em Presidente Prudente, interior de São Paulo, concluiu o Ensino Médio em Nebraska (EUA) e é médico do Centro de Terapia Intensiva do HU (Hospital Universitário) e ainda da Junta Médica Oficial da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul). Ele fez residência em Clínica Médica e Especialização em Cardiologia pela Santa Casa do Rio de Janeiro, cursou MBA de Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas, é diplomado pela Escola Superior de Guerra, foi diretor do HU e secretário Municipal de Saúde de Campo Grande. O cardiologista é também produtor rural nas cidades de Rio Verde e Bataguassu. Hoje, chefia a secretaria estadual de Saúde.

Cidades

Número de inscritos para o Enem em MS aumentou 37% em 2024

Neste ano, mais de 65 mil estudantes devem fazer a prova no Estado

16/06/2024 18h00

Criado em 1998, o Enem avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica e também é a principal porta de entrada para a educação superior no país.

Criado em 1998, o Enem avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica e também é a principal porta de entrada para a educação superior no país. Divulgação

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Mais de 5 milhões de estudantes de todo o Brasil se inscreveram para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2024, quantidade que supera as últimas edições. Em Mato Grosso do Sul, não poderia ser diferente: os 66.099 inscritos representam um aumento de 37% em comparação com a edição passada, quando 47.457 estudantes estavam inscritos para a prova.

As inscrições foram encerradas nesta sexta-feira (14), após terem sido prorrogadas em uma semana. O prazo para o pagamento da taxa encerrará na próxima quarta-feira, 19 de junho.

Já a quantidade de inscritos foi divulgada pelo Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) no último sábado (15).

O Enem é a principal porta de entrada para o ensino superior. As provas serão aplicadas nos dias 3 e 10 de novembro. O edital completo pode ser acessado clicando aqui.

Números Nacionais

O Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) registraram 5.055.699 inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2024. O número ainda pode aumentar porque o governo federal vai garantir um período extra para os moradores do Rio Grande do Sul se inscreverem, entre 16 e 21 de junho.

Mais da metade dos inscritos (2.731.757) não vai precisar pagar a taxa de inscrição porque teve a solicitação de isenção aprovada. Os concluintes, ou seja, aqueles que estão na última série do ensino médio, correspondem a 1.655.721 inscritos, sendo que 1.330.364 inscrições desse grupo foram gratuitas; e 325.357 deverão ser pagas. 

Segundo o MEC, o balanço com os dados de inscritos confirmados e do perfil do participante do Enem 2024 será divulgado após a compensação de todos os pagamentos efetuados para as solicitações sem isenção da taxa. 

Confira a quantidade de inscritos por estado:   

Estado  Número de inscritos 
Acre (AC)  33.362 
Alagoas (AL)  106.194 
Amapá (AP)  38.314 
Amazonas (AM)  122.791 
Bahia (BA)  449.528 
Ceará (CE)  279.054 
Distrito Federal (DF)  94.683 
Espírito Santo (ES)  88.573 
Goiás (GO)  180.131 
Maranhão (MA)  210.647 
Mato Grosso (MT)  84.657 
Mato Grosso do Sul (MS)  65.099 
Minas Gerais (MG)  463.722 
Pará (PA)  300.983 
Paraíba (PB)  149.663 
Paraná (PR)  209.924 
Pernambuco (PE)  275.543 
Piauí (PI)  125.815 
Rio de Janeiro (RJ)  352.777 
Rio Grande do Norte (RN)  119.088 
Rio Grande do Sul (RS)  259.936 
Rondônia (RO)  48.469 
Roraima (RR)  16.455 
Santa Catarina (SC)  110.553 
São Paulo (SP)  747.094 
Sergipe (SE)  80.918 
Tocantins (TO)  41.726 

Taxa de inscrição

O participante que não é isento deve pagar a taxa (R$ 85) até a próxima quarta-feira, 19 de junho, respeitando os horários de compensação bancária. O pagamento é feito por meio de boleto do Banco do Brasil, que é disponibilizado ao inscrito após acesso ao sistema do exame, via Login Único do Gov.br.

Enem

O Exame Nacional do Ensino Médio avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica. Ao longo de mais de duas décadas de existência, o Enem tornou-se a principal porta de entrada para a educação superior no Brasil, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e de iniciativas como o Programa Universidade para Todos (Prouni).

Instituições de ensino públicas e privadas utilizam o Enem para selecionar estudantes. Os resultados são usados como critério único ou complementar dos processos seletivos, além de servirem de parâmetros para acesso a auxílios governamentais, por exemplo o proporcionado pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Os resultados individuais do Enem também podem ser aproveitados nos processos seletivos de instituições portuguesas que possuem convênio com o Inep para aceitar as notas do exame. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.

Cronograma de aplicação e resultado

  • Dias de provas: 3 e 10.nov
  • Solicitação de reaplicação: 15.nov às 11h
  • Reaplicação das provas: 10 e 11.dez
  • Divulgação do gabarito: 20.nov
  • Divulgação do resultado final: 13.jan.2025

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Meio Ambiente

Empreiteiras invadem e desmatam área de preservação ambiental em Campo Grande

Empreiteiras Anfer e Drenacom arrombaram cerca da APP do Lageado, derrubaram mata para abrir estrada, e ainda depositaram resíduos no local; investigação foi aberta

16/06/2024 17h31

Empreiteira invadiu área pública de preservação e ainda abriu derrubou a mata para abrir uma estrada

Empreiteira invadiu área pública de preservação e ainda abriu derrubou a mata para abrir uma estrada Reprodução

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A invasão de um terreno público pertencente à Prefeitura de Campo Grande, em Área de Preservação Permanente (APP) do Córrego Lageado, e o desmatamento de parte da mata desta APP levaram o Ministério Público de Mato Grosso do Sul a abrir inquérito para investigar as empreiteiras Anfer e Drenacom, que atuam em obra de loteamento na área vizinha ao desmatamento.

A investigação teve origem em flagrante realizado pela Superintendência de Fiscalização e Gestão Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Gestão Urbana (Semadur). A primeira constatação do desmatamento ilegal foi feita no dia 21 de fevereiro deste ano.

Um trator de esteira da empresa Drenacom, a serviço da empreiteira Anfer, que constrói um loteamento na região, rompeu a cerca de alambrado da área de preservação ambiental e estava abrindo uma estrada na área pública, no espaço onde estava localizada uma mata.

Empresa rompeu alambrado da APP e tinha intenção de fazer a drenagem de loteamento em área de preservação

“Verificou-se a existência da abertura da mata APP, com implantação de uma estrada ilegal, percorrendo toda a APP do Córrego Lageado”, descrevem os fiscais ambientais no documento que embasa a abertura de inquérito civil pela Promotoria de Meio Ambiente de Campo Grande. A estrada tem uma largura de aproximadamente três metros.

“A estrada ilegal, percorrendo toda a APP do Córrego Lageado, deixou vestígios de inúmeras árvores derrubadas e vestígios de deposição de resíduos de construção civil para aterramento da estrada”, acrescentam os fiscais, em documento da Semadur.

Ao serem abordados pelos fiscais, os homens que operavam as máquinas afirmaram que faziam um trabalho de drenagem para a implantação de lote urbano residencial.

Depósito ilegal

Após a vistoria, também foi verificado que parte da área de preservação ambiental está degradada por resíduos sólidos da construção civil, sendo usada como depósito desses resíduos.

Todo o trabalho citado acima foi executado sem qualquer licença ambiental e de operação.
Para piorar, há um morador dentro da APP do Lageado, que reivindica a área do município. Não foram encontrados, contudo, processos indicando tal litígio.

Manancial

A Área de Preservação Permanente do Córrego Lageado (APP do Lageado) é um dos mananciais de Campo Grande. O Córrego Lageado, juntamente com o Córrego Guariroba e dezenas de poços artesianos, são a origem da água potável encanada distribuída pela concessionária Águas Guariroba na Capital.
 

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