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SÓCIO DO 'CABEÇA BRANCA'

Narcotraficante é preso em Dourados após 20 anos foragido e em 'vida dupla'

Charles Miller Viola vivia com o nome falso de Carlos Roberto da Silva e foi detido quando tentava fugir para longe da fronteira
17/08/2020 17:49 - Nyelder Rodrigues


Uma vida dupla. Assim vivia Charles Miller Viola, de 41 anos, apontado como operador e sócio do narcotraficante Luiz Carlos da Rocha, o popular Cabeça Branca. Procurado há cerca de 20 anos, ele morava em Dourados há metade desse período e usava o nome falso de Carlos Roberto da Silva para fugir das autoridades e, supostamente, enganar a própria família.

Charles foi preso em uma barreira policial em São Gabriel do Oeste, norte do Estado, quando tentava fugir da fronteira, devido às recentes investigações realizadas na região contra o crime organizado, em especial ao tráfico de drogas.

Logo após sua prisão em flagrante, sua casa foi alvo da Operação Chacal, comandada pelo recém criado Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) - a delegacia só foi efetivamente ativada por estar previsto em portaria do Ministério da Justiça que, o Estado que não o fizesse, ficaria sem o repasse do Fundo Nacional de Segurança Pública.

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em sua residência em Dourados, um imóvel em condomínio de luxo, que era alugado. Conforme o apurado, os policiais que participaram a ação monitoraram a rotina de Charles por pelo menos 15 dias.

 
 

De acordo com o apurado, o traficante se passava por produtor rural para fazer com que seu disfarce vingasse, ao menos perante os familiares e pessoas próximas na cidade. Apesar disso, ele tem em sua ficha criminar uma prisão recente, em 2018, em cumprimento a mandado expedido pela 3ª Vara Criminal de Campo Grande.

Seguiu os passos do 'mestre'

Apontado como suposto sócio de Cabeça Branca, Charles teria seguido os passos do 'mestre', que também usou vários disfarces ao longo dos anos. Luiz Rocha foi preso em Sorriso (MT) no ano de 2017 também em um imóvel de alto padrão após a Polícia Federal (PF) deflagrar a Operação Spectrum. Assim como seu sócio e operador, Rocha usava um nome falso.

O 'codinome' escolhido por Cabeça Branca foi Vitor Luiz de Moraes, ao qual conseguiu passar despercebido aos olhos da lei por 13 anos. As investigações indicam que Rocha foi quem criou forte esquema de logística para o crime organizado na fronteira, sendo parceiro, por exemplo, do narcotraficante Jorge Rafaat, morto um ano antes da prisão do então foragido.

Segundo a PF, Luiz Rocha também fez várias cirurgias plásticas para mudar a face, estratégia semelhante à adotada pelo colombiano Juan Carlos Ramírez Abadía, que ficou no Presídio Federal de Campo Grande antes de ser enviado aos Estados Unidos.

A parceria entre Rafaat e Rocha foi fundamental para a ascensão de ambos no mundo do crime. Enquanto Rafaat tinha o controle da fronteira, onde traficava maconha, Rocha tinha uma gama de clientes que fortaleceria a rede já estabelecida, ampliando sua atuação também com a cocaína produzida em países andinos, como o Peru e a Bolívia, além da Colômbia.

Assim, ambos criaram um "império" em Pedro Juan Caballero, que começou a desmoronar a partir da execução de Rafaat. Cabeça Branca morou por vários anos em território paraguaio, onde encontrou poucos obstáculos perante à Justiça para seguir no crime organizado. 

 

Felpuda


Figurinha está trabalhando intensamente para tentar eleger a esposa como prefeita de município do interior.

Até aí, uma iniciativa elogiável. Uns e outros, porém, têm dito por aí que seria de bom tom ele não ensinar a ela, caso seja eleita, como tentar fraudar folha de frequência de servidores. 

Afinal, assim como ele foi flagrado em conversa a respeito com outro colega, não seria nada recomendável e poderia trazer sérias consequências. Só!