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Nelsinho dirá a Serra que seu apoio a Dilma é irreversível

Nelsinho dirá a Serra que seu apoio a Dilma é irreversível

Redação

12/05/2010 - 00h05
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lidiane kober

O prefeito Nelsinho Trad (PMDB) vai deixar claro ao pré-candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, que é irreversível seu apoio à ex-ministra Dilma Rousseff (PT) na sucessão presidencial. Os tucanos de Mato Grosso do Sul estão decididos a promover um encontro entre Nelsinho e Serra com o objetivo de afastá-lo do palanque da petista. Mas, ontem, o prefeito reiterou que o plano do PSDB é inútil porque “ninguém fez mais pelo Brasil e pelos municípios brasileiros do que o governo do presidente Lula”.

O prefeito está disposto a conversar com Serra, no entanto, avisou que nada o fará mudar de ideia. Para ele, o País “avançou em função do governo de Lula”. “O povo está comprando mais, a classe pobre subiu de nível, a classe média está estabilizada. Só não enxerga quem não quer”, declarou. “E eu vou dizer tudo isso ao Serra”, completou.

A intenção das lideranças do PSDB é trazer o pré-candidato a Mato Grosso do Sul neste mês para oficializar a aliança com o PMDB. Na ocasião, Serra iria tentar convencer Nelsinho a apoiá-lo. A preocupação dos tucanos é evitar racha no palanque do PMDB, além disso, trabalham para transferir a popularidade do prefeito de Campo Grande ao pré-candidato do partido.

A esperança do PSDB é usar a influência do governador André Puccinelli (PMDB) para persuadir Nelsinho a mudar de lado. Mesmo mantendo posição irredutível, o prefeito não deixou claro como será o seu apoio a Dilma na eventualidade de o PMDB ficar com Serra. Ele reconheceu a importância de ouvir opinião das demais lideranças do partido para não entrar em choque com a campanha de André. “Não adianta você perguntar isso porque eu preciso ver a posição do governador, que ainda não tomou”, frisou.

Dessa forma, a princípio, Nelsinho deixou no ar a possibilidade de seguir o rumo de Puccinelli na eleição presidencial. Porém, em seguida  apressou-se em reforçar seu apoio a Dilma. “Não é isso que eu quis dizer. Eu quis dizer que isso é uma decisão de todo um grupo”, desconversou.
Apesar da saia-justa, isso, no caso de apoiar um candidato oposto ao PMDB na sucessão presidencial, Nelsinho mostrou-se tranquilo. “As coisas vão clarear mais para frente”, afirmou, em tom de mistério.

Campanha
Sobre a declaração do governador que o incluiu na lista de coordenadores de sua campanha à reeleição, Nelsinho simplesmente revelou-se agradecido. Indagado se a atividade não vai atrapalhar seu desempenho frente à Prefeitura de Campo Grande, ele prometeu atuar somente fora do expediente de trabalho. “Sempre que faço política, é pós-expediente. Das 7h às 17h eu sou prefeito. Depois, eu vou caminhar junto com os colegas para coordenar a campanha”, garantiu. (Colaborou Bruno Grubertt)

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BNDES financia R$ 1,98 bi para Bram construir 6 navios de apoio fretados pela Petrobras

O anúncio acontece um dia após a estatal assinar, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contratos para expansão da sua frota própria de gaseiros, barcaças e empurradores no estaleiro da Ecovix, no Rio Grande do Sul, no valor de R$ 2,8 bi

21/01/2026 19h00

Sede da Petrobrás

Sede da Petrobrás Imagem: Agência Petrobras

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor de R$ 1,981 bilhão para a Bram Offshore Transportes Marítimos construir seis embarcações híbridas de apoio marítimo à produção offshore de petróleo e gás, que serão afretadas pela Petrobras, informou o banco nesta quarta-feira, 21.

O anúncio acontece um dia após a estatal assinar, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contratos para expansão da sua frota própria de gaseiros, barcaças e empurradores no estaleiro da Ecovix, no Rio Grande do Sul, no valor de R$ 2,8 bilhões.

Já as embarcações de apoio financiadas pelo BNDES decorrem de contratos da Petrobras para afretamento por 12 anos, e serão utilizadas para o transporte de suprimentos entre as plataformas de perfuração ou produção em alto mar e as bases em terra. A construção será no Estaleiro Navship, em Navegantes, Região Metropolitana da Foz do Rio Itajaí, em Santa Catarina.

A propulsão dos navios será híbrida, do tipo diesel-elétrica, com bancos de baterias que fornecerão energia suficiente para que, sem outra fonte, sejam capazes de manter a embarcação em posição por um tempo preestabelecido. Também serão dotadas de conector elétrico capaz de receber energia diretamente do porto, quando atracadas.

"O apoio do BNDES contribui para desenvolver e capacitar com emprego de tecnologias mais avançadas o parque nacional de estaleiros, a partir da produção de embarcações com banco de baterias e motores elétricos, que reduzem as emissões de gases de efeito estufa", afirmou em nota o presidente do banco, Aloizio Mercadante.

Segundo o BNDES, os recursos virão do Fundo da Marinha Mercante (FMM). A Bram vai adquirir, até julho de 2028, 6 embarcações da classe PSV 5000. Com o projeto, a expectativa é de criação de 620 empregos diretos no estaleiro durante a construção das embarcações e de 190 empregos diretos na Bram na fase operacional delas.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira, 21, no Estaleiro Navship, pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, em cerimônia com a presença da diretora de Infraestrutura e Mudança Climática do BNDES, Luciana Costa.

"Esse tipo de investimento só acontece em um País que voltou a ter estabilidade econômica e confiança para investir. O resultado não poderia ser melhor: estaleiros cheios, mais de 50 mil empregos gerados no setor em 2025 e o fortalecimento da nossa economia", disse na ocasião o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

A Bram Offshore Transportes Marítimos Ltda é uma empresa do grupo americano Edison Chouest, de capital fechado, com presença no Brasil desde 1991. Atualmente, é a maior companhia de apoio offshore do país, operando uma frota de 77 embarcações.

Ponta Porã

Fronteira: PF deflagra operação contra uso irregular de substâncias químicas

Investigação foi iniciada com a apreensão de caminhõestanque

21/01/2026 18h20

Foto: Divulgação

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A Polícia Federal realizou nesta quarta-feira (21), uma operação contra empresas suspeitas de utilizar estruturas de fachada para o manuseio irregular de substâncias química, ação realizada em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai.

A investigação foi iniciada com a apreensão de caminhõestanque, que transportavam líquido transparente identificado como NAFTA, comumente empregada na adulteração de combustíveis. 

A ação contou com o apoio de fiscais da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e cumpriu mandados de busca e apreensão e a suspensão de atividades ilegais.

Operação visa prevenir práticas ilícitas, proteger o consumidor e fortalecer a coleta de provas para o aprofundamento das investigações. As apurações seguem em andamento, sob sigilo.

A substância apreendida estava em desacordo com as notas fiscais. Há indícios de que o líquido era carregado e armazenado clandestinamente em imóveis ligados às empresas investigadas.

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