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ONCOLOGISTA

Saiba quem é Nelson Teich, o novo ministro da Saúde

Médico oncologista foi escolhido para substituir Mandetta, que foi exonerado
16/04/2020 18:16 - Glaucea Vaccari


 

Médico oncologista Nelson Teich, foi escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro para assumir o Ministério da Saúde, em substituição ao ortopedista Luiz Henrique Mandetta,exonerado nesta quinta-feira (16). Teich já havia sido cotado para comandar a Saúde no início do governo Bolsonaro, mas perdeu a vaga para Mandetta, que havia sido colega do presidente na Câmara dos Deputados.  

Novo ministro tem apoio da classe médica e da Associação Médica Brasileira (AMB) e também tem boa relação com empresários do setor. Ele não é filiado a nenhum partido político. 

Teich nasceu no Rio de Janeiro, em 1957, e se formou em medicina pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e se especializou em oncologia no Instituto Nacional de Câncer (Inca). Em 1998, concluiu MBA em Administração de Saúde pelo Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro (COPPEAD), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Em 2006, também concluiu MBA em Gestão de Negócios pelo Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC).

O médico fundou e foi presidente do Cento de Oncologia Integrado (COI) e o Instituto COI até 2018 e 2015, respectivamente. Atualmente, é sócio da Teich Health Care, uma consultoria de serviços médicos.

O novo ministro atuou como consultor de saúde informal durante a campanha eleitoral de Bolsonaro, em 2018, quando chegou a ser cotado para a pasta.

Entre setembro de 2019 e janeiro de 2019, atuou como assessor do secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Denizar Vianna, de quem também foi sócios no Midi Instituto de Educação e Pesquisa, empresa de pesquisa e desenvolvimento experimental em ciências sociais, humanas, físicas e naturais e treinamento em desenvolvimento profissional e gerencial, fechada em fevereiro de 2019.  

No governo, ele também prestou orientações ao Departamento do Complexo Industrial e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde.  

Entre 2010 e 2011, o oncologista foi consultor em economia da Saúde no Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo.

O médico, atualmente, faz doutorado nas áreas de ciências da saúde e economia da saúde na Universidade de York, no Reino Unido. Ele desenvolve, desde dezembro de 2018, pesquisa acadêmica sobre "restrições orçamentárias e custos de oportunidade em oncologia no sistema de saúde brasileiro".

Em artigo publicado no dia 3 de abril, o novo ministro da Saúde defendeu o isolamento social horizontal para combater a pandemia e afirmou rejeitar a polarização entre economia e saúde. 

"Diante da falta de informações detalhadas e completas do comportamento, da morbidade e da letalidade da Covid-19, e com a possibilidade do Sistema de Saúde não ser capaz de absorver a demanda crescente de pacientes, a opção pelo isolamento horizontal, onde toda a população que não executa atividades essenciais precisa seguir medidas de distanciamento social, é a melhor estratégia no momento", afirmou no artigo.

Ao ser anunciado como novo ministro nesta quinta-feira, Teich disse que não pretende fazer qualquer mudança brusca na política da pasta, mas defendeu o entendimento entre as áreas de saúde e da economia sobre a melhor estratégia de combate à crise do coronavírus no País. Em declaração no Palácio do Planalto, ele disse haver um "alinhamento completo" com o presidente Jair Bolsonaro.

 

Felpuda


É quase certo que a aposentadoria deverá ocorrer de maneira mais rápida do que se pensava em determinado órgão. O que deveria ser a tal ordem natural dos fatos acabou sendo atropelada por acontecimentos considerados danosos para a imagem da instituição. Os dias estão passando, o cerco apertando e já é praticamente unanimidade de que a cadeira terá de ter substituto. Mas, pelo que se ouve, a escolha não deverá ser com flores e bombons de grife.