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Nintendo Wii U não impressiona investidores

Nintendo Wii U não impressiona investidores

REUTERS

08/06/2011 - 23h00
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O lançamento da nova geração de consoles da Nintendo não serviu para responder às preocupações dos investidores de que a empresa está perdendo terreno em meio à transição do mercado para as redes sociais, o que levou suas ações a cair para a marca mais baixa em cinco anos.

O Wii U, que vem com um controlador acionado por tela sensível a toque, tem o objetivo de reconquistar os jogadores mais dedicados de videogames, que optaram por produtos rivais como o Xbox, e conquistou elogios dos críticos do setor no lançamento, na terça-feira (7), durante a feira de videogames E3.

Mas as ações da Nintendo fecharam em baixa de 5,7 % nesta quarta-feira, caindo a marcas não vistas desde antes do lançamento do Wii original, no final de 2006.

Investidores afirmam que estão preocupados com a Nintendo focada demais em hardware, enquanto o mercado se torna cada vez mais um campo de batalha de software, com títulos jogados pela Internet em redes que reúnem milhões de jogadores.

"Ainda que alguns especialistas pareçam ter gostado do novo aparelho, minha expectativa era de que a Nintendo fizesse mais para entrar no mercado de redes sociais", disse Mitsuo Shimasi, subgerente geral da Cosmo Securities, em Tóquio.

"É um alerta dos investidores de que a empresa deveria reconsiderar sua estratégia de negócios e avançar de forma mais agressiva nas operações de jogos sociais", disse.

Satory Iwata, presidente da Nintendo, minimizou as críticas sobre uma possível falta de ênfase do novo console em capacidades de rede, e disse que os jogos de sucesso de sua empresa sempre foram sociais.

"Não é que sejamos negativos sobre as redes, mas se ignorarmos os consumidores que não conectam seus consoles à internet, isso contraria nossa estratégia para a expansão do mercado de videogames", declarou o executivo em uma mesa redonda. "Estamos apenas tentando não encolher nosso próprio mercado."

WII U

Os críticos do setor em suas avaliações iniciais elogiaram as inovações trazidas pelo novo console, cujo controlador é maior que um iPhone e menor que um iPad.

O novo console é o primeiro aparelho da Nintendo a oferecer recursos gráficos de alta definição e é equipado com processador produzido pela IBM e placas gráficas da AMD. Mas foi o controlador do console que conquistou as atenções na terça-feira.

Incorporada ao controle, uma tela sensível ao toque de 6,2 polegadas funciona como tela auxiliar e exibe as mesmas imagens que estão na tela da TV, ou pode oferecer informações adicionais aos jogadores, oferecendo-lhes vantagem sobre os oponentes.

O controlador do Wii U também pode ser usado para ligações telefônicas e funciona em conjunto com os controladores existentes do Wii.

O aparelho também serve como um sistema separado de videogames. Ele pode, por exemplo, continuar a executar um jogo em sua tela de toque se alguém mais quiser assistir a outro programa na TV. Mas essa funcionalidade só funciona se o controlador manter uma conexão sem fio com o Wii U.

A linha inicial de títulos sugere que a Nintendo está tentando reconquistar os adeptos mais dedicados do videogame, com jogos de combate pessoal populares tais como Ghost Recon, da Ubisoft, Aliens, da Sega, e Battlefield 3, da Electronic Arts, na fila para lançamento, entre outros.

"Há muitos criadores de jogos que já estão respondendo e desenvolvendo novos títulos para o sistema que estamos propondo com o Wii U", disse Iwata. "Ele pode satisfazer todos os gostos, com ação de jogo mais intensa."

Já que o aparelho só chegará ao mercado dentro de nove meses, a Nintendo ainda tem tempo para realizar modificações, e a seleção inicial de títulos pode ser alterada.

Esta semana, a Sony anunciou planos para lançar um sistema portátil de videogames 3D ao preço de US$ 299, que os críticos imediatamente definiram como alto demais.

"A Nintendo dessa vez se adiantou ao mercado", disse Michael Pachter, analista da Jedbush. "O aparelho é capaz de fazer tudo que um tablet faz, e as pessoas talvez estejam se perguntando por que um iPad 2 não oferece jogos do mesmo tipo."

A Nintendo ainda lidera no hardware de videogames, mas vem enfrentando dificuldades para conquistar usuários junto aos adeptos dos produtos Microsoft e Sony, depois do lançamento decepcionante do portátil 3DS.

Campo Grande

Professor que teve entrada negada em escola será transferido para outra unidade pela SED

A Secretaria Estadual de Educação disse que irá investigar a conduta tomada pela direção da unidade escolar

04/03/2024 17h40

O professor disse que estava lotado em Bonito, revogou as aulas para vir lecionar em Campo Grande, convocado pelo CEESPI, no dia 1º de março Reprodução Arquivo

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Após o professor Fábio Oliveira Rodrigues, publicar um vídeo por meio de suas redes sociais, denunciando que não conseguiu assumir a vaga de convocado por ter a entrada proibida pelo diretor, a Secretaria de Educação (SED), informou que está apurando a conduta adotada pela direção da unidade, em Campo Grande.

"A SED informa que vai averiguar a conduta adotada pela direção da unidade escolar, uma vez que o processo seletivo gerou uma classificação dos profissionais para a lotação nas vagas conforme escolha dos aprovados. A pasta destaca, ainda, que o referido profissional foi atendido pela equipe responsável pelo processo e que já fez a opção pela lotação em outra unidade escolar, para o exercício da função na REE", diz a nota.

Entenda

O vídeo foi publicado nesta segunda-feira (4). Nele, o professor mostra a designação de atestado de vaga emitido pelo Centro Estadual de Educação Especial e Inclusiva (CEESPI), mas, quando tentou assumir o posto, foi impedido de adentrar na instituição de ensino.

Além disso, o professor disse que estava lotado em Bonito, revogou as aulas para vir lecionar em Campo Grande, convocado pelo CEESPI, no dia 1º de março. No mesmo dia, ele veio até a Capital e assinou o termo de atestado da vaga, assim como a ficha de designação.

"A designação é dizendo, escola, você é obrigado a alocar o professor no sistema para que ele receba pelo seu trabalho. Esse é a grosso modo. Eu cheguei aqui na segunda-feira, por volta de dez e meia da manhã, fui atendido pelo diretor da escola e pela coordenadora pedagógica. E os dois me atenderam e disseram, não queremos você aqui, não te quero aqui", disse o professor. 

Ainda, durante a conversa, o diretor teria dito que enviou um e-mail informando que não queria o profissional na escola. Diante da negativa, o educador solicitou acesso aos documentos e teve o pedido recusado. "Ele não me emitiu nenhum documento, também não elaborou ata, e eles têm que protocolar", explicou Flávio. 

Diante da recusa, o professor acionou a polícia e foi orientado a registrar um boletim de ocorrência. 

 

 

 

 

 

 

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JUSTIÇA

Moradores movem ações judiciais contra mau cheiro causado pelo frigorífico JBS, em Campo Grande

Petições, 25 numa semana, cobram da empresa até R$ 75 mil de indenização por danos morais e ambientais

04/03/2024 17h20

Queixas contra empresa cresceram desde janeiro passado Gerson Oliveira

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Ao menos 25 ações judiciais foram movidas da semana passada para cá contra o frigorífico JBS, situado na região da Vila Nova Campo Grande. Moradores denunciam o mau cheiro produzido pela empresa e, agora, pedem indenização por danos morais e ambientais, perdas e danos. Nas petições, os moradores aos arredores da empresa cobram até R$ 75 mil pela reparação.

Queixas contra o frigorífico ocorrem há tempos, pelo mesmo motivo, contudo, os casos aumentaram desde o início deste ano.

Numa das ações, defendidas pelo escritório de advocacia Silva & Biava, é dito que:

“… a empresa opera atividade potencialmente poluidora que gera incômodo e aflição nos moradores da região, produzindo fumaça (poluição atmosférica) e exalando odores (cheiros) potencialmente danosos aos moradores da região do Bairro Nova Campo Grande, o que acarreta no recolhimento dos moradores ao interior de suas residências, fechando portas e janelas, não podendo sequer receber visitas e/ou utilizar o bem imóvel para o seu lazer, pois o cheiro e a fumaça lançados na atmosfera são insuportáveis, e pior, causadores de diversos sintomas”.

Outra questão citada nos recursos judiciais sustenta que o mau cheiro, além de incomodar os moradores tem provocado desvalorização dos dos imóveis da região.

Noutro trecho da petição, é citado que: “em atenção ao que determina o artigo 334, § 4º, I, do Código de Processo Civil, manifesta-se desde já sobre o desinteresse na realização de audiência de conciliação, eis que a prática na lide envolvendo a Requerida demonstra que esta não apresenta quaisquer propostas em audiências conciliatórias, restando sempre infrutíferas. Isto porque, antes da devida instrução processual, a Requerida não exterioriza interesse no encerramento da demanda através de acordo, motivo pelo qual requer desde já a dispensa do ato”.

A reportagem pediu um manifesto da JBS, contudo, até o fechamento deste material, a empresa não tinha respondido. Assim que isso acontecer, o texto será atualizado.

 

 

 

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