Cidades

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Nissan leva estilo para o primeiro mundo

Nissan leva estilo para o primeiro mundo

Redação

19/02/2010 - 10h24
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Enquanto a Nissan insiste em trazer para o Brasil projetos feitos especialmente para países emergentes, sem muita inovação em termos de design, a montadora japonesa age de outra forma no exterior. E prova, por lá, que sabe identificar o mercado e que tem habi l idade e criat ividade suficientes para produzir modelos bem resolvidos e atraentes. É o caso do crossover compacto Juke, que tem sua est reia marcada para o Sa lão de Genebra, que começa no d i a 4 de março, e chega às revendas europeias em outubro. Com 4,13 metros de comprimento, 1,76 m de largura, 1,57 m de altura e 2,53 m de entre-eixos, o Juke utiliza a plataforma B do Grupo Renault Nissan – a mesma já usada pelo hatch médio Tiida e pelo novo Clio europeu. Pronto para brigar no nicho de “crossovers de estilo”, o modelo enfrenta rivais como o Kia Soul, o Fiat Sedici, o Suzuki SX4 e o Citroën C3 Picasso. Ao reun ir características de um crossover com uma pit ad a espor t iva, o Juke consegue reunir duas “doutrinas” da Nissan, que tem uma conhecida vocação para veículos 4x4 mas também é especialista em esportivos, o que pode ser conferido em modelos como 370Z e GT-R. Fabricado na planta de Sunderland, na Grã-Bretanha – onde o crossover Qashqai é produzido –, e desenvolvido pelo centro de design da marca em conjunto com a matriz japonesa, o Juke chama a atenção pelo desenho futurista e linhas ainda pouco conhecidas e exploradas – e vindas do conceito Qazana, mostrado no último motorshow suíço, em 2009. A começa r pe l a pa r te dianteira, chamam a atenção os faróis triangulares que surgem das pontas do capô – que se assemelham a olhos de gato –, projetados para fora. A grade dianteira que ostenta o símbolo da Nissan forma uma espécie de sorriso e é espremida nas extremidades por generosos faróis au x i l iares redondos. No spoi ler encontram- se ainda os faróis de nebl ina, que são separados por três entradas de ar redondas. Nas laterais, o visua l robusto é percebido por conta dos paralamas parrudos. O vinco das cai xas de rodas invade as portas, que é bem marcada também por uma saliência em sua base. Mas a parte traseira do Juke também tem seus atrat ivos. A s la nternas, com contornos irregulares, que lembram o desenho de um bumerangue, são inspiradas nas do esportivo 370Z. Na parte interna, o console central foi inspirado, segundo a própria marca, em um tanque de combustível de motocicleta. Pintado da cor do veículo, a peça oferece três porta-copos. No painel central, o Juke exibe uma tela touchscreen de LCD que abriga as funções de navegação. O quadro de instrumentos é bastante enxuto, com gráficos de fácil leitura. E para t i rar ta ntas l inhas incríveis da inércia, a Nissan anunciou três opções de unidades de força. A primeira delas é um 1.6 litro a gasolina, que consegue a lca nça r 116 c v de potência e torque de 16,9 kgfm – assistido por uma caixa manual de cinco velocidades, ou a i nda uma transmissão continuamente va riável CV T. O out ro propu lsor é um 1.6 l it ro turbo com injeção direta, 190 cv de potência e 25,0 kgfm de torque – também acoplado a um câmbio CVT. A terceira opção de motorização é a 1.5 litro turbod iesel e 110 cv, com 25,0 kgfm de torque, associada a uma transmissão manual de seis marchas.

COBRANÇA

MP quer documentos da Prefeitura que expliquem critérios adotados no aumento do IPTU

Na última terça-feira (13), a prefeita Adriane Lopes (PP) vetou o projeto de lei que suspendia a taxa do lixo, cobrada juntamente nos carnês

15/01/2026 18h30

Foram expedidos ofícios para a Secretaria Especial da Casa Civil, a Secretaria Municipal de Governo (Segov) e a Secretaria Municipal de Fazenda (Sefaz)

Foram expedidos ofícios para a Secretaria Especial da Casa Civil, a Secretaria Municipal de Governo (Segov) e a Secretaria Municipal de Fazenda (Sefaz) Foto: MPMS

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A 67ª Promotoria de Justiça instaurou procedimento administrativo para apurar eventuais irregularidades do Município de Campo Grande na cobrança do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU). Moradores da Capital procuraram a Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) para reclamar sobre a redução do desconto  para pagamento à vista (de 20% para 10%) e do aumento excessivo da taxa de lixo.

Como providência inicial, foram expedidos ofícios para a Secretaria Especial da Casa Civil, a Secretaria Municipal de Governo (Segov) e a Secretaria Municipal de Fazenda (Sefaz), visando obter a documentação relativa aos índices.

Foi solicitada a explicação sobre os critérios objetivos e parâmetros técnicos adotados para a definição do percentual de reajuste aplicado, assim como os parâmetros exigidos para a elaboração do Perfil Socioeconômico Imobiliário (PSEI) em Campo Grande, dentre outros elementos técnicos, econômicos e jurídicos acerca do aumento no valor a taxa de coleta de lixo.

Os ofícios foram remetidos no retorno do recesso forense, após a instauração do feito, e estão no aguardo das respostas.

Projeto vetado

Na terça-feira (13), a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), vetou o projeto de Lei Complementar n. 1.016/2026, aprovado no dia 12, o qual suspendia a taxa do lixo cobrada juntamente com o carnê do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).

O Executivo argumenta que a proposta invade competência do Município para regulamentar e executar serviço público e administrar o lançamento tributário (vício formal de iniciativa e vício material por violação à separação de poderes).

Além disso, o parecer da Procuradoria-Geral do Município (PGM) cita a Doutrina Chenery, a qual diz que "em matérias técnico-complexas, o controle externo deve se concentrar na legalidade, coerência e racionalidade mínima do ato, não sendo adequado substituir a motivação e o mérito técnico da Administração por fundamento reconstruído externamente".

Por fim, diz que o PLC "implica renúncia de receita e criação de despesa, sem observância das exigências de estimativa e compensação fiscal impostas pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e pelo Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT), em afronta ainda às diretrizes e mandamentos do marco federal do saneamento".

Aumento

A mudança do PSEI provocou reclamações institucionais e na Câmara de Vereadores, que reverberaram as queixas de suas bases. O maior motivo é que a incidência do PSEI fez a taxa do lixo disparar em vários bairros, sobretudo na região Oeste, como Mata do Jacinto, Chácara dos Poderes e Jardim Noroeste, disparar. 

O aumento do IPTU provocou uma enxurrada de ações na Justiça. Há mandados de seguranças de pessoas físicas, de uma associação, e até mesmo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MS) contra o aumento do IPTU. 

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SESAU

Medicamentos para a rede pública continuam chegando na Capital

Ao todo, a prefeitura afirmou que o abastecimento de medicamentos está 80% completo

15/01/2026 18h15

Abastecimento de remédios continua na Capital

Abastecimento de remédios continua na Capital Divulgação / Sesau

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Após compra de mais de 30 milhões de medicamentos, a Prefeitura Municipal de Campo Grande recebeu, nesta quinta-feira (15), um novo lote de remédios e insumos para abastecimento da rede municipal de saúde, através da Secretaria de Saúde (Sesau). 

A quantidade exata dos medicamentos não foi divulgada, mas, em nota, afirmou ao Correio do Estado que já foi atingido 80% do abastecimento de medicamentos da Capital. 

Os materiais chegam ao almoxarifado central e passam por etapas de conferências e armazenamento até serem distribuídos às unidades, de acordo com a demanda de cada uma, seguindo critérios técnicos, operacionais e a disponibilidade dos itens. 

O órgão afirmou, ainda, que os remédios devem continuar chegando ao longo de todo o mês de janeiro, desde a primeira semana do mês "e deve continuar entrando até o início de fevereiro". 

O movimento faz parte de uma série de promessas feitas em 2025, tanto pelo finado Comitê Gestor da Saúde, como do novo secretário da Pasta, Marcelo Vilela. 

Ainda em novembro do ano passado, o então Comitê Gestor afirmou em reunião na Câmara Municipal que a expectativa era de que a rede pública estivesse 100% abastecida ainda em janeiro de 2026. 

Já nos primeiros dias deste ano, a Prefeitura afirmou em nota ao Correio do Estado, que realizou uma grande compra para recompor os estoques de remédios de Campo Grande, tendo adquirido “cerca de 32 milhões de unidades – entre comprimidos, ampolas e frascos – com chegada prevista para os próximos dias, garantindo o atendimento da Rede Municipal de Saúde”.

Com isso, a Sesau afirmou que a regularização está em fase final, com programação para atingir cerca de 90% de cobertura da rede pública de saúde. 

A medida veio após uma crise aguda no abastecimento de medicamentos na Capital durante o ano de 2025, onde o Ministério Público não descartou a possibilidade de entrar na justiça para pedir uma intervenção do governo do Estado na saúde pública do município. 

No mês de setembro, foi realizado um inquérito civil para apurar as falhas na gestão da Assistência Farmacêutica da Sesau, para investigar o fato da falta de remédios. Na época, o MP classificou a situação como “gravíssima”. 

Em resposta, a Sesau reconheceu as falhas e relatou que foram realizadas licitações e compras emergenciais, além de negociações com fornecedores para a quitação de débitos e regularização do fornecimento dos insumos. 

Em dezembro, o Procurador-Geral da Justiça do MPMS, Romão Avila Milhan Júnior, afirmou, em um encontro com a imprensa, que a esperança era de que os problemas fossem resolvidos em um consenso entre o MPMS, a Prefeitura de Campo Grande e o governo do Estado, mas, caso não acontecesse, o órgão poderia entrar com pedido na Justiça para ações mais drásticas. 

Verba

A Saúde conta com um terço do orçamento do Município. Para o ano de 2026, o valor estimado é de R$ 2,25 bilhões, dos R$ 6,97 bilhões totais previstos. 

Além destes, a senadora Tereza Cristina (PP) anunciou durante a posse de três novos secretários no último dia 8 que a Capital deve receber R$ 20 milhões para investimento na Saúde. 

Segundo a senadora, a verba já está empenhada e parte deve ser usada para compra de medicamentos. 

Na cerimônia, o secretário da Saúde empossado, Marcelo Vilela, disse que parte do dinheiro é para destinação à atenção primária e parte para a média e alta complexidade, sem detalhar o montante destinado a cada um. 

Disse ainda que os principais desafios encontrados apontado por pacientes, são a demora no atendimento e a falta de medicamentos, e garantiu que ambos já estão em fase de regularização. 

Conforme o secretário, a compra de remédios já foi iniciada e 80% dos medicamentos já estão no almoxarifado, enquanto outros insumos "estão chegando" para regularização nas unidades de saúde.
 

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