Cidades

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No combate à dengue, agentes de saúde enfrentam vários problemas

No combate à dengue, agentes de saúde enfrentam vários problemas

NATHÁLIA CORRÊA

27/01/2010 - 07h55
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Os registros de assaltos cometidos por homens vestidos de agentes de saúde têm preocupado moradores de Campo Grande, que, por precaução, estão deixando de autorizar a ação dos verdadeiros servidores da área em suas casas. Esta é apenas uma das dificuldades encontradas pelos profissionais responsáveis por fiscalizar as residências que, de acordo com a prefeitura, representam 90% do foco da dengue. Em caso de desconfiança, a recomendação das autoridades de Saúde e Segurança Pública é para que os moradores confiram a identificação do agente de saúde, antes de deixá-lo entrar no imóvel. A população pode procurar pelo supervisor de área ou então ligar para o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), no número 3314-5000, e conferir os dados do profissional. Mesmo com 3.393 notificações de pessoas com sintomas da doença, registradas só neste ano, “a população insiste em não tomar conta de sua própria residência. Se tivéssemos o poder de acabar com o mosquito, com certeza faríamos isso, mas infelizmente o combate à dengue não depende só de nós”, lamentou a agente de saúde Sandra Pereira Gomes, de 27 anos. Cachorros bravos, moradores mal educados, “cada dia uma emoção diferente”, ironizou Sandra. A trabalhadora comentou que já foi atacada duas vezes por cachorros no momento em que fazia vistoria. Há três meses, um cão mordeu e arranhou sua perna, o que aumentou um trauma da mulher adquirido ainda durante sua infância. “O dono do cachorro sempre fala que o bicho é mansinho. Pode até ser com ele, mas esse tipo de ataque a gente não consegue prever, por isso é importante que o animal seja isolado enquanto fazemos as vistorias para prevenir esse tipo de fatalidade”, explicou a profissional. Mais problemas Atuando como agente de saúde há um ano, Cláudia Priscila Batista Moreira, de 22 anos, revelou que, em grande parte das residências visitadas, os moradores se recusam a acompanhar a fiscalização do imóvel. “A nossa missão é fazer, além da vistoria, o trabalho de conscientização para que o morador evite a proliferação do mosquito”, comentou. Para o agente de saúde Marcílio Faustino Nogueira, 55 anos, Campo Grande atualmente enfrenta uma nova epidemia de dengue em função da falta de higiene da população. “O povo é muito deslei xado. Transforma o quintal em lixão”. Conforme o trabalhador, no terreno é possível encontrar materiais como latas, garrafas e copos descartáveis, fazendo com que o local se torne um “paraíso para o mosquito”.

Cidades

Radialista Sidney Assis morre aos 57 anos

O comunicador que viralizou com um vídeo ao lado da sucuri em 2009, morreu nesta terça-feira (13), em Coxim

13/01/2026 17h24

Reprodução Redes Sociais

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O radialista e ex-vereador Sidney Assis morreu na manhã desta terça-feira (13), em Coxim, município que fica a 253 quilômetros de Campo Grande.

Os socorristas chegaram a ser acionados; no entanto, Sidney não resistiu.

Ele ficou conhecido do público em todo o Estado como repórter correspondente em Coxim no programa apresentado por Maurício Picarelli, na TV Guanandi, afiliada da Rede Bandeirantes.

Nesse período, em 2009, Sidney ganhou projeção com um vídeo feito na nascente do Rio Coxim, em São Gabriel do Oeste, no qual chega a deitar ao lado de uma sucuri que havia acabado de se alimentar.

O vídeo é reproduzido em vários locais da internet, como na página do Facebook Mídia Ninja, o que mantém viva a memória de seu trabalho e o registro da curiosidade sobre a vida selvagem em Mato Grosso do Sul.

 

 

 

O tamanho da sucuri chamou atenção também fora do país, projetando o flagrante e a forma de atuação de Sidney internacionalmente.

Natural de Três Lagoas, o repórter policial, que atualmente atuava como radialista no programa de rádio “Coxim Precisa Saber”, estava em tratamento de uma doença no fígado.

Com sua morte, Coxim parou e prestou homenagem em um grande cortejo de veículos.

“O nome que se confunde com a notícia do rádio” e a ligação estabelecida com o ouvinte, levou a prefeitura a decretar três dias de luto.

“A Prefeitura Municipal de Coxim decretou luto oficial pelo falecimento do radialista e ex-vereador Sidney Assis, ocorrido na manhã desta data. A medida é uma forma de reconhecimento à trajetória e aos serviços prestados por ele ao município.

Sidney Assis teve atuação marcante na comunicação local. Paralelamente, construiu uma trajetória política relevante, tendo exercido dois mandatos como vereador, ambos pelo PSDB, período em que participou ativamente das discussões e decisões do Legislativo Municipal.

Nas últimas eleições, Sidney Assis obteve expressiva votação, sendo o quarto mais votado, resultado que o colocou na condição de primeiro suplente, demonstrando o reconhecimento da população ao seu trabalho e à sua história pública.

A Prefeitura de Coxim manifesta solidariedade aos familiares, amigos e a todos que acompanharam sua trajetória, reafirmando respeito e reconhecimento à contribuição deixada por Sidney Assis para a comunicação e a vida pública do município.”

No município, foi o vereador mais votado em 2008 e reeleito em 2012 pelo PSDB. No pleito de 2024, voltou a disputar uma cadeira na Casa de Leis e foi o quarto mais votado.

Por meio das redes sociais, o governador Eduardo Riedel (PP) manifestou pesar pela partida do comunicador.

“Recebi com tristeza a notícia do falecimento de Sidney Assis, uma das vozes mais relevantes da comunicação de Mato Grosso do Sul, com décadas de atuação no jornalismo e na política da região norte. Deixo minha solidariedade à família, amigos e a toda a população coxinense neste momento de luto.”

A Federação de Bandas e Fanfarras do Estado de Mato Grosso do Sul também expressou pesar com o falecimento do maestro Sidney Assis.

“Sidney Assis foi um nome de grande relevância para a música instrumental de fanfarras sul-mato-grossense. Nas décadas de 1990 e 2000, desenvolveu trabalhos musicais à frente das fanfarras dos municípios de Água Clara, Rio Negro, Corguinho e Coxim, contribuindo de forma decisiva para a formação musical, disciplinar e cidadã de inúmeros jovens.

Seu talento, dedicação e compromisso com a arte elevaram o nível das fanfarras na época, fortalecendo o movimento e levando o nome dessas cidades a importantes apresentações e competições.

Além de maestro, Sidney Assis também se destacou no jornalismo, atuando como repórter policial com ética, coragem e responsabilidade, sempre a serviço da informação e da sociedade. Sua atuação firme e respeitada deixou marcas na história da comunicação regional, assim como seu trabalho incansável em prol da cultura musical.

Neste momento de dor, a Federação de Bandas e Fanfarras do Estado de Mato Grosso do Sul se solidariza com os familiares, amigos, ex-alunos, músicos e toda a comunidade de Coxim e região, rogando a Deus que conforte os corações e conceda descanso eterno a este grande maestro e servidor da cultura.

Sidney Assis deixa um legado que jamais será esquecido pela música instrumental de fanfarras, pelo jornalismo e pela história das fanfarras sul-mato-grossenses”, lamentou a entidade.
 

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POLÍCIA

PM apreende três carros que contrabandeavam mais de R$ 400 mil em mercadorias

Os veículos estavam carregados com cigarros, pneus, perfumes e aparelhos eletrônicos

13/01/2026 17h20

Os policiais localizaram os três veículos abandonados e nenhum suspeito foi preso

Os policiais localizaram os três veículos abandonados e nenhum suspeito foi preso Divulgação

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Policiais militares do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) apreenderam, nesta segunda-feira (12), no município de Ponta Porã, três carros que contrabandeavam cigarros, pneus, perfumes e aparelhos eletrônicos.

Os militares receberam a informação de que os veículos estariam transportando ilícitos pela região do Passo Kau, em Laguna Carapã, município que fica a 280 quilômetros de distância de Campo Grande. As equipes localizaram os três veículos abandonados e nenhum suspeito foi preso.

No interior do Volkswagen Gol foram encontrados 1.250 pacotes de cigarros, mesma quantidade transportada no Fiat Siena. Já o Space Fox estava carregado com cigarros eletrônicos, perfumes e pneus. 

Os materiais apreendidos, avaliados em aproximadamente R$ 410 mil, foram encaminhados à Delegacia da Receita Federal em Ponta Porã.

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