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CORONAVÍRUS

Em Mato Grosso do Sul mais de 800 crianças com menos de um ano foram infectadas pela covid-19

Infectologista afirma que número pode ser maior, já que as crianças apresentam poucos sintomas da doença
06/01/2021 12:45 - Beatriz Magalhães


Bebês e crianças de 1 a 9 anos representam 3,6% dos infectados pela Covid-19 em Mato Grosso do Sul, é o que aponta o boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), nesta quarta-feira (06). 

Desde o início da pandemia até o dia 05 de janeiro deste ano, 823 crianças com menos de um ano foram infectadas pelo Sars-CoV-2. Já na faixa etária de um a 09 anos foram 4.064 testes positivos. 

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Para a infectologista do Centro de Operações de Emergências (COE/MS), Mariana Croda, este número pode ser maior, porque as crianças têm poucos sintomas da doença. “Como o exame swab é desconfortável para este grupo, muitas vezes a realização do teste é evitada. 

Além disso, há poucos casos de internações e, com isso, menos diagnósticos dessa faixa etária”, afirma a médica. 

De acordo com a secretaria de saúde nenhum óbito deste grupo foi registrado.

Os pequenos não representam um vetor de transmissão da doença, é importante que isso seja ressaltado, não são importantes na cadeia de transmissão e isso se deve a característica da doença, conforme já comprovado por estudos científicos”, afirma a infectologista.

Contudo, existem casos em que quando a criança é positivada, independente dos resultados dos demais membros da família, todos os outros residentes são isolados. 

“O foco é a prevenção em relação à população idosa, minimizar o contato dos idosos, porque eles representam o maior risco de morte”, acrescenta Mariana.

 O grupo que corresponde ao menor número de infectados são dos bebês de 0 a 1 ano de vida. Eles representam 0,3% dos testes positivos de Mato Grosso do Sul.

Em julho de 2020, um recém-nascido foi para o Hospital Regional do Estado com fortes suspeitas da doença. A mãe levou a criança após apresentar sintomas gripais. 

O resultado do exame confirmou as suspeitas. 

“Ela [criança] respondeu muito bem ao protocolo médico dado às infecções e inflamações ocasionadas em decorrência da Covid-19, mas nos primeiros dias nos deixou bem preocupados”, relatou, na época, a médica pediatra e neonatologista do HRMS, Tatiana dos Santos Russi.

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