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PANDEMIA

No retorno do comércio, pagamento de juros traz tanto medo quanto coronavírus

Expectativa da população é que lojas retirem os juros acrescidos durante a quarentena
06/04/2020 09:45 - Bruna Aquino, Ricardo Campos Jr


Depois de ficar fechado por pelo menos 15 dias por prevenção a pandemia do novo coronavírus, o comércio no centro da cidade ficou bastante movimentado na manhã desta segunda-feira (6) e a população estava em busca de apenas um objetivo: pagar as contas atrasadas. Para alguns, os acréscimos são tão altos que trazem tanto medo quanto o próprio coronavírus. 

A reportagem do Correio do Estado percorreu a  a Rua 14 de Julho, principal do comércio e encontrou grandes filas em frente a lojas principalmente de departamentos. Mesmo com medo da pandemia, trabalhadores foram em busca de quitar as dívidas. 

Maria da Conceição, de 60 anos, é do grupo de risco e precisou sair do isolamento domiciliar para pagar uma conta que estava atrasada e por conta da quarentena estava com bastante juros. “Espero que tirem pelo menos os juros por conta da situação excepcional que estamos vivendo, eu só tenho como pagar a conta na loja eu não pago em bancos”, disse.

 
 

Em frente a loja de departamentos, o autônomo Hudson Roberto, 36 anos, estava entre as 30 pessoas na fila que aguardavam do lado de fora a loja abrir. Ao Correio do Estado, ele contou que a situação está difícil por ser autônomo, mas precisava quitar as dívidas. “Eu só consigo pagar essa conta aqui na loja, os juros são altos, tomara que eles entendam a situação e retirem os juros”, contou. 

A auxiliar de serviços gerais, Maria dos Anjos, ainda não estava com a conta atrasada, mas correu até o centro da cidade para pagar a dívida que vence no dia 10. “Eu fico com medo do coronavírus, mas tenho mais medo dos juros das contas”, destacou.

Situação ficou difícil também para a aposentada Vera Lúcia Vieira da Silva, de 49 anos, que também está com as contas atrasadas. Ela mora na fazenda e não tem acesso à internet e tem expectativa que a loja retire os acréscimos. “Eu tenho medo do coronavírus, mas não tive alternativa, precisei sair para não pagar mais juros”, finalizou.

Felpuda


Apressadas que só, figurinhas tentaram se “apoderar” do protagonismo de decisão administrativa. Não ficaram sequer vermelhas quando se assanharam todas para dizer que tinham sido responsáveis pela assinatura de documento que, aliás, era uma medida estabelecida desde 2019. Quem viu o agito da dupla não pode deixar de se lembrar daquele pássaro da espécie Molothrus bonarienses, mais conhecido como chupim, mesmo. Afe!