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CAMPO GRANDE

Nove dias após realizar sonho de ser advogada, Lúcia morre vítima de câncer

Lúcia estava tratando câncer no ovário e recebeu carteira da OAB no leito de hospital, no dia 1º deste mês
10/06/2020 15:28 - Glaucea Vaccari


 

Nove dias após realizar o sonho de se tornar advogada e receber a carteira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/MS), Lúcia das Dores Nicolatti, 54 anos, morreu na noite desta terça-feira (9), na Santa Casa de Campo Grande, vítima de um câncer no ovário.

No dia 1º de junho, a advogada recebeu a carteira da Ordem no leito do hospital, em solenidade restrita ao marido, médico e o secretário-geral da OAB, Stheven Razuk, além de familiares que acompanharam por videoconferência.

Esposo de Lúcia, o também advogado Américo Antônio Flores Nicolatti, disse, no dia, que o sonho de Lúcia sempre foi ser advogada.

“Desde o ingresso na faculdade, uma aluna muito dedicada, determinada, que se formou e passou meses estudando para a tão criteriosa prova da OAB. Ela entrou na rota de milhares de bacharéis para se convalidar como advogada inscrita nessa Casa. Ela passou em um Exame de Ordem disputando com mais de 300 mil bacharéis e com nota 8”, disse o esposo.

Para alcançar esse sonho, ele se dedicou a cinco anos de faculdade e outros tantos meses de estudo para a prova da Ordem dos Advogados do Brasil, ao qual foi aprovada, até que, em fevereiro deste ano, ela descobriu um câncer de ovário. 

Segundo o esposo, a doença pegou todos de surpresa, porque Lúcia era uma mulher ativa, que caminhava todas as tardes. Em fevereiro, ela viajou a São Paulo, para ajudar a mãe que passou por cirurgia, quando se sentiu mal e recebeu o diagnóstico de que estava com câncer. A doença progrediu rapidamente.  

“É uma perda irreparável. Sentimos que sua vontade foi feita, ela recebeu a carteira e foi para outra vida como advogada, como era seu sonho”, disse Américo.  

O corpo de Lúcia será levado e cremado em São Paulo, como era de sua vontade, local onde mora sua mãe e irmãos. Lúcia também era graduada em pedagogia e história.

 

Felpuda


Conversas muito, mas muito reservadas mesmo tratam de possível mudança, e não pelo desejo do “inquilino”.

Por enquanto, e em razão de ser um assunto melindroso, os colóquios estão sendo com base em metáforas.

Até quando, não se sabe, pois o que hoje é considerado tabu poderá se tornar assunto em rodinhas de conversas.

Como dizia o célebre Barão de Itararé: “Há mais coisas no ar, além dos aviões de carreira”. Só!