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MEDO

Novo coronavírus afasta consumidores do centro

Poucas pessoas andaram pela Rua 14 de Julho nesta terça; algumas já utilizam máscaras de proteção
17/03/2020 11:52 - Camila Andrade Zanin


 

Ruas e lojas vazias são o cenário da região central de Campo Grande nesta terça-feira (17). As vendas no comércio caíram desde os novos dados, divulgados sobre o coronavírus (Covid-19) no final da semana passada. A reportagem do Correio do Estado foi até as ruas do centro, para conversar com os comerciantes do local sobre os impactos do Covid-19. Poucos consumidores andavam pela Rua 14 de Julho e dessas, algumas utilizavam máscaras de proteção.

A gerente de uma loja de celulares, Jhennifer Pereira de Oliveira, 21, contou que o estabelecimento teve uma queda de 50% nas vendas e que a situação é complicada. “Tá muito ruim o fluxo de venda, desde quinta passada. Ontem foi o pior dia de venda, as pessoas estão de máscaras passando pela rua, mas vir na loja, aglomerar clientes, igual era antes, não está mais acontecendo. Já caiu uns 50%, foi um impacto bem grande.Tá bem parado, a gente tá ferrado”.  

Essa diminuição, é um reflexo de como o novo coronavírus está causando medo na população, os números assustam mais a cada dia, e as pessoas fazem o que podem para tentar se proteger do contágio, inclusive, não ir às ruas para fazer compras. Gerente de uma loja de cosméticos, Tatiana Landvoig Perla, 46, traz números que batem com os de Jhennifer.  

“Ah, de ontem para hoje, diminuiu uns 50%. Quando a notícia se alastrou, já sentimos a diferença. Com tanta informação, as pessoas ficam com medo. Aqui na loja o pessoal só entra para vir atrás de álcool em gel, a procura está gigantesca, mas nosso estoque terminou ontem, só tem previsão de chegar mais em 10 dias”. Declara Tatiana.

Os poucos consumidores que ainda vão até o comércio, não são os únicos que estão utilizando máscara, mas alguns comerciantes também. Gleicy Campos, 35 anos, gerente de uma loja de roupas, falou com a redação, e contou que as pessoas estão com medo. “Ontem a tarde vieram pouquíssimas pessoas até a loja. Mesmo sendo segunda, um dia com fluxo mais baixo, tinham ainda menos pessoas. E quem vem, quer ir embora logo, a gente percebe”.

De acordo com a maioria dos comerciantes entrevistados, desde sabádo a tarde as coisas começaram a mudar. O comércio encerrou antes do horário normal pelo baixo fluxo de pessoas. Gleicy sabe que é uma situação delicada, e sente medo, tanto pelo contágio, como pela questão econômica. “Isso pode prejudicar sim, e provavelmente vai. Com medo, as pessoas não saem de casa, e até nós que trabalhamos aqui sentimos medo. Menos pessoas no comércio, menos pessoas gastando”. Conclui ela.

Quem sai de casa, já tem um objetivo de compras. Os consumidores estão evitando sair, e tentam seguir as recomendações para manter distância de locais de muita aglomeração e circulação de pessoas. Alguns consumidores tentam soluções alternativas para não terem que ir até o centro, mas quando não encontram, se rendem ao comércio, realizam as compras, e saem o mais rápido possível.

 

Felpuda


Lideranças de alguns partidos estão fazendo esforço da-que-les para fechar chapa com o número exigido por lei de 30% do total de vagas para as mulheres. Uma dessas legendas, por exemplo, tenta mostrar a “felicidade” das suas pré-candidatas, mas teme o fracasso, tendo em vista que o “chefe maior” é aquele que já mandou mulheres calarem a boca e disse também que a importância da sua então esposa na campanha eleitoral era porque apenas “dormia com ele”. Ô louco!