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TECNOLOGIA

As aulas remotas deixarão algum legado positivo na educação pós-Covid?

Digitalização em vários setores tornará o país mais preparado para o futuro, diz relatório
13/12/2020 12:15 - Ricardo Campos Jr


A pandemia da Covid-19 forçou vários setores a digitalizarem seus processos, abrindo caminho para uma transformação radical no perfil brasileiro, tornando o país mais resiliente e preparado para desafios parecidos no futuro. 

Esta é a conclusão de um relatório da empresa de tecnologia Cisco, que mediu os impactos da tecnologia em diversos setores com o isolamento social, entre eles, a educação. 

Iniciativas voltadas ao meio digital foram essenciais para garantir a manutenção de serviços, dos negócios e também o ensino, o que deve aumentar a competitividade do Brasil internacionalmente.

Resiliência, afirma o relatório, é a qualidade de retornar ao estado normal depois de alguma situação crítica e impactante. 

Todas às vezes que o mundo passou por alguma crise, seja sanitária ou econômica, o que ditou a retomada foi a capacidade e velocidade com as quais os países foram capazes de se reerguer.

E segundo a Cisco, é a tecnologia que deve guiar os passos rumo ao que se convencionou chamar de “novo normal”.

Ultimas noticias

 
 

EDUCAÇÃO

Sabe-se que pouco mais de 80% das matrículas são feitas na rede pública de ensino. 

Até o ano passado havia 180 mil escolas espalhadas por todas as regiões brasileiras. 

São quase 33 milhões de crianças e adolescentes somente no ensino fundamental e médio, todas tiveram que passar a estudar em casa por conta do isolamento social.

Em outros países, as escolas foram as últimas a reabrirem, já que há o receio de que os alunos sejam vetores do novo coronavírus pelo contato direto, levando a doença das casas com infectados para aquelas que mantém o isolamento e até então não haviam sido expostas.

A secretaria de Educação de Mato Grosso do Sul e a Prefeitura de Campo Grande tomaram a decisão de somente retomar os encontros presenciais, ano que vem. 

Até lá, os estudantes continuarão usando desde o WatsApp até plataformas como o Google Classroom.

Segundo a Cisco, as diretrizes básicas da educação preveem o uso da tecnologia como competência a ser aprimorada entre os estudantes, mas antes da pandemia, 66% dos alunos da rede pública não utilizavam dispositivos eletrônicos para aprendizagem, assim como 52% da rede particular.

“Antes da pandemia, o uso de Internet no ambiente escolar era maior à medida que o aluno evoluía nas etapas do ensino, sendo mais popular dentre aqueles do ensino médio. 

Além disso, a Internet era mais utilizada pelos alunos para fazer pesquisas e acessar jogos educativos na escola, e para fazer trabalhos escolares no ambiente domiciliar”, diz o relatório.

Conforme a empresa, até mesmo a formação de professores para lidar com as tecnologias eram deficitárias, especialmente nos cursos de graduação de licenciatura. 

Com a chegada da Covid-19, visando evitar uma paralisação total da educação básica, houve a liberação do ensino remoto, o que exigiu abruptamente um maior uso de tecnologias no ensino.

Mato Grosso do Sul está entre os estados que adotaram esse modelo de aula, mas a adesão não foi igual em todas as unidades da federação. 

Pesquisa citada pela Cisco revela que 71% dos estudantes não participaram do ensino à distância porque as escolas não ofereceram atividades na rede pública.

Apesar dos grandes desafios e dificuldades enfrentados durante a pandemia, esta foi uma oportunidade única para acelerar a evolução da educação na era digital. 

A educação na era digital não se trata apenas da adaptação do modelo presencial às ferramentas tecnológicas, mas sim da criação de um modelo que explora o melhor que cada um tem a oferecer.