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PRESERVAÇÃO

O que esperar da relação entre poder público, sociedade e meio ambiente em 2021?

OCDE apontou necessidade de um desenvolvimento sustentável. Será que país fará lição de casa?
30/12/2020 06:00 - Ricardo Campos Jr

A pandemia não foi capaz de ofuscar as notícias sobre temas ambientais em 2020. Entre fatos ruins, como queimadas no Pantanal e Amazônia, e a redução das emissões de contaminantes em razão do isolamento social, a natureza esteve entre os assuntos mais comentados ao longo dos últimos 12 meses, mas o que será do setor no ano vindouro?

Já é certo que as ações ambientais terão menos dinheiro federal. Houve corte de R$ 184 milhões no orçamento, o que equivale a uma redução de 5,8% em comparação com a verba usada neste ano. Contudo, O cuidado com a natureza e a promoção de um desenvolvimento sustentável está entre as recomendações da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) para a recuperação da economia. Isso quer dizer que o poder público não pode fechar os olhos para o assunto. 

Para o órgão, com 60% da floresta amazônica localizada dentro de suas fronteiras, lar da maior biodiversidade do mundo, o Brasil tem potencial para liderar o caminho da remodelação, reconstrução da economia global mais sustentável, resiliente e inclusiva, diz a OCDE

Os bens naturais, se usados de forma sustentável, podem ajudar a criar novos empregos, aumentar a renda e levar um solido crescimento econômico, disse o relatório da entidade internacional. 

Para especialistas, o país precisa reforçar ações, como combate ao desmatamento. Dados gerados pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite, feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o valor estimado de área desmatada na Amazônia legal é de 11.080 quilômetros quadrados entre agosto de 2019 a julho de 2020 (monitoramento mais recente). Esse valor representa um aumento de 9,5% em relação a taxa de desmatamento apurada em 2019. 

O Brasil terá que se esforçar se quiser reverter essa situação ano que vem, reduzir os índices e fazer a lição de casa passada pela OCDE.

Porém, falar de meio ambiente não quer dizer apenas pensar nas queimadas. Existe também a preocupação com a emissão dos gases do efeito estufa. Como signatário do Acordo de Paris, o país deve continuar perseguindo a meta de redução prevista. 

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, garantiu que o pacto será cumprido até 2030, mas ano que vem a pasta deve pressionar o cumprimento de uma cláusula do acordo que prevê ajuda financeira. Segundo ele, são necessários pelo menos U$ 10 bilhões por ano, o que inclusive anteciparia os resultados. 

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