Cidades

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O sistema

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Redação

28/01/2010 - 22h26
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Contribuinte que pagar o IPTU à vista em Campo Grande tem direito a desconto de 20%, algo que já faz parte da tradição. Aqueles que optarem pelo parcelamento em dez vezes e quitarem as parcelas no prazo previsto obtêm abatimento de 10%. Porém, nos boletos enviados aos proprietários dos mais de 310 mil imóveis, o valor da primeira parcela, que vence no próximo dia 12, dá a entender que o proprietário que não tiver condições de quitar o imposto de uma só vez vai acabar pagando bem mais e acaba perdendo o direito ao desconto de 10%. A explicação, segundo os administradores municipais, é que a primeira parcela sempre tem valor superior às demais e ela não serve de parâmetro para calcular o valor final. Porém, todos os anos acaba gerando confusão entre os contribuintes mais atentos, pois no documento não há qualquer informação relativa à suposta diferença entre a primeira e as demais parcelas. Questionado a respeito desta imprecisão, o secretário de Planejamento, Finanças e Controle, Paulo Sérgio Nahas, foi direto: "é geralmente assim, o sistema que determina o valor das parcelas". Ou seja, o responsável pela cobrança do principal imposto dos cofres municipais confessa que quem manda é o "sistema". Então, se o chefe do setor não soube dar explicação melhor, é mais do que natural que a cabeça do "simples" contribuinte fique embaralhada. E não é somente esta imprecisão que todos os anos gera dúvidas e, principalmente, polêmica. No início de cada ano surgem reclamações de que o imposto sofreu aumento bem superior ao anunciado pelas autoridades. E, como grande parcela da população não guarda o carnê do ano anterior, muitos acabam não se manifestando porque perderam o parâmetro e outros tantos reclamam indevidamente pelo mesmo motivo. Nas contas de energia, por exemplo, existe um quadro demonstrando o consumo dos últimos doze meses. E, se a prestadora deste serviço consegue disponibilizar esta informação, certamente o poder público também teria condições de deixar claro qual o valor venal do imóvel nos anos anteriores. Não se trata de favor que os pagadores de impostos receberiam. É um direito. A não ser, é claro, que o tal "sistema" tenha interesse em omitir esta informação para camuflar reajustes injustificáveis superiores aos oficialmente anunciados. E, nos casos em que realmente ocorreram aumentos maiores que os "normais", certamente não seria um bicho de sete cabeças informar também as razões. Imprimir boletos claros e com informações importantes certamente seria mais barato do que disponibilizar uma pequena multidão de atendentes para esclarecer dúvidas que surgem entre os contribuintes.

Campo Grande

Integrantes do carro cravejado por balas no Nhanhá queriam comprar cocaína

De acordo com o motorista, os disparos começaram por causa de uma discussão e ele bateu o carro enquanto tentava fugir do autor dos tiros

19/01/2026 17h30

Veículo foi encontrado na manhã de domingo (18)

Veículo foi encontrado na manhã de domingo (18) FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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O veículo cravejado por tiros encontrado no bairro Nhanhá, em Campo Grande, na manhã de ontem (18) levava três pessoas que queriam comprar cocaína. 

Entre elas, pai e filho, identificados como Carlos Galeano Riveros, de 48 anos, e Fabiano Reyes Galeano, de 28 anos. A terceira pessoa era amiga de Fabiano e não foi identificada. 

Segundo o boletim de ocorrência, o pai, Carlos, dirigia o Voyage branco no bairro quando se aproximaram de uma conveniência de esquina, onde estava um grupo de pessoas. 

De acordo com o relato, um dos integrantes do grupo começou a discutir com Fabiano, filho de Carlos, quando começou a efetuar os disparos em direção ao carro. 

Carlos era quem dirigia o carro e tentava fugir dos tiros, quando bateu em um muro e abandonou o carro. 

Ele contou à polícia que foi atingido por três tiros, dois de raspão (na mão direita e na altura da costela) e um na perna direita.

Disse que sabia que Fabiano tinha sido atingido, mas não teve mais contato com ele após abandonarem o veículo. Ele não tinha informações sobre o terceiro integrante. 

Durante a madrugada, Carlos procurou atendimento médico na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Universitário, mas abandonou o local quando soube que a Polícia seria comunicada de sua presença na unidade. 

Porém, pela manhã, voltou à UPA por complicações médicas, onde foi localizado pelos policiais. Segundo o médico que atendeu o homem, ele segue em observação sem risco de vida. 

Relembre

O carro foi encontrado na rua Floriano Paula Corrêa, na Vila Nhanhá, esquina com a Travessa Trigueiros na manhã deste domingo (18) com 12 marcas de tiros. 

O veículo teria colidido com o meio-fio da rua após ter sido atingido pelos disparos. No local, foram encontradas quatro cápsulas, 8 “swabs”, um projétil e dois encamisamentos.

Os materiais foram recolhidos e levados para perícia. 

A primeira informação era de que os integrantes estavam embriagados, já que passaram pelo bairro em alta velocidade e em “zigue-zague”. No entanto, segundo os relatos do motorista, tratava-se de uma fuga. 

A região onde o veículo foi encontrado é conhecida por ser local de tráfico de drogas. 

Segundo a Polícia, um dos integrantes do carro foi atingido na face e levado a uma unidade de saúde. Outra pessoa que estava sentada na calçada também teria sido alvejada. 

Os policiais ainda tentaram contato com comércios e residências que possuem câmeras de segurança direcionadas ao local do acidente para analisar as imagens, mas não tiveram resposta. 
 

Cidades

Em MS, cursos de Medicina da Uniderp e UniCesumar terão de explicar nota baixa em avaliação

Com nota considerada insatisfatória, as instituições de ensino têm 30 dias para apresentar a defesa ao Ministério da Educação

19/01/2026 17h00

Anhanguera Uniderp, em Campo Grande

Anhanguera Uniderp, em Campo Grande Crédito: Álvaro Resende / Arquivo / Correio do Estado

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O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou, nesta segunda-feira (19), o resultado do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), no qual duas faculdades de Mato Grosso do Sul obtiveram nota 2, considerada insatisfatória.

Em Mato Grosso do Sul, seis universidades passaram pelo Enamed, que é uma prova anual aplicada pelo Ministério da Educação (MEC), por meio do Inep, para avaliar a formação médica no país.

Conforme divulgado pelo Ministério, 99 cursos de Medicina tiveram notas 1 ou 2 e, com isso, ficaram abaixo de 60% no critério de proficiência.

Em Mato Grosso do Sul, as duas faculdades de Medicina que tiveram notas consideradas ruins são:

  • Universidade Anhanguera Uniderp, em Campo Grande – conceito 2
  • UniCesumar, em Corumbá – conceito 2

Os cursos que não alcançaram bons resultados podem enfrentar processo administrativo. Conforme divulgou o MEC, a instituição de ensino superior tem 30 dias para apresentar defesa antes de as sanções passarem a vigorar.

Entre as medidas que podem ser adotadas estão:

  • proibição de aumento de vagas;
  • suspensão do Fies;
  • proibição de ingresso de novos estudantes (em casos considerados graves).

A sanção vigora até o próximo Enamed, quando a universidade participa novamente da avaliação e pode reverter o resultado.

Os cursos de Medicina que apresentaram as notas mais altas são todos de universidades públicas. Confira a avaliação alcançada pelas instituições:

 

  • Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), em Campo Grande – conceito 4
  • Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), em Campo Grande – conceito 5
  • Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), em Três Lagoas – conceito 5
  • Fundação Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), em Dourados – conceito 5
  • Universidade Anhanguera Uniderp, em Campo Grande – conceito 2
  • Faculdade UniCesumar de Corumbá – conceito 2

Decisão judicial

No fim de semana, a Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup) entrou na Justiça para tentar impedir a divulgação do resultado, mas perdeu a ação.

Participaram da avaliação 89 mil estudantes, entre concluintes e alunos de outros semestres, segundo divulgou o Inep.

O exame demonstrou que cerca de 39 mil alunos, que estão próximos de concluir o curso e ingressar no mercado de trabalho, sendo 67% deles, alcançaram o que o instituto considera “resultado proficiente”, ou seja, demonstraram conhecimento satisfatório na prova.

Por outro lado, quase 13 mil alunos não alcançaram o mesmo resultado.

Por meio de nota, a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) criticou a posição do MEC em relação à sanção aos cursos que não alcançaram boas notas. Confira:


“A consolidação dessas regras somente após a aplicação da prova fere princípios básicos de previsibilidade, transparência e segurança jurídica que devem orientar toda e qualquer política pública de avaliação educacional”, pontuou a ABMES e completou:

“A adoção de sanções com base em um exame ainda imaturo expõe instituições consolidadas, estudantes e o próprio sistema de formação médica a um cenário de instabilidade regulatória, insegurança jurídica e ampliação da judicialização, impactos que recaem diretamente sobre o setor e, em última instância, sobre a oferta de profissionais de saúde no país”.

Outro lado

A reportagem entrou em contato com as assessorias da Anhanguera Uniderp e da UniCesumar (polo de Corumbá), mas, até o fechamento do material, não obteve resposta. Assim que enviarem um parecer, a matéria será atualizada.

Saiba o que é o Enamed

O Enamed foi criado pelo MEC em abril de 2025, para substituir o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade). É um exame anual que avalia o conhecimento dos estudantes e a qualidade do ensino das instituições de ensino superior voltadas ao curso de Medicina.

Nesta edição, 351 cursos em todo o país passaram pela avaliação, e 30% deles ficaram na faixa considerada insatisfatória.

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