Cidades

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Obina marca mais três em vitória do Galo

Obina marca mais três em vitória do Galo

Redação

28/02/2010 - 23h00
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        Da redação

        Embalados pela goleada contra o Juventus-AC por 7 a 0 pela Copa do Brasil, na última quarta-feira, o Atlético-MG foi à Uberlândia neste domingo tentando confirmar a boa fase também no Campeonato Mineiro - após a derrota para o Cruzeiro no clássico do último final de semana. E a exemplo da goleada contra o time acreano, Obina foi o grande nome da equipe comandada por Vanderlei Luxemburgo, ao marcar três gols na goleada por 5 a 2 sobre a equipe do técnico Evair (ex-Palmeiras e São Paulo), que fazia sua estréia no banco do time da casa.

        Mesmo jogando fora de casa, o Atlético-MG queria resolver a partida logo e Luxemburgo optou por uma equipe com três atacantes - Muriqui, Obina e Tardelli -, devidamente municiados por Ricardinho, que voltou a figurar na equipe titular. Apesar do placar, o Uberlândia começou melhor, com o atacante Paulo Roberto avançando em velocidade e chutando forte para boa defesa de Aranha, aos 4min, mandando a bola para escanteio.

        Quando o jogo se desenhava para o time da casa, apareceu a estrela de Obina e o Atlético-MG resolveu a partida em seis minutos. Aos 21min, Obina dominou a bola livre na esquerda e ariscou de longe, colocando a bola no ângulo de Flávio, fazendo 1 a 0. Três minutos depois, em boa trama pela direita do ataque, Coelho mandou na cabeça de Obina, que não teve trabalho para marcar o segundo gol dele e do time alvinegro na partida. Aos 27min, Diego Tardelli achou Muriqui sozinho na pequena área. O atacante só deslocou o goleiro e fez 3 a 0. Vendo os buracos na defesa, o técnico do Uberlândia, Luiz Carlos Cruz, fez duas substituições antes do final da primeira etapa, com Reginaldo e Marco Túlio entrando em lugar de Marcelo Labarthe e Maicon, respectivamente. Com a vantagem construída, o Atlético tirou o pé do acelerador e passou a valorizar a posse de bola.

        Na segunda etapa, os visitantes chegaram ao quarto gol com envolvente toque de bola. Na trama, em que participaram Diego Tardelli, Ricardinho e Leandro, o cruzamento veio na medida para Obina marcar seu terceiro gol na partida - oito em apenas dois jogos - aos 3min.

        A goleada deixou a equipe de Luxemburgo acomodada e o Uberlândia dimunuiu a diferença. Após a bola ficar passeando na área do Atlético-MG, Paulo Roberto subiu mais alto que a defesa e testou. A bola ainda tocou em Aranha antes de entrar, aos 10min. Logo depois, em vacilo do goleiro Aranha, que tentou sair jogando na pequena área, o rápido Paulo Roberto aproveitou a bobeira e fez 4 a 2, aos 13min. Mas logo o volante Carlos Alberto tratou de confirmar a goleada, ao cabecear bola alçada por Júnior da intermediária, fazendo 5 a 2, aos 33min. Tentando deixar o seu, o artilheiro Diego Tardelli ainda mandou bola no travessão de Flávio, aos 41min, após boa trama individual.

        Com o resultado, o Atlético-MG sobe na classificação do Mineiro, chegando ao sexto lugar, com nove pontos e recebe o Democrata em casa, no próximo sábado. Já o Uberlândia permanece com quatro pontos na nona colocação, apenas a um ponto da zona de rebaixamento do torneio e vai a Teófilo Otoni enfrentar o América, brigando diretamente para fugir da zona de rebaixamento. (do Terra)

DIREITOS HUMANOS

Guajajara repudia fala de técnico do Palmeiras; Abel reconhece erro

Treinador fez declaração xenófoba após jogo contra Atlético Goianiense

13/07/2024 20h00

Foto: Frame / Canal Gov

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A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, disse neste sábado (13) que foi procurada pelo Palmeiras e informada sobre o pedido de desculpas do técnico Abel Ferreira. Na última quinta-feira (11), depois da vitória sobre o Atlético Clube Goianiense por 3 a 1, pelo Brasileirão, ele afirmou que o time paulista “não é uma equipe de índios”. A expressão foi usada como sinônimo de desorganização.

“A assessoria do Palmeiras entrou em contato com nosso gabinete para informar sobre o posicionamento do técnico Abel Ferreira, após sua fala. Importante o reconhecimento do erro e o pedido de desculpas às comunidades indígenas do Brasil”, escreveu Guajajara nas redes sociais.

O pedido de desculpas citado pela assessoria do clube foi postado nas redes sociais de Abel Ferreira na sexta-feira (12).

“Repudio toda e qualquer forma de preconceito e discriminação. Infelizmente, há expressões que continuamos a perpetuar sem que nos debrucemos sobre o seu conteúdo. Errei ao usar uma dessas expressões na coletiva de imprensa. Reconheço que palavras têm poder e impacto, independentemente da intenção. Devemos todos questionar, pensar e melhorar todos os dias. Peço desculpa a todos e, em especial, às comunidades indígenas”, escreveu o técnico.

Também na sexta-feira, a ministra escreveu que as falas de Abel Ferreira eram “inadmissíveis”, por revelar a permanência de estereótipos em relação aos povos indígenas.

“O técnico do Palmeiras errou, e muito, na sua declaração. Gostaria de convidá-lo a conhecer a história dos povos indígenas do Brasil. E também conhecer a história de colonização de Portugal, seu país de origem, em relação ao Brasil e como estamos trabalhando para rever isso”, escreveu.

Guajajara também citou os posicionamentos recentes do governo português, que em junho assinou Memorando de Entendimento com o Observatório do Racismo e Xenofobia do país, durante visita da ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco.

“O próprio presidente de Portugal, recentemente, admitiu que o país foi responsável por uma série de crimes contra escravos e indígenas no Brasil. Uma declaração muito importante porque o reconhecimento de tais crimes é o primeiro passo para ações concretas de reparação”.

“Seu posicionamento, naquele momento, trouxe para o debate público a relevância inadiável de avançarmos numa agenda de igualdade étnico racial como premissa para a cidadania, com o resgate, a preservação e a valorização da história e dos saberes da cultura afro-indígena do BR”, completou a ministra.

*Com informações da Agência Brasil

VÍRUS

Com caso em MS, Saúde recomenda atenção para casos de febre Oropouche no país

Estados e municípios devem intensificar vigilância para possibilidade de transmissão do vírus

13/07/2024 18h00

Sesau confirma que não há foco do mosquito Oropouche em MS

Sesau confirma que não há foco do mosquito Oropouche em MS Foto: Divulgação

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O Ministério da Saúde (MS) emitiu uma recomendação aos estados e os municípios para que intensifiquem a vigilância em saúde para a possibilidade de transmissão vertical do vírus Oropouche. Em Mato Grosso do Sul, apenas um caso foi registrado neste ano, em Campo Grande.

Conforme a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), o caso registrado no dia 12 de junho trata-se de uma mulher de 42 anos, que contraiu o vírus na cidade de Ilhéus, na Bahia, onde passava férias, no início de junho.

Desta forma, o caso foi tratado como alóctone, que é quando a doença é importada de outra localidade

Um dia após o registro do primeiro caso, a Sesau emitiu um comunicado informando que não há foco do mosquito transmissor na Capital até o momento.

Nesta semana, o Ministério da Saúde emitiu a recomendação de intensificação de vigilâmcia após o Instituto Evandro Chagas detectar presença do anticorpo do vírus em amostras de um caso de abortamento e quatro casos de microcefalia.

“Significa que o vírus é passado da gestante para o feto, mas não é possível afirmar que haja relação entre a infecção e o óbito e as malformações neurológicas”, disse o Ministério em nota divulgada na quinta-feira (11).

No documento, a pasta orienta que estados e municípios também intensifiquem a vigilância nos meses finais da gestação e no acompanhamento dos bebês de mulheres que tiveram infecções por dengue, Zika e Chikungunya ou febre de Oropouche.

O Ministério recomenda ainda coletas de amostras e preenchimento da ficha de notificação; que se alerte a população sobre medidas de proteção a gestantes, como evitar áreas com a presença de maruins (tipo de inseto) e mosquitos, instalar telas em portas e janelas, usar roupas que cubram a maior parte do corpo e aplicar repelente.

Segundo as informações, o serviço de detecção de casos de Oropouche foi ampliado para todo o país em 2023, após o Ministério da Saúde disponibilizar testes diagnósticos para toda a rede nacional de Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen).

Com isso, os casos, até então concentrados prioritariamente na Região Norte, passaram a ser identificados também em outras regiões do país.

“A descoberta reforça a eficiência da vigilância epidemiológica no SUS, principalmente em relação a possíveis transmissão vertical de doenças, fundamental para antecipar diagnósticos e proteger gestantes e recém-nascidos”, informou o ministério.

Febre Oropouche

A Febre do Oropouche é uma doença causada pelo  arbovírus Orthobunyavirus oropoucheense (OROV), que foi isolado pela primeira vez no Brasil em 1960. 

Desde então, casos isolados e surtos foram relatados no Brasil, principalmente, nos estados da região amazônica. Também já foram relatados casos e surtos em outros países das Américas Central e do Sul (Panamá, Argentina, Bolívia, Equador, Peru e Venezuela).

A transmissão é feita principalmente por mosquitos da espécie 'maruim' ou 'mosquito-pólvora.

Depois de picar uma pessoa ou animal infectado, o vírus permanece no sangue do mosquito por alguns dias. Quando esse mosquito pica outra pessoa saudável, pode transmitir o vírus para ela.

Existem dois tipos de ciclos de transmissão da doença:

  • Ciclo Silvestre: Nesse ciclo, os animais como bichos-preguiça e macacos são os hospedeiros do vírus. O mosquito Culicoides paraenses, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora, é considerado o principal transmissor nesse ciclo.
  • Ciclo Urbano: Nesse ciclo, os humanos são os principais hospedeiros do vírus. O mosquito Culicoides paraenses também é o vetor principal.

Sintomas

Os sintomas da Febre do Oropouche são parecidos com os da dengue e da chikungunya: dor de cabeça, dores musculares e nas articulações, além de tontura, dor na parte posterior dos olhos, calafrios, náuseas, vômitos.

Em cerca de 60% dos pacientes, algumas manifestações, como febre e dor de cabeça persistem por duas semanas

Não existe tratamento específico. Os pacientes devem permanecer em repouso, com tratamento sintomático e acompanhamento da rede de saúde.

A prevenção é feita a partir da proteção contra os mosquitos transmissores.

* Com Agência Brasil

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