Cidades
ÁRVORE DA DISCÓRDIA

Após 30 dias, obras de asfalto no Parque Dallas serão retomadas

Trabalhos foram paralisados há mais de um mês, depois de impasse com a prefeitura em relação à remoção das árvores

Natália Olliver

23/06/2022 08:30

 

Com obras de pavimentação paradas há mais de 30 dias, o impasse que começou com a presença de árvores entre as ruas Dunga de Arruda e Francisco Pinto de Arruda, no Parque Dallas, próximo à Avenida Três Barras, será resolvido pela Secretaria Municipal de Infraestruturas e Serviços Públicos (Sisep) nos próximos dias.  

Ao Correio do Estado, a Sisep afirmou que os trabalhos de asfalto no local serão retomados após o transplante das árvores para um novo local. A estimativa é de que a transferência da árvore seja realizada até amanhã.  

O motivo da paralisação das obras de pavimentação foi a localização de duas árvores, sendo uma da espécie Cumbaru, na Rua Dunga de Arruda, e uma conhecida como carvoeiro-vermelho, localizada no cruzamento com a Rua Francisco Pinto de Arruda, via já pavimentada. A árvore seria a última da espécie em perímetro urbano na Capital.  

De acordo com moradores, ambas as árvores estão no bairro há mais de 20 anos e têm sido motivo de desacordo, já que impedem a passagem de alguns veículos.  

Cícera Barbosa, de 60 anos, residente no local há 20 anos, relatou o desejo da retirada das árvores. “Essa obra nem sei quantos dias tem, mais de um mês. Seria legal se tirassem as plantas e colocassem em um outro lugar para que a nossa passagem fique livre, porque do jeito que está não cabe dois carros. Então, é perigoso por enquanto”, evidenciou.

Segundo a moradora, no grupo de vizinhos do Parque Dallas, a maioria deseja que as espécies sejam transplantadas para outros lugares. “Eles entraram com abaixo-assinado para tirar as árvores, a maioria é a favor de que elas sejam realocadas”, acrescentou.

Cícera relatou que precisa dar a volta na rua para sair de casa com o carro e que o cruzamento pode ser perigoso, já que ainda não há sinalização adequada. “Do jeito que está, não sabemos de quem é a preferência na via, não há sinalização”, pontuou.

Ainda conforme a moradora, na copa do carvoeiro-vermelho existe uma colmeia de abelhas-pretas, espécie popularmente conhecida como mel-de-cachorra ou abelha-irapuá. Elas são chamadas de abelhas sem ferrão, pelo fato de terem a parte atrofiada.  

Outro morador, que não quis ser identificado, ressaltou que a presença das árvores no local não atrapalha a vida dos habitantes. “Por mim não tem problema, por uma questão ambiental seria bom que elas fossem levadas para outro lugar, mas não me incomoda”, frisou.