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REVITALIZAÇÃO

Obra na antiga rodoviária deve custar R$ 17 milhões

Expectativa da prefeitura é de que a reforma seja finalizada em 2022
24/12/2020 09:00 - Daiany Albuquerque


A revitalização do complexo empresarial Terminal do Oeste Heitor Eduardo Laburu, a antiga rodoviária de Campo Grande, custará cerca de R$ 17 milhões. O projeto de reforma foi realizado pela Restaura Arquitetura e entregue neste mês. A expectativa é de que a obra fique pronta em 2022.

O valor final ainda será revisado pela Prefeitura de Campo Grande para só depois ter início o processo licitatório, o qual deve sair ainda no primeiro semestre de 2021. O custo está acima da previsão inicial, de R$ 15,8 milhões, e será adquirido por meio do Ministério do Desenvolvimento Regional.

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De acordo com o titular da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), Rudi Fiorese, a ideia inicial era levar para o espaço uma espécie de central do cidadão, com órgãos da administração municipal e também estadual, mas, após o projeto ser concluído, percebeu-se que não era possível abrigar todos as autarquias desejadas. “Coube a [Fundação Social do Trabalho de Campo Grande] Funsat e a Guarda Municipal, não dá espaço para mais nada. A princípio, seria Central de Atendimento só do IPTU e um ponto do passe do estudante, mas não deu para entrar”, explicou.  

Ainda segundo Fiorese, é esperado que no primeiro semestre a obra tenha andamento, mas depende também da resposta da Caixa Econômica Federal, que é responsável por aprovar o projeto e repassar a verba do governo federal.

Depois de iniciada, a obra tem previsão de um ano para ser concluída. O projeto pretende revitalizar a parte pertencente à Prefeitura de Campo Grande – cerca de 9% do prédio. O local que passará por requalificação será a área que era destinada ao embarque e desembarque de passageiros e onde já há um posto da Guarda Municipal.

DEPAC CENTRO  

A Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social (Sesdes) e a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) querem levar para o prédio um centro integrado de segurança, no qual funcionariam a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do Centro e também a Gerência Operacional Centro da Guarda Civil Metropolitana.  

A cedência dessa área para o governo já foi acordada entre as partes, mas, segundo o secretário de Infraestrutura da prefeitura, essa divisão não foi feita no projeto. “Temos uma área total destinada à Sesdes, então, se há acordo, eles devem doar uma parte que sair da Guarda para a Polícia Civil”, explicou.

O tamanho da área a ser destinada para a delegacia ainda não está certo, mas deve ser em torno de 300 metros quadrados.

Por diversas vezes as administrações passadas da Capital falavam em reformar a estrutura, mas nenhuma promessa havia sido concretizada até que, no ano passado, a prefeitura abriu licitação para a contratação de uma empresa que faria o projeto de revitalização do prédio.

A previsão inicial era de que a obra fosse licitada neste ano, entretanto, com a pandemia, muitos servidores públicos e da própria empresa vencedora da licitação para fazer o projeto ficaram afastados, com isso, houve atraso e as etapas do certame não foram concluídas. Caso a reforma tivesse começado neste ano, a entrega seria em 2021.

O terminal rodoviário Heitor Eduardo Laburu, no Bairro Amambaí, em Campo Grande, foi desativado em 2009 e desde então a situação no local só se agravou.

Neste ano, por causa dos inúmeros usuários de drogas que vivem no local e usam ele como ponto de uso e venda de entorpecentes, a Polícia Militar, com apoio da Secretaria Municipal de Assistência Social (SAS), iniciou operações na região com o objetivo de reduzir o número de pessoas em situação de rua e traficantes. Porém, com a pandemia da Covid-19, essas ações foram paralisadas e o que se viu foi a volta dessas pessoas para a região, o que também traz insegurança para os lojistas do antigo terminal e para os moradores e as pessoas que passam pelo entorno.

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