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Ocorrências diminuem, mas alerta continua

Ocorrências diminuem, mas alerta continua

DA REDAÇÃO

23/07/2011 - 00h02
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A chuva que chegou a Mato Grosso do Sul ontem (22) deve ajudar a manter a tendência de redução na ocorrência de incêndios florestais em um período que é normalmente crítico. No primeiro semestre de 2011 e incluindo os vinte primeiros dias de julho, o registro de focos foi em torno de 37% menor em relação ao mesmo período de 2010. De janeiro a julho do ano passado, ocorreram 620 casos de incêndios em vegetação. De janeiro até 20 de julho deste ano, as estatísticas apontam 396 casos. 

O comparativo positivo não significa que a atenção deve diminuir. O comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Ociel Ortiz Elias, alerta que todo cidadão deve agir de forma a não provocar os focos de incêndio. Ao mesmo tempo, a Corporação está de prontidão para reforçar os efetivos operacionais, como foi feito no ano passado, caso seja necessário formar novos grupamentos de combatentes.

“Com a chuva, a tendência é diminuir as ocorrências. Mas se o tempo voltar a ficar seco e permanecer a estiagem, podemos lançar mão de pessoal para ajudar nos combates”, explica o comandante. No inverno de 2010, o Corpo de Bombeiros montou brigadas extras com emprego de pessoal que atua no setor de apoio administrativo para reforçar a contenção dos incêndios. O ano fechou com 1.185 ocorrências, bem acima do que foi registrado em 2009, quando aconteceram 698 casos.

No primeiro semestre de 2011, o mês mais crítico foi maio, que registrou 219% a mais de ocorrências em relação a 2010. Em todos os outros meses e também no início deste segundo semestre, as ocorrências foram menores.

Cidades

Procedimento para mudar cor dos olhos não é recomendado por médicos brasileiros

Especialista pontua que a córnea é uma região que não possui vasos sanguíneos, o que faz o sistema imunológico ser limitado e mais vulnerável a contaminações

04/03/2024 22h00

Reprodução: Flickr

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Com as novas tecnologias e procedimentos estéticos, é possível mudar praticamente tudo em nosso corpo, até mesmo a cor dos olhos. No entanto, nem todo tipo de modificação é indicada por médicos, ainda mais quando estamos falando de práticas invasivas.

Nas últimas semanas, circularam vídeos na internet de uma modelo brasileira que se submeteu a uma técnica cirúrgica chamada de ceratopigmentação, ou tatuagem da córnea, para ficar com os olhos azuis. Esse método é conhecido no meio oftalmológico para tratar esteticamente lesões na córnea de pacientes que não enxergam, para melhor a aparência ocular alterando a pigmentação da íris.

"Quando falamos em ceratopigmentação, existem algumas técnicas. A mais consagrada, que é mais utilizada aqui no Brasil, é a ceratopigmentação natural, que funciona como uma tatuagem na córnea. E como qualquer procedimento na córnea, quando você faz a tatuagem, você faz micro machucados que podem trazer dor, inflamação, além de ser uma porta de entrada para bactérias e fungos. O maior risco é a infecção mesmo, sendo a principal complicação", explica Emerson Fernandes e Castro, oftalmologista do Hospital Sírio-Libanês.

O especialista pontua que uma infecção na córnea pode ser muito grave, pois é uma região que não possui vasos sanguíneos, o que faz o sistema imunológico ser limitado, sendo mais vulnerável a contaminações. Dependendo da infecção, o paciente pode até perder a visão.

Leonardo Marculino, oftalmologista do Hospital Cema, que já realizou a ceratopigmentação utilizada no Brasil, esclarece que há também outra forma de realizar o procedimento, que envolve a aplicação de laser na íris para mudar a cor dos olhos.

"Esse procedimento não é feito em São Paulo, existem estudos pensando em passar a realizá-lo aqui, mas ainda não existe um método seguro para isso", pontua Marculino.

O médico cita que essa cirurgia pode acarretar diversos problemas oculares, incluindo o desenvolvimento de glaucoma, descompensação da córnea e até mesmo a necessidade de um transplante de córnea. Os riscos associados a essa técnica são consideráveis e podem resultar em complicações sérias para a saúde ocular.

"Depende do pigmento que você colocou, pode até ter restrição para fazer ressonância nuclear magnética. Tem algumas tintas que têm metais pesados como ferro, mesmo em algumas tatuagens, que podem trazer alterações no campo magnético e distorcer a imagem de quando você vai fazer uma ressonância", completa Emerson Fernandes e Castro.

NOVA TÉCNICA FRANCESA DE CIRURGIA REFRATIVA

O método de modificar a cor dos olhos que viralizou nas redes sociais é o utilizado pela clínica oftalmológica francesa New Vision, a única que realiza esse tipo de cirurgia na França. Segundo o site deles, lá é utilizado a técnica a laser FLAAK, que permite a ceratopigmentação para mudança de cor dos olhos e é compatível com cirurgias refrativas para correção da visão, como LASIK, PKR, implantes intraoculares, entre outros.

"Essa técnica FLAAK nada mais é do uma pigmentação assistida por laser, o mesmo utilizado para fazer cirurgia de miopia, que é muito sofisticada. Mas usar esse método para colorir o olho e a córnea, eu acho que tem muito problema", conta o o oftalmologista do Hospital Sírio-Libanês.

"Quando você tem um problema no fundo do olho, para o médico enxergar o fundo do olho, é preciso dilatar a pupila. Mas no caso desses pacientes, terá uma dificuldade em acessar esse fundo do olho, então se tiver algum problema, isso dificulta a análise. É muito complicado pigmentar a córnea, porque a gente não sabe no médio e longo prazo o que vai acontecer, então eu vejo isso com preocupação", explica

Em um recente estudo sobre esse método, realizado pelo departamento de oftalmologia do Boston Medical Center, avaliou a segurança e satisfação de pacientes submetidos ao laser para mudança de cor dos olhos. A maioria dos deles experimentou sintomas leves e transitórios após a cirurgia, que se resolveram completamente sem complicações graves.

Embora o FLAAK pareça ser uma opção segura e eficaz, segundo a análise, os pesquisadores deixam a ressalva de que é necessário estudos futuros com amostras maiores para uma avaliação mais abrangente de sua segurança e eficácia.

Especialistas brasileiros não recomendam tal procedimento para modificar a cor dos olhos saudáveis, já que pode trazer muitos problemas para a visão. O CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia) recomenda a realização apenas em casos em que a córnea está comprometida. O CFM (Conselho Federal de Medicina) não autoriza o uso do método para fins estéticos em pacientes com a visão sadia.

Cidades

'Não há descriminalização de coisa alguma', diz Barroso sobre julgamento de drogas no STF

Corte decidirá sobre a quantidade de droga que será considerada para porte ou tráfico, não sobre a penalidade

04/03/2024 20h00

Carlos Moura/SCO/STF

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Em meio à retomada do julgamento sobre o porte de drogas para uso pessoal, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Luís Roberto Barroso, afirmou que a corte vai decidir sobre a quantidade de droga que será considerada para porte ou tráfico, não sobre a penalidade.

Isso porque o Congresso, segundo o ministro, já teve a "decisão feliz" de não prever pena de prisão para usuários.

"Primeira coisa que eu espero é que a notícia seja dada de forma correta. Não há descriminalização de coisa alguma", disse Barroso nesta segunda-feira (4) em evento da PUC em São Paulo.

O ministro disse que atualmente cabe às forças de segurança decidirem se a pessoa encontrada com droga será considerada usuária ou traficante, o que ele considera um problema.

"Como ela não está na lei, quem faz essa definição é a polícia. E o que se verifica é que há um critério extremamente discriminatório. Dependendo do bairro, de classe média alta ou de periferia, a mesma quantidade recebe um tratamento diferente."

A afirmação de Barroso acontece a dois dias de o STF retomar, na quarta (6), o julgamento sobre o porte de drogas para uso pessoal.

"O que o Supremo quer fazer é ter uma regra que valha para todo mundo e que não seja definida pelo policial no ato da prisão. Portanto, não tem nada a ver com descriminalização, tem a ver com impedir uma injustiça e impedir a discriminação entre pessoas", disse o ministro.

O julgamento, iniciado em 2015, teve interrupções e voltou ao plenário da corte em agosto do ano passado, quando foi paralisado novamente por um pedido de vista (mais tempo para análise) do ministro André Mendonça, que deve ser o primeiro a votar na retomada.

A ação pede que seja declarado inconstitucional o artigo 28 da lei 11.343/2006, a Lei de Drogas, que considera crime adquirir, guardar e transportar entorpecentes para consumo pessoal e prevê penas como prestação de serviços à comunidade.

Votaram nesse sentido os ministros Luís Roberto Barroso, Gilmar Mendes, Edson Fachin, Rosa Weber (já aposentada) e Alexandre de Moraes.

O único que divergiu parcialmente foi o ministro Cristiano Zanin. Para ele, a conduta não deve ser descriminalizada, mas o usuário que estiver com até 25 g de maconha não poderá ser preso. Não houve deliberação sobre outras drogas.

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