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COVID-19

OMS garante que não aprovará vacinas sem segurança e eficácia comprovadas

Diretor-geral criticou o movimento antivacina e destacou a importância da vacinação em massa
05/09/2020 03:00 - Estadão Conteúdo


Durante coletiva de imprensa nesta sexta-feira, o comando da Organização Mundial da Saúde (OMS) foi questionado sobre a declaração do presidente Jair Bolsonaro de que "ninguém pode obrigar ninguém a tomar vacina". 

Representantes da entidade evitaram citar o brasileiro nominalmente, mas reforçaram a importância da vacinação e garantiram que um imunizador para o coronavírus não será aprovado sem passar por todas as etapas clínicas necessárias. 

"Vacinas salvam vidas", pontuou a cientista-chefe do órgão, Soumya Swaminathan.

A pediatra indiana acrescentou que espera resultados de algumas pesquisas no fim deste ano. "Falando de forma realista, a segunda metade de 2021 é quando podemos começar a ver a doses sendo distribuídas para os países, para que comecem a imunizar suas populações", afirmou.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, assegurou que não endossará vacina que não tenha segurança e eficácia comprovadas. 

Ele criticou o movimento antivacina e destacou a importância da vacinação em massa para a erradicação da varíola e o combate ao ebola. 

"Todos nós esperamos ter uma notícia positiva sobre vacina ainda este ano", ressaltou, acrescentando que a prioridade inicial será a vacinação de profissionais de saúde e grupos de risco.

Tedros comentou ainda que há evidência de que corticoides podem ajudar no tratamento de pacientes de coronavírus entubados, embora tenham potencial efeito negativo em pessoas com a versão moderada da doença. 

"A OMS, portanto, recomenda o uso de corticoides apenas em pacientes que estejam severamente ou criticamente doentes", explicou.

 

Felpuda


As eleições do segundo turno, encerradas no domingo (29), descortinaram panorama de como será a briga eleitoral em 2022.

Os partidos das chamadas extremas direita e esquerda, no cômputo geral, tiveram o repúdio das pessoas nas urnas, que contrariaram, nos dias das votações, o dito popular de que na briga entre o rochedo e o mar quem apanha são os mariscos. Desta feita, decidiram escolher ficar em águas mais tranquilas pelos próximos quatro anos, evitando extremistas.