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GREVE

Ônibus vão atrasar circulação na sexta-feira em razão à assembleia que vai deliberar sobre greve geral

Motivo da reunião dos motoristas é demissão em massa, segundo sindicato mais de 300 funcionários foram dispensados
06/08/2020 12:27 - Gabrielle Tavares


Os ônibus do transporte público em Campo Grande vão paralisar outra vez pela manhã nesta sexta-feira (6). O Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo (STTCU) convocou uma assembleia, onde vão decidir sobre adesão a uma greve geral por tempo indeterminado.  

“O motivo são as demissões em massa, mais de 300 funcionários foram demitidos. A prefeitura em plena crise epidêmica autorizou as empresas a rodarem com menos ônibus na cidade”, afirmou William Alves, diretor financeiro do STTCU.  

De acordo com o sindicato, foram retirados de circulação 160 ônibus no período de pandemia. Antes rodavam 493 veículos, contra os 333 carros atuais. “Os ônibus estão lotados, está um caos”, acrescentou William.

A reunião de amanhã terá duas chamadas, uma às 5h e outra às 6h. Não há previsão de quando os ônibus iniciarão seus trajetos, “vai começar logo após o término da assembleia”, disse. 

 
 

Greve Geral

Se os trabalhadores dos transportes públicos votarem a favor da greve geral, o sindicato vai ter um prazo de 72h para avisar as empresas responsáveis antes de começar a paralisação.  

Então, mesmo que a greve seja anunciada, os ônibus circularão na sexta-feira.  

Segundo o representante do STTCU, a tendência da votação é que seja aprovado a deliberação. “Acreditamos que eles são favoráveis, porque são eles que estão perdendo o emprego”, ressaltou.  

Segunda paralisação

No dia 20 de julho os transportes públicos também pararam e causaram transtornos aos trabalhadores que dependem dos veículos.  

O STTCU não avisou sobre a assembleia, o que pegou passageiros e o Consórcio Guaicurus de surpresa.  

A primeira assembleia foi sobre a Lei 6.481/20, de 14 de julho de 2020. A principal reivindicação era sobre o aumento nos valores de multas que os motoristas seriam responsáveis.  

Na época, o presidente do STTCU, Demétrio Ferreira de Freitas, disse ao Correio do Estado que se alguma multa fosse aplicada, haveria deliberação da greve geral.  

Mas segundo Willian Alves, a assembleia de amanhã não é relacionada a aprovação da lei e a aplicação das multas. 

 

Felpuda


Entre sussurros, nos bastidores políticos mais fechados, os comentários são que história apregoada por aí teria sido construída para encobrir o que realmente foi engendrado em conversa que resultou em negociata. 

O script foi na base do “você finge que é assim, e nós fingimos que acreditamos”. 

Batido o martelo, a encenação prosseguiu e, conforme o combinado, deverão ser apresentados novos episódios.

Ah, o poder!