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CORONAVÍRUS

Opas: pressão social e econômica será maior se vírus não for contido

Relaxamento de medidas de isolamento deve ser feito com cautela
06/05/2020 03:00 - Agência Brasil


A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) defende que a retomada das atividades econômicas e o relaxamento das medidas de isolamento devem feitos com cautela pelos Estados-Membros, com consultas à sua população. A diretora do órgão, Carissa Etienne, afirma que os países das Américas devem seguir atuando de maneira agressiva contra a doença e que as pressões sociais e econômicas serão ainda maiores se o vírus não for contido.

"Não há receita para a reabertura dos comércios. Nem há uma medida que se adapte a todos. A decisão da transição deve ser feita com muito cuidado. O princípio é encontrar o equilíbrio entre salvar vidas e proteger a economia. Entre desacelerar a transmissão – e evitar o colapso sanitário – e a minimização dos riscos dos problemas socioeconômicos", defendeu Carissa durante conferência para a imprensa, transmitida pela internet.  

Nas Américas, já são 1,4 milhão de casos e 80 mil mortes. Há um crescente debate sobre quando os países poderão voltar a abrir os comércios e serviços não essenciais e quando as pessoas poderão deixar o distanciamento social e começar as atividades regulares.

A diretora da Opas alertou para o fato de que há muitos países onde o número de casos está dobrando em questão de dias.

"Nos Estados Unidos, no Canadá, Brasil, Equador, Peru, Chile e México estamos vendo uma duplicação de casos em quatro dias ou menos. Esse é um indicador que preocupa pois indica que a transmissão segue muito alta nesses países e que se deve implementar toda uma gama de medidas de saúde pública: ampla testagem, rastreio dos contatos, isolamento dos casos e, claro, distanciamento social", afirmou Etienne.

Indícios de controle da infecção

Para Jarbas Barbosa, diretor adjunto da Opas, antes de pensar na retomada das atividades, os países devem ter indícios claros de que já controlaram a transmissão do novo coronavírus.

"Necessitamos ter um processo de transição muito bem planificado e estruturado, portanto temos que permitir algumas atividades, a começar pelos serviços mais essenciais. Mas, ao mesmo tempo, a cada passo que tomamos temos que dar seguimento a dois diferentes indicadores: o número de novos casos e o número de falecimentos – para ver se temos novos surtos de covid-19. E, ao mesmo tempo, [observar] a taxa de ocupação de leitos hospitalares e respiradores para que possamos avançar de maneira cautelosa. Temos indícios de que, se avançamos muito rápido, podemos ter outro surto muito em breve."

Para Barbosa, é importante o esforço de ampliar a capacidade de testes para os casos suspeitos e, a partir da detecção de um caso suspeito como positivo, promover o isolamento, a quarentena adequada, o monitoramento e isolamento dos contatos – para interromper o caminho do vírus.

A diretora da Opas fez um apelo a todos os países das Américas. "Insisto para que sejam cautelosos. A suavização das restrições pode acelerar a propagação do vírus e abrir a porta a um ressurgimento dramático e uma propagação para outras áreas", afirmou.

"Apoiem suas decisões políticas em dados; analisem as taxas de novos casos e mortes; avaliem a capacidade hospitalar e determinem o que é que lhes diz a propagação do vírus no seu país. As diferentes cidades não são afetadas da mesma forma e as capacidades hospitalares também são diversas. Cada país deve adaptar seu enfoque nos níveis estatal, distrital, municipal", completou.

Para Carissa, é necessário decidir qual é o equilíbrio aceitável entre a perda de vidas e o impacto econômico. "Qual é a taxa de mortalidade que estão dispostos a aceitar? E qual é o impacto econômico negativo que podem aceitar? No fim das contas, esse é o equilíbrio que devem estabelecer".

Felpuda


Questão de família acabou descambando para o lado da política, e a confusão já é do conhecimento público. 

A queda de braço tem como foco a troca de apoio político que, de um, foi para outro. Sem contar as ameaças de denúncia da figura central do imbróglio. 

A continuar assim, há quem diga que nenhum dos dois candidatos a vereador envolvidos na história conseguirá ser eleito. Barraco é pouco!