Clique aqui e veja as últimas notícias!

OPERAÇÃO SOS-SAÚDE

Auditoria desencadeou investigação da Polícia Federal sobre esquema de corrupção em Hospital de Ponta Porã

Foram cumpridos 34 mandados de busca e apreensão em uma Organização Social que administrou o Hospital Regional Dr. José Simone Netto
04/08/2021 16:20 - Mariana Moreira


As investigações da operação SOS-Saúde deflagrada na manhã desta quarta-feira (4) em Ponta Porã, tiveram origem a partir de relatórios de auditoria de avaliação da gestão terceirizada do Hospital Regional Dr. José Simone Netto (HRJSN). 

De acordo com a Controladoria Geral da União (CGU), foram encontradas diversas irregularidades na instituição administrada pelo Instituto Gerir entre 2016 e 2017., como falsificação de documentos, dispensa irregular de licitação, peculato e organização criminosa.

No entanto, apenas em 2019 houve a instauração do inquérito policial para apurar os fatos. 

Últimas notícias

O esquema criminoso investigado possuía a seguinte dinâmica: a Organização Social firmou, em agosto de 2016 um contrato de gestão com o Governo de Mato Grosso do Sul. 

Por meio desse instrumento, passou a receber elevados valores com o compromisso de gerenciar o Hospital Regional de Ponta Porã (MS). 

Entretanto, valia-se de diversos subterfúgios para desviar os recursos (que deveriam ser aplicados na área da saúde) em proveito de empresas vinculadas aos próprios dirigentes da OS.

Apesar de a investigação ter se iniciado no âmbito do contrato firmado com o Estado, frisa-se que o Instituto Gerir foi constituído em Goiânia (GO) e já atuava em Goiás, inclusive administrando o maior Hospital desse Estado, o HUGO.

O Instituto, embora formalmente não possuísse fins lucrativos, cresceu exponencialmente desde a sua fundação em 2011, passando a administrar diversas unidades de saúde espalhadas por vários Estados da Federação (MS, PB, SP, BA, GO, MT), o que implicou o recebimento de vultosos valores financeiros, por volta de R$ 1 bilhão entre 2014 e 2019.