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OPERAÇÃO ENTERPRISE

Principal operador de Cartel seria PM de MS que levou 22 anos para ser expulso

Ex-major cometia crimes desde a década de 1980 e está sendo procurado na Europa
24/11/2020 15:22 - Rodrigo Almeida


Depois de cumprir mais de 66 mandados de prisão e 149 de mandados de busca e apreensão na manhã desta segunda-feira (23), só na parte da noite saiu a informação de que o principal operador do Cartel que perdeu mais de R$1 bilhão em bloqueios é um conhecido das autoridades em Mato Grosso do Sul.

Major Sérgio Roberto de Carvalho entrou na Polícia militar em 1980 e se aposentou em 1996. De lá para cá, o reservista cometeu mais de 10 crimes e só foi expulso da corporação em 2018. 

Em 2010, com a deflagração da Operação Vitruviano, a polícia afirmou que havia 17 inquéritos abertos contra ele desde a década de 80.

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A primeira prisão, no entanto, só aconteceu em 1997, quando o major já estava na reserva. A expulsão demorou porque só em 2018 ele teve um processo transitado e julgado.

O cartel, de grandes proporções, estava presente em 10 estados entre eles o MS, de acordo com a força-tarefa conjunta entre Polícia Federal, Receita Federal e operativos internacionais da Europol e Interpol.

O ex-major seria considerado um dos principais operadores do Cartel, e os 11 milhões de euros apreendidos em um endereço em Lisboa pertenceria ao grupo comandado por ele em solo europeu.

Os valores estavam no porta-malas de uma van. Durante a operação foram apreendidas 37 aeronaves com valor de mercado de até R$20 milhões, além de diversas armas de fogo entre elas, uma metralhadora .50. 

A organização era composta por um grupo de logística sediado em São Paulo, outro de logística de transporte aéreo no interior de São Paulo, em São José, dois grupos em Natal, responsáveis por envios de droga para a Europa em barcos de pesca.

E Subgrupos em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, que eram responsáveis para enviar cocaína para os portos de Paranaguá.

Coordenador Nacional de Repressão de Drogas, Armas e Facções Criminosas, Elvis Secco, afirma que o “tráfico de drogas não é crime de periferia. Essas pessoas estão na elite. O tráfico de drogas não pode ser encarado como uma mera apreensão de caminhoneiro passando pela fronteira.”