Cidades

CÂMARA

Oposição vai fazer 'kit obstrução' para votação da reforma da Previdência

Oposição vai fazer 'kit obstrução' para votação da reforma da Previdência

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O líder da oposição na Câmara, deputado Alessandro Molon (PSB-RJ), confirmou nesta terça-feira, 9, que a oposição vai apostar em um "kit obstrução" para convencer parlamentares a votarem contra a reforma da Previdência. Para Molon, o governo federal "blefa" quando diz que possui mais de 330 votos para aprovar a matéria. Como se trata de uma proposta de emenda à constituição, são necessários 308 votos favoráveis.

"No nosso entendimento, a obstrução vai longe e vamos virar muitos votos ao longo dela. Nossa percepção, até o momento, é a de que o governo não tem os votos que diz ter. O governo blefa quando diz ter mais de 330 votos. Nossa percepção é que o governo não tem sequer 300 votos para aprovar a matéria", disse Molon a jornalistas.

"É possível que a votação comece hoje dependendo da obstrução. Vamos apresentar todos os requerimentos de obstrução que podemos e vamos ver se o governo consegue garantir a presença de sua base e também o efeito dos nossos argumentos sobre sua base."

PSB também vai apresentar destaque sobre exportação agrícola

O líder da Oposição também disse que o PSB vai apresentar um destaque para reonerar exportações agrícolas. Na semana passada, a Comissão Especial da reforma da Previdência devolveu ao setor rural um benefício tributário que retira R$ 83,9 bilhões da economia esperada com a reforma.

O texto mantém a isenção da alíquota de 2,6% sobre a comercialização de produção agrícola como contribuição previdenciária, desde que parte seja exportada.

"Vamos cobrar do governo que mostre se de fato tem alguma preocupação com privilégios ou se governo vai continuar dando esse presente de R$ 83 bilhões para os ruralistas que exportam, enquanto impõe sacrifício enorme a professores e policiais, com os quais pretende fazer uma economia de um quarto desse valor", comentou Molon.

Para José Guimarães (PT-CE), o "kit obstrução" da oposição é "amplo, geral e irrestrito". "Como temos segurança de que o governo não tem os votos, vamos para obstrução para obrigar governo a ter que arrumar voto que ele não tem. Teremos pelo menos 72 horas de grandes tempestades aqui no plenário", disse. "O governo hoje não tem mais do que 281 votos", completou o petista.

Para líder da minoria, governo está inseguro com votação

Na avaliação da líder da minoria na Casa, Jandira Feghali (PC do B - RJ), o governo está "inseguro" com a votação.

"Agora a tarde, o governo quer sessão de debates porque não tem os votos. Bancada feminina está reunida porque não quer votar uma série de itens do texto, porque envolve viúvas, órfãos. O texto da pensão por morte é uma crueldade. Coloca a pensão por morte abaixo do salário mínimo, coisa que nunca aconteceu na história do país", criticou Jandira.

"A bancada evangélica também está se rebelando contra o texto da reforma. Está gerando insegurança para dentro da votação. O governo está topando votar amanhã, não quer nem votar hoje porque está inseguro em relação aos seus votos. Isso significa que nossa obstrução vai ter efeito dentro do processo. Apresentaremos kit obstrução - adiar por cinco, quatro, três, duas, uma sessões, retirar de pauta. É um kit que o regimento nos dá direito, porque o governo não tem os votos para votar.

LUTO

Morre Renato Rabelo ex-presidente do PCdoB aos 83 anos

Ele presidiu a sigla de 2001 a 2015

15/02/2026 21h00

Ele presidiu a sigla de 2001 a 2015

Ele presidiu a sigla de 2001 a 2015 pcdob.org/Divulgação

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Morreu neste domingo (15), aos 83 anos, o ex-presidente do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) Renato Rabello. Ele presidiu a sigla de 2001 a 2015. A morte foi confirmada pelo partido, em nota.

“[O PCdoB] expressa o sentimento de consternação de toda a militância comunista que, em homenagem a Renato, inclina a bandeira verde e amarela da pátria, entrelaçada com os estandartes vermelhos da revolução e do socialismo. E acolhe no peito os sentimentos, os pêsames que chegam do país e do exterior e pulsam nas redes sociais”.

Renato foi vice-presidente nacional da União Nacional dos Estudantes (UNE) durante a ditadura militar de 1964, militante da Ação Popular (AP) e membro do núcleo dirigente que conduziu a integração da organização ao PCdoB, em 1973.

Foi exilado na França, em 1976, quando dirigentes do PCdoB foram assassinados, presos e torturados no Brasil, e retornou com a anistia de 1979. Dedicou-se, em especial, ao fortalecimento das relações do PCdoB com os países socialistas, notadamente, China, Vietnã e Cuba.

“Sua maior obra é o aporte de ideias e formulações ao acervo teórico, político e ideológico do Partido, importantes contribuições teóricas e políticas que enriqueceram o seu pensamento tático, estratégico e programático, como também a práxis de sua edificação e atuação na arena da luta de classes”, diz a nota do PCdoB. 

Renato foi um dos articuladores, pelo PCdoB, junto com João Amazonas, da Frente Brasil Popular (PT, PSB, PCdoB) que lançou, em 1989, a primeira candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva para presidente da República.

“Recebi com muita tristeza a perda do companheiro Renato Rabelo, grande liderança do PCdoB. Desde muito jovem, Renato entregou sua militância, inteligência e energia à defesa dos trabalhadores, do socialismo e do Brasil. Enfrentou a ditadura, a perseguição e o exílio”, disse, nas redes sociais, a ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais do Governo Lula, Gleisi Hoffmann. 

A deputada pelo PCdoB, Jandira Feghali, também prestou homenagem ao líder do partido.

Hoje me despeço com profunda tristeza de um grande amigo, referência ideológica, política e de afeto, que presidiu nosso PCdoB por décadas, e um dos maiores construtores da história do Brasil. Renato dedicou a vida inteira à luta pela democracia, pela soberania nacional, por direitos e pelo socialismo. O Brasil ficou mais pobre de ideias e de luta”, disse.

FUTEBOL

Paquetá desencanta, Flamengo vence Botafogo e vai à semi do Carioca

Rubro-Negro encara Madureira e pode chegar à oitava final consecutiva

15/02/2026 20h00

A partida foi transmitida ao vivo pela Rádio Naciona

A partida foi transmitida ao vivo pela Rádio Naciona Divulgação

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Ameaçado, em determinado momento da primeira fase, de ter que disputar um quadrangular para não ser rebaixado no Campeonato Carioca, o Flamengo está nas semifinais do Estadual. Neste domingo (15), o Rubro-Negro venceu o Botafogo por 2 a 1 no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, pelas quartas de final. A partida foi transmitida ao vivo pela Rádio Nacional .

Em busca da oitava final de Estadual consecutiva, o Flamengo terá pela frente o Madureira, em jogos de ida e volta que serão agendados pela Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj). O Tricolor Suburbano será o mandante da segunda partida, já que fez melhor campanha.

O Glorioso, por sua vez, fica fora das semifinais pela terceira edição em sequência. O Alvinegro não decide um Carioca desde 2018, quando foi campeão pela última vez, e acumula uma série de cinco derrotas na temporada.

O clássico deste domingo teve o desencantar de Lucas Paquetá. Foi do meia, que retornou ao Rubro-Negro depois de oito temporadas, o gol que abriu o marcador do Nilton Santos, aos 18 minutos. O camisa 20 recebeu do atacante Bruno Henrique na entrada da área e bateu no canto do goleiro Neto.

O Botafogo empatou aos oito do segundo tempo. O lateral Alex Telles cobrou escanteio e o zagueiro Alexander Barboza, de cabeça, encobriu o goleiro Andrew. No fim da partida, aos 38 minutos, o volante Erick Pulgar testou fraco em cima de Neto, dentro da área, mas o goleiro deu rebote e o próprio chileno aproveitou, decretando o triunfo rubro-negro.

O último semifinalista do Carioca será conhecido na segunda-feira (16). Às 18h (horário de Brasília), o Fluminense recebe o Bangu no Maracanã. Quem avançar, encara o Vasco, que despachou o Volta Redonda no último sábado (14), nos pênaltis.

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