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EDUCAÇÃO

Pandemia gera custo extra de até R$ 13 milhões na volta às aulas na rede pública

Tanto o governo do Estado como a Prefeitura de Campo Grande preveem compra de equipamentos de proteção e dispenser de álcool
12/12/2020 09:00 - Daiany Albuquerque


A Prefeitura de Campo Grande e o governo do Estado preveem gastos que podem chegar a R$ 13 milhões para compra de equipamentos de proteção individual (EPIs) e outros materiais para o combate da disseminação do novo coronavírus. 

Tudo isso para ser aplicado nas escolas públicas para a volta às aulas a partir de 2021.

Esse custo não leva em consideração eventual contratação a mais de professores que for necessária para o período, haja vista que alguns servidores não poderão retornar presencialmente por causa de comorbidades ou em razão da idade. 

Também não contabiliza a compra feita normalmente em todo ano letivo de materiais escolares, como cadernos, lápis, borrachas e uniformes.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SED), até agora já foram comprados EPIs e outros produtos no valor de mais de R$ 3 milhões para abastecer as 345 escolas da Rede Estadual de Ensino. 

Desse total, 75 instituições eram na Capital. Ao todo são cerca de 210 mil alunos em Mato Grosso do Sul.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a pasta afirmou que tem investido na segurança individual de alunos e trabalhadores e que quase todos os processos licitatórios já foram concluídos ou estão em fase final do certame. 

Para o retorno presencial dos alunos, foram adquiridos itens de segurança individual e outros de proteção que vão ficar disponíveis nos corredores das escolas, como totens para álcool em gel e saboneteiras para sabonete líquido.  

As escolas estão recebendo há dois meses as máscaras para distribuir aos alunos e funcionários, assim como os galões de álcool em gel e materiais para higienização.

MUNICÍPIO

No caso de Campo Grande, o valor, segundo o superintendente de Gestão Administrativa, Financeira e de Convênios (Sugefic) da Secretaria Municipal de Educação (Semed), Walter Pereira, esses processos licitatórios estão em andamento. 

A previsão da prefeitura é de gastar no máximo R$ 10 milhões para a compra desses equipamentos.

“Estamos fazendo a aquisição de álcool líquido, álcool em gel, máscaras para todos os alunos e profissionais, vamos colocar dispenser perto das salas com álcool para os alunos higienizarem as mãos sempre que quiserem, compra de sabonete líquido e de saboneteira para todas as escolas”, explicou Pereira.

A Rede Municipal de Ensino (Reme) tem 98 escolas de Ensino Fundamental e 104 Escolas Municipais de Educação Infantil (Emeis). Ao todo a rede atende cerca de 109 mil alunos.

“Nós já fizemos a desinfecção em todas as escolas depois das eleições e antes do início das aulas faremos outra descontaminação”, afirmou o superintendente. 

A previsão é de que a volta das atividades presenciais na Reme aconteça no dia 8 de fevereiro de 2021. Mas isso dependerá também da situação da pandemia na Capital no período.

A Capital está desenvolvendo um plano de biossegurança para o retorno das atividades. Ainda segundo Pereira, esse documento deverá ficar pronto na próxima semana. Ele orientará as ações que o poder público deverá tomar para que haja esse retorno.

“Queremos que os pais e responsáveis percebam que estamos priorizando a segurança tanto das crianças como dos profissionais”, completou o superintendente.

Pelo lado do governo do Estado, esse protocolo já foi estabelecido. O documento prevê medidas de distanciamento social e de funcionamento das escolas para o ano letivo de 2021. 

Como manter o distanciamento de 1,5 metro de distância entre as carteiras escolares em sala de aula, uso de EPI e higiene pessoal de estudantes e profissionais.

As aulas presenciais foram suspensas em Campo Grande na Reme no dia 18 de março deste ano, por causa do primeiro caso do novo coronavírus na Capital. No Estado a suspensão das atividades ocorreu no dia 23 do mesmo mês, pelo mesmo motivo.