Clique aqui e veja as últimas notícias!

VIOLÊNCIA

Mesmo com pandemia e toque de recolher, casos de furto continuaram em Campo Grande

Apesar do toque de recolher, mais de 11 mil ocorrências foram registradas em 2020
02/12/2020 08:00 - Ana Karla Flores


Mesmo com o toque de recolher em vigor durante alguns meses em decorrêncida da pandemia de Covid-19, os casos de furto em Campo Grande continuaram a ocorrer. De acordo com dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), neste ano, o número de crimes teve queda de apenas 3.346 casos, em comparação com o mesmo período de 2019.

Em 2020, o número de furtos na Capital foi de 11.441 casos, enquanto no mesmo período de 2019 o crime somou 14.787 ocorrências, uma queda de 22% entre os dois anos. Em Mato Grosso do Sul, a diferença foi de 7.761 casos, com uma queda também de 22%.  

Mais de uma vez

O último registro de furto na Capital ocorreu na madrugada de segunda-feira (30), no Bairro Aero Rancho, quando uma loja de assistência em celulares foi arrombada por um homem.  

O dono da loja, Gustavo Silva Gamarra, explica que esta foi a segunda vez que furtaram o local. “Após o primeiro furto, eu coloquei câmera interna, minha mesmo, e nessa madrugada entrou novamente, arrombando a porta, quebrou a fechadura, entrou na loja e levou celulares de clientes”, diz.

Gamarra relata que o primeiro caso ocorreu no dia 29 de outubro, quando teve um prejuízo de R$ 15 mil, com celulares e notebooks furtados. “Fiz os vídeos, fiz levantamento do que foi levado, fiz boletim de ocorrência. Minha loja fica dentro de uma galeria e eu não tive nenhum amparo, o monitoramento também não se prontificou a ajudar a resolver nada. Após isso, eu entrei com uma ação contra a galeria e contra o monitoramento para que eu pudesse ser indenizado e nada foi resolvido até hoje”, explica.

Acompanhe as ultimas noticias do Correio do Estado

Dessa vez, o prejuízo de Gustavo foi cerca de R$ 6 mil só com celulares, além do prejuízo da porta e da fechadura do local e por não ter aberto a loja no dia do furto.  

“Ele entrou e foi direto em umas caixas de celulares que eu tenho, mas, como ele viu que estavam vazias, ele foi levou os aparelhos que estavam em cima do balcão, que eram de clientes, e outros que eram meus para venda. Eu tenho a filmagem dele entrando e saindo”.  

O mesmo ocorreu no trailer de lanches de Lidiane Lima de Carvalho, localizado no Bairro Monte Castelo. Em menos de 20 dias, furtaram duas vezes o local, levando alimentos, bebidas e utensílios. “Temos o trailer vai fazer dois anos no mesmo local e nunca tinha acontecido de alguém entrar lá e levar nossas coisas”.

Carvalho explica que nas duas vezes ela fez boletim de ocorrência e perícia e reforçou trancas e portas, mas não obteve resultado. “Por enquanto, a gente reforçou as fechaduras, colocou câmera, essas coisas que achamos que vai dar um pouquinho mais de segurança. A gente teve muito prejuízo da primeria vez, na segunda vez o prejuízo foi um pouquinho menor, só que fora o que a gente já tinha reforçado. O prejuízo foi bem grande nesses dois arrombamentos”.  

Toque de recolher

Em Campo Grande, o toque de recolher em decorrência da pandemia de Covid-19 iniciou-se no dia 21 de março deste ano, das 22 horas às 5 horas. No decreto, assinado pelo prefeito Marcos Trad (PSD), ficou terminantemente proibida a circulação de pessoas nas ruas, exceto quando necessária para acesso aos serviços essenciais, como hospitais, mercados ou farmácias.  

A fiscalização e a aplicação de infrações ficaram a cargo da Guarda Municipal e de equipes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Gestão Urbana (Semadur). Em sete meses, houve várias prorrogações e alterações do horário do toque de recolher. A mais restritiva foi imposta entre o fim de julho e agosto, quando foi registrado o pico do contágio de coronavírus na Capital, e o toque começava às 20h.