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Para não subir passe de ônibus a R$ 6,16, Consórcio Guaicurus quer R$ 4 milhões

Concessão de subsídio seria para pagar todas as gratuidades do transporte público coletivo de Campo Grande

Daiany Albuquerque

24/06/2022 09:00

 

O Consórcio Guaicurus alega que, para não haver aumento no preço da passagem de ônibus, que pode chegar a R$ 6,16 – valor apontado pela Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg) como a atual tarifa técnica –, as empresas pedem um subsídio de R$ 4 milhões por mês.

De acordo com o diretor-executivo do conglomerado de empresas que atuam no transporte coletivo e urbano de Campo Grande, Robson Luis Strengari, esse valor seria referente a todas as gratuidades concedidas no transporte coletivo da cidade.

“Ou sobe a tarifa, o que não é bom para ninguém, nem para o usuário nem para nós, das empresas. Ou tem de fazer o que a maioria das grandes cidades está fazendo, que é subsidiar o transporte público. O jeito que até hoje o transporte foi tocado, com o passageiro subsidiando as gratuidades, tem de mudar”, declarou Strengari ao Correio do Estado.

Números repassados pelo Consórcio Guaicurus apontam que, no mês de maio, o número de passes gratuitos concedidos no transporte público foi de 822.223, ou seja, considerando a tarifa técnica anterior, de R$ 5,15, isso significaria um custo de R$ 4.234.448,45.

Desse valor, ainda segundo o grupo, foram repassados, no mês passado, R$ 881.867,36 pela Prefeitura de Campo Grande. O valor é referente às gratuidades municipais, que abrangem os estudantes da Rede Municipal de Ensino (Reme) e pessoas com deficiência.

O que a concessionária deseja é que esses R$ 3.352.581,06, que seriam o valor faltante, fossem repassados às empresas como forma de subsídio, além do que hoje já é pago mensalmente pela administração municipal.

O grupo ainda alega que, com esse valor, fecharia o seu deficit. Segundo Strengari, as empresas receberiam cerca de R$ 13 milhões por mês com as passagens das pessoas pagantes, no entanto, elas afirmam ter um gasto de aproximadamente R$ 17 milhões, diferença de R$ 4 milhões.

Foi solicitado o detalhamento dos gastos que totalizariam este valor, entretanto, a empresa não informou até o fechamento desta edição.