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RELAÇÃO DE CONSUMO

Para evitar escassez, mercados podem limitar compra de itens por cliente

Segundo Procon, medida evita que pessoas façam estoques injustificados e esvaziem prateleiras
19/03/2020 11:16 - Ricardo Campos Jr


 

Para evitar o esvaziamento das prateleiras, mercados podem limitar a quantidade de produtos por cliente. A orientação é do Procon de Mato Grosso do Sul diante da corrida injustificada de pessoas procurando fazer estoques em casa.

Essa medida, além de não ser recomendada, expõe funcionários dos estabelecimentos e clientes a uma aglomeração desnecessária diante da pandemia do novo coronavírus.

“Por se tratar de uma situação excepcional, com justa causa, está implícita a autorização ao estabelecimento comercial a condicionar o fornecimento de produtos ou serviços sem que isso represente uma prática abusiva, vez que o propósito maior é garantir o abastecimento justo à toda a população em período de crise ou de emergência como esta que, ao que nos parece, estamos prestes a enfrentar”, diz o superintendente do órgão de defesa do consumidor.

Segundo o Procon, deve prevalecer o bom senso diante dessa situação anormal a qual a sociedade está exposta para não levar ao caos generalizado.

Consumidores, segundo o órgão, devem ter consciência de que todos os seus pares também têm necessidades e a compra exagerada tende a fazer com que o item falte para outra pessoa.

A limitação da quantidade de pessoas dentro dos supermercados também é válida, atendendo às recomendações das autoridades sanitárias e regulamentos governamentais para evitar aglomerações.

Outra recomendação do órgão aos consumidores é redobrar atenção quanto às promoções, sempre checando os prazos de validades dos produtos para evitar cair na armadilha da queima de estoque prestes a vencer ou até mesmo comprar itens desnecessários, causando prejuízo econômico.

 

Felpuda


Figurinha carimbada ganhou o apelido de “biruta”, instrumento que indica direção do vento e, por isso, muda constantemente. Dizem que a boa vontade até existente ficou no passado, e as reclamações são muitas, mas muitas mesmo, diante das decisões que vem tomando a cada mudança de humor do eleitorado. Como bem escreveu o poetinha Vinicius de Moraes: “Se foi pra desfazer, por que é que fez?”.