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Para financiar um imóvel verifique o sistema escolhido

Para financiar um imóvel verifique o sistema escolhido

infomoney

15/05/2011 - 01h00
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Você foi ao feirão e encontrou o imóvel dos seus sonhos. Antes de fechar o contrato, porém, é preciso adotar uma série de cuidados, como verificar suas necessidades, averiguar a boa procedência da incorporadora e visitar a unidade escolhida. Se tudo estiver em ordem, então, você fecha o negócio, certo? Ainda não. Antes disso, é preciso analisar com calma o contrato de financiamento, bem como o seu planejamento financeiro. Afinal, comprar um imóvel financiado significa comprometer a renda por um bom tempo.

No feirão da Caixa Econômica Federal, que começou na sexta-feira (13) em cinco cidades, os consumidores devem evitar o financiamento por impulso. “Eles devem evitar ficar eufóricos com o evento e achar que os imóveis ofertados estão baratos. Não é porque é um feirão que os imóveis estão mais em conta. Nem sempre isso é verdade”, alerta o professor de pós-graduação da Trevisan Escola de Negócios, Ricardo Cintra.

Antes de pensarem em assinar o contrato de financiamento, é preciso conferir os recursos financeiros disponíveis. “A primeira recomendação é aumentar tanto quanto possível o valor da entrada, para que o valor do financiamento seja o menor possível”, afirma Cintra. E para isso, é preciso reavaliar o padrão de vida. Se a família tem dois veículos, por exemplo, vale vender ao menos um para completar a entrada. “Para comprar a casa própria, é preciso abrir mão de alguma coisa”, reforça o especialista.

De olho no seu perfil
Comprar a casa própria é um passo que muitos sonham em dar. E na hora de escolher o tipo de financiamento, ficar de olho no seu perfil de renda ajuda a optar corretamente. Para o presidente da Amspa (Associação de Mutuários de São Paulo e Adjacências), Marco Aurélio Luz, o primeiro passo é ficar de olho no orçamento. “A primeira coisa é fazer um planejamento para ver os recursos disponíveis”, diz.

Um jovem solteiro, por exemplo, em início de carreira, pode não ter um bom montante, mas tem tempo e dispõe de recursos livres para segurar um financiamento. “Claro que depende de caso a caso, mas esse jovem não tem responsabilidades financeiras maiores, a não ser com ele mesmo”, explica Aurélio Luz. “Agora quem tem família precisa tomar mais cuidado, porque tem outras responsabilidades”, completa.

O especialista explica que, independentemente do perfil, o futuro mutuário deve cuidar para que comprometa até 30% da renda com o financiamento imobiliário. E quem for comprar imóvel na planta deve pagar o mínimo possível no começo. “Caso ocorra algo, as perdas serão menores”, afirma. Apesar desses detalhes, Aurélio Luz reforça que os mutuários devem fazer alguns esforços financeiros para quitar a casa própria.

E esse esforço tem de ser feito independentemente do perfil do futuro mutuário. “A questão do perfil não muda a análise. O que é relevante é a disponibilidade de recursos para dar de entrada e para manter o financiamento nos primeiros dez anos”, afirma Cintra. Para o professor, mais importante que o perfil é ficar de olho no sistema de financiamento disponível.

Os sistemas de financiamento
Em financiamentos imobiliários, de maneira geral, os consumidores podem optar por três sistemas de financiamento: o Price, o SAC (Sistema de Amortização Constante) e o Sacre (Sistema de Amortização Crescente). Para Cintra, os consumidores devem evitar ao máximo o sistema Price. “Esse sistema é para quem tem uma renda menor. O problema é que por ele você corre o risco de chegar no final do financiamento e ainda não ter pagado tudo”, explica o professor.

Em linhas gerais, pela tabela Price, as parcelas do financiamento são menores no começo, mas sobem ao longo do tempo. Pelo SAC, as parcelas são decrescentes, porque os juros decrescem, mas a amortização permanece constante. Pelo Sacre, ocorre o mesmo, mas esse sistema permite uma amortização maior, pois reduzem-se os juros sobre o saldo devedor. Tanto pelo SAC como pelo Sacre, o financiamento inicia com valores de prestação mais altos que o financiamento feito pela tabela Price, por isso, muitos consumidores acabam não optando por esses sistemas.

“Acontece que a partir do 114º mês, as prestações feitas pelos três financiamentos se igualam e depois as prestações do SAC e do Sacre começam a cair. Por isso, o Price não é interessante para muitos consumidores”, afirma Cintra.

Use (bem) o seu FGTS
Na hora de comprar a casa própria, o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) entra na lista dos recursos disponíveis. Contudo, Aurélio Luz alerta: “o FGTS é para quitar o imóvel”. Ele explica que essa é a melhor maneira de utilizar o fundo. “Utilizá-lo para pagar a prestação não é interessante, porque, dependendo do plano que você escolheu, ainda vai restar um saldo devedor no final do financiamento”, explica.

Outra vantagem para o uso do fundo, segundo o presidente da Amspa, está em casos como desemprego ou até de pagamento de prestações em atraso. “O fundo garante o pagamento do financiamento nessas situações”, diz. “O recomendável é utilizar o FGTS somente em último caso, pois é melhor mantê-lo como reserva”, completa.

Outra dica do especialista é com relação ao saque do fundo, que não será liberado se o mutuário estiver com mais de três prestações em atraso. “As cotas liberadas quitam apenas 80% do valor devedor”, afirma. “O Fundo de Garantia quitará no máximo 12 mensalidades consecutivas”. Ele ainda aconselha os futuros mutuários a efetuar o saque, quando o fizerem, sempre depois do dia 10, quando ocorre a correção dos valores da conta.

ESGOTAMENTO SANITÁRIO

Sanesul investe mais de R$ 27 milhões em saneamento básico em Dourados

Planejamento prevê execução de obras dentro do período de 24 meses

09/06/2026 10h35

Divulgação

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A Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul) utilizará R$ 27,17 milhões na ampliação do sistema de esgotamento sanitário de Dourados. De parceria público-privada, a aplicação da quantia faz parte da política de investimentos adotada pelo Governo Estadual.

Em que busca expandir a infraestrutura de saneamento básico e a qualidade de vida da população do interior, a empresa planeja executar o projeto em 24 meses, com entrega em 2 anos.

No município a 226 quilômetros da Capital Morena, o planejamento é implantar a rede coletora de esgoto e ligações domiciliares em dois bairros: no Parque de Exposições, onde ocorre as feiras agropecuária do município e no Monte Carlo, conjunto residencial localizado na área noroeste de Dourados.

Além disso, o contrato pretende construir uma Estação Elevatória de Esgoto Bruto (EEEB Exposição), interceptores Laranja Doce e Paragem, bem como a ampliação da Estação de Tratamento de Esgotos (ETE Ipê). 

O responsável pela ordem de serviço de execução das obras foi o diretor-presidente da Sanesul, Renato Marcílio. Para ele as obras de esgotamento representa além de saúde pública, a valorização urbana com desenvolvimento e proteção dos recursos naturais.

“Estamos ampliando a infraestrutura de saneamento de forma planejada e sustentável, levando benefícios permanentes para as cidades atendidas”.

Segundo o diretor-presidente da companhia público-privada, a meta é antecipar o cumprimento da universalização do esgoto estabelecida pelo Novo Marco Legal do Saneamento, que possui previsão nacional para 2033.

A empresa Sanesul é a responsável por atender 68 municípios de Mato Grosso do Sul, e a cobertura de esgotamento sanitário alcança cerca de 76%, sendo considerado um dos maiores indíces do país.

De acordo com Renato Marcílio, a empresa companhia mantém um programa de investimento para ampliar a coleta e tratamento de esgoto, e que esse avanço contribui com impactos positivos além da infraestrutura.

“O saneamento é um dos principais instrumentos de promoção da saúde, redução de doenças e preservação ambiental. Por isso, seguimos investindo de forma contínua para que Mato Grosso do Sul alcance a universalização antes do prazo previsto, beneficiando milhares de famílias em todas as regiões do Estado”.

A segunda maior cidade do Estado recebe o aporte pensando na modernização do sistema de saneamento, em base de um crescimento sustentável.

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RETOMADA DA REFORMA AGRÁRIA

Visita de Lula a assentamento em MS está prevista para 25 de junho

Previsão é de que anuncie R$ 20 milhões para reforma de silos no assentamento Itamarati e distribuição de terras para mais 392 famílias no Estado

09/06/2026 10h20

Lula passou pelo assentamento Itamarati pela primeira vez em março de 2003, em seu primeiro mandado presidencial

Lula passou pelo assentamento Itamarati pela primeira vez em março de 2003, em seu primeiro mandado presidencial

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Anunciada na última sexta-feira pelo deputado federal  Vander Lubet (PT), a visita do presidente Lula ao assentamento Itamarati, em Ponta Porã, está prevista para o dia 25 de junho, de acordo com o deputado. Esta data, porém, ainda pode sofrer alterações, pois a agenda do presidente não está totalmente definida. 

Nesta visita, a terceira de Lula ao mesmo asssentamento, ele deve anunciar a liberação de R$ 20 milhões para a reforma de silos de armazenagem de grãos da cooperativa do Itamarati. Estes silos, que já existiam na época em que a fazenda de 50 mil hectares foi dividida entre quase 3 mil pequenos agricultores, estão parcialmente sucateados, uma vez que ficaram abandonados.

Além da liberação destes recursos, está prevista a entrega de 1,4 mil títulos de regularização fundiária a famílias atendidas pelos programas de reforma agrária no Estado. 

Ainda de acordo como deputado Vander Loubet, o presidente também deve anuncir a expansão de assentamentos,  beneficiando 392 famílias. O assentamento de novas famílias em Mato Grosso do Sul está praticamente parado desde 2013. 

Em agosto do ano passado o Incra chegou a anunciar a aquisição de uma área de 718 hectares no município de Cassilândia, onde seriam assentadas em torno de 80 famílias. O projeto, porém, ainda não saiu do papel. 

Em sua passagem pelo assentamento o presidente ainda deve fazer a entrega de escritura e regularização a 376 famílias quilombolas e o e pagamento do Fomento Mulher a 1,3 mil mulheres assentadas, no valor de R$ 16 milhões. O Fomento Mulher é uma linha de crédito destinada exclusivamente a atendidas pela reforma agrária. 

HISTÓRICO

Caso ocorra, esta seria a terceira passagem do presidente Lula pelo assentamento em Ponta Porã, uma espécie de símbolo da reforma agrária brasileira. O mesmo assentamento, criado por Fernando Henrique Cardoso, também já recebeu o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A primeira vez que o presidente Lula passou pelo local foi em 18 de março de 2003, logo depois da criação do assentamente e menos de três meses após a posse para o primeiro mandato. 

Na época, recebeu a doação de 15 toneladas do milho, produzidas por pequenos agricultores, para o programa Fome Zero, que acabara de ser lançado e foi transformado em uma das principais marcas de seu primeiro mandato. 

Ele voltou a Ponta Porã em 24 de agosto de 2016, uma semana antes de o Senado confirmar a cassação da ex-presidente Dilma Roussef.  O encontro serviu como um palanque para Lula criticar o processo de impeachment e mobilizar a base do Partido dos Trabalhadores e do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). 

Com cerca de 50 mil hectares, a fazenta Itamaraty, que pertencia ao chamado rei da soja, o empresário Olacir de Morais, chegou a ser a maior produtora individual de soja do país. Porém, o produtor entrou em decadência e as terras foram tomadas por uma série de movimentos de sem-terra, entre eles o MST. 

Por conta disso, em 2022, durante o segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso, as terras começaram a ser divididas e quase três mil famílias foram beneficiadas. 

E, por conta do seu simbolismo nacional, em 29 de março de 2022, o assentamento também recebeu a visita do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na data, foram entregues mais de 2,6 mil títulos de propriedade rural.

 

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