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PANDEMIA

Hospitais particulares da Capital já têm pacientes intubados no pronto-socorro

Aumento das internações das últimas semanas levou hospitais a trabalharem acima da capacidade
02/12/2020 09:00 - Daiany Albuquerque


Hospitais particulares de Campo Grande já estão atendendo pacientes graves no pronto atendimento das unidades, destinados à urgência e emergência. 

Segundo informações obtidas pelo Correio do Estado, em pelo menos dois centros médicos da Capital pacientes foram intubados no local e não puderam ser levados para unidades de terapia intensiva (UTIs) por estarem sem vagas.

Isso ocorreu na manhã de ontem, quando alguns pacientes mais graves chegaram a ser intubados na emergência do Hospital do Coração de Campo Grande e no Hospital da Unimed.  

Não há confirmação sobre qual é problema de saúde dessas pessoas, mas não são casos de Covid-19, porque eles não passam pela emergência e são tratados em ambientes separados dos outros pacientes.

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Conforme dados do sistema Mais Saúde, do governo do Estado, durante a tarde o HCCG estava com 93,33% dos leitos gerais de UTIs ocupados; no caso das UTIs específicas para o novo coronavírus, a lotação era de 80%. 

O hospital, porém, tinha 140% de ocupação em leitos clínicos para a doença e há relato de pacientes internados em poltronas.

Segundo o porta-voz do hospital, Wilker Silva, a unidade tem trabalhado próximo do limite de pacientes e, por causa disso, decidiu suspender atividades não essenciais, como os raios X e as cirurgias eletivas. “Reforço que ninguém vai ficar desassistido no hospital". 

"Estamos chegando a ocupação de 100% e temos um pronto atendimento 24 horas. Quando realizamos um atendimento, caso não tenha vaga, solicitamos para outros hospitais e acaba que esse paciente tem que aguardar um pouco mais no pronto atendimento”, declarou.

O porta-voz ainda afirmou que não houve perdas de pacientes ou problemas em decorrência de atendimento no pronto-socorro. “Não deixamos o paciente desassistido; tentamos vaga em outros hospitais, mas essa lotação está sendo geral”.

Conforme Silva, um problema enfrentado pelos hospitais como um todo é conseguir profissionais habilitados para atuarem em UTIs. “Temos técnicos doentes, médicos, enfermeiros, e esses profissionais são escassos, então temos grande dificuldade de ampliar por conta disso”.

“O atendimento a pacientes da Covid-19 mexe com a infraestrutura do hospital, porque são pacientes que não podem cruzar os outros doentes, então são equipes médicas diferentes, mas já estamos estudando a ampliação de algumas vagas”, completou.

OUTROS HOSPITAIS

No caso da Unimed, a informação era de que ao menos um paciente estava intubado no pronto atendimento ontem pela manhã, além de outros casos mais leves que também eram atendidos na emergência por não haver mais vaga.

O estabelecimento médico não confirmou a informação, mas também não negou. 

Em nota enviada pela assessoria de imprensa do hospital, a Unimed informou que todos os leitos de internação (clínicos e UTIs) destinados a pacientes confirmados com Covid-19 estavam ocupados.  

“No entanto, a singular já está tomando as devidas providências para que os beneficiários sejam atendidos com rapidez e eficiência, inclusive não descartando a abertura de novas vagas", diz trecho da nota. 

"A cooperativa médica segue fazendo um alerta à população para que mantenha o distanciamento social, a higiene adequada das mãos e o uso de máscaras, medidas fundamentais de cuidado e prevenção”, disse o hospital.

Conforme dados do Mais Saúde, além dos leitos para Covid-19, as unidades de terapia intensiva destinadas às outras enfermidades também estavam com 100% de ocupação ontem.

A situação também era semelhante no Proncor, onde todas as vagas em UTIs estavam ocupadas (tanto para Covid-19 como para outras doenças), assim como os leitos clínicos para pacientes da pandemia.  

Por causa disso, segundo o hospital, pacientes estavam internados na emergência, porém, nenhum intubado, apenas os casos mais leves.