Cidades

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Partidos têm 5 dias para indicar integrantes da CPI do SUS

Partidos têm 5 dias para indicar integrantes da CPI do SUS

Cícero Faria, Dourados

30/03/2010 - 20h49
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O presidente da Câmara de Vereadores de Dourados, Sidlei Alves (DEM), deu prazo de cinco dias para as bancadas partidárias indicarem os três integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que investigará a aplicação dos recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) no município. A investigação deverá abranger os dois últimos anos de mandado do ex-prefeito Laerte Tetila (PT) e os 14 meses do atual, Ari Artuzi (PDT). O objetivo é descobrir a causa do excesso de filas nos postos de saúde e o motivo da falta constante de medicamentos.

Depois que as bancadas indicarem os integrantes, o presidente instalará oficialmente a CPI, provavelmente na sessão da próxima segunda-feira. O pedido de instalação da comissão foi apresentado na semana passada pelo vereador Dirceu Longhi (PT) e subscrito por Gino Ferreira e Marcelo Barros, do DEM; e Délia Razuk (PMDB). Com o número mínimo de assinaturas alcançado, a instalação da CPI independe de aprovação no plenário.

Sidlei Alves garantiu na sessão desta semana, na noite de segunda-feira, que a Mesa da Câmara vai garantir a estrutura necessária para que o trabalho da CPI seja realizado sem interferências. "Tão logo os líderes confirmem os nomes, vamos instalar a comissão e garantir o respaldo para que esse trabalho seja realizado da forma que tem que ser", afirmou. "E quem for apontado culpado, que pague pelos erros", sentenciou.

O líder do prefeito na Câmara, Humberto Teixeira Júnior (PDT), que havia insinuado que poderia verificar se a criação da CPI era necessária, dentro das normas do Regimento Interno do Legislativo e da Lei Orgânica do Município, não tentou interferir no seu prosseguimento. "Vamos fazer um esforço para ver o que há na saúde", disse na tribuna.

Teixeira Júnior criticou, entretanto, o antecessor do atual prefeito, dizendo que o desmonte do atendimento primário do SUS na cidade começou com "o desmanche dos postos de saúde, porque o prefeito Tetila misturou tudo, os médicos das unidades básicas com as equipes do Programa de Saúde da Família (PSF)".

Outro integrante da "tropa de choque" de Artuzi, o vereador Edivaldo Moreira (PDT), não gostou que o deputado Geraldo Resende (PMDB) tenha se oferecido para depor na CPI da Saúde. Ele disse que Resende deveria fazer "a CPI dele", numa referência ao período em que o deputado foi secretario estadual de Saúde no governo de José Orcírio dos Santos (PT), quando, segundo o vereador, teve "mil falcatruas".

Marcelo Barros (DEM) defendeu que a CPI não ganhe clima eleitoral quando os políticos costumam "aliviar ou ser mais contundentes" em suas atitudes. "Não podemos deixar que o clima eleitoral tome conta de uma CPI que pretende resolver os problemas da saúde em Dourados", afirmou. Teixeira Júnior concorda: "a CPI não pode caminhar para o lado político", reforçou.

Cidades

BNDES financia R$ 1,98 bi para Bram construir 6 navios de apoio fretados pela Petrobras

O anúncio acontece um dia após a estatal assinar, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contratos para expansão da sua frota própria de gaseiros, barcaças e empurradores no estaleiro da Ecovix, no Rio Grande do Sul, no valor de R$ 2,8 bi

21/01/2026 19h00

Sede da Petrobrás

Sede da Petrobrás Imagem: Agência Petrobras

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor de R$ 1,981 bilhão para a Bram Offshore Transportes Marítimos construir seis embarcações híbridas de apoio marítimo à produção offshore de petróleo e gás, que serão afretadas pela Petrobras, informou o banco nesta quarta-feira, 21.

O anúncio acontece um dia após a estatal assinar, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contratos para expansão da sua frota própria de gaseiros, barcaças e empurradores no estaleiro da Ecovix, no Rio Grande do Sul, no valor de R$ 2,8 bilhões.

Já as embarcações de apoio financiadas pelo BNDES decorrem de contratos da Petrobras para afretamento por 12 anos, e serão utilizadas para o transporte de suprimentos entre as plataformas de perfuração ou produção em alto mar e as bases em terra. A construção será no Estaleiro Navship, em Navegantes, Região Metropolitana da Foz do Rio Itajaí, em Santa Catarina.

A propulsão dos navios será híbrida, do tipo diesel-elétrica, com bancos de baterias que fornecerão energia suficiente para que, sem outra fonte, sejam capazes de manter a embarcação em posição por um tempo preestabelecido. Também serão dotadas de conector elétrico capaz de receber energia diretamente do porto, quando atracadas.

"O apoio do BNDES contribui para desenvolver e capacitar com emprego de tecnologias mais avançadas o parque nacional de estaleiros, a partir da produção de embarcações com banco de baterias e motores elétricos, que reduzem as emissões de gases de efeito estufa", afirmou em nota o presidente do banco, Aloizio Mercadante.

Segundo o BNDES, os recursos virão do Fundo da Marinha Mercante (FMM). A Bram vai adquirir, até julho de 2028, 6 embarcações da classe PSV 5000. Com o projeto, a expectativa é de criação de 620 empregos diretos no estaleiro durante a construção das embarcações e de 190 empregos diretos na Bram na fase operacional delas.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira, 21, no Estaleiro Navship, pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, em cerimônia com a presença da diretora de Infraestrutura e Mudança Climática do BNDES, Luciana Costa.

"Esse tipo de investimento só acontece em um País que voltou a ter estabilidade econômica e confiança para investir. O resultado não poderia ser melhor: estaleiros cheios, mais de 50 mil empregos gerados no setor em 2025 e o fortalecimento da nossa economia", disse na ocasião o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

A Bram Offshore Transportes Marítimos Ltda é uma empresa do grupo americano Edison Chouest, de capital fechado, com presença no Brasil desde 1991. Atualmente, é a maior companhia de apoio offshore do país, operando uma frota de 77 embarcações.

Ponta Porã

Fronteira: PF deflagra operação contra uso irregular de substâncias químicas

Investigação foi iniciada com a apreensão de caminhõestanque

21/01/2026 18h20

Foto: Divulgação

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A Polícia Federal realizou nesta quarta-feira (21), uma operação contra empresas suspeitas de utilizar estruturas de fachada para o manuseio irregular de substâncias química, ação realizada em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai.

A investigação foi iniciada com a apreensão de caminhõestanque, que transportavam líquido transparente identificado como NAFTA, comumente empregada na adulteração de combustíveis. 

A ação contou com o apoio de fiscais da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e cumpriu mandados de busca e apreensão e a suspensão de atividades ilegais.

Operação visa prevenir práticas ilícitas, proteger o consumidor e fortalecer a coleta de provas para o aprofundamento das investigações. As apurações seguem em andamento, sob sigilo.

A substância apreendida estava em desacordo com as notas fiscais. Há indícios de que o líquido era carregado e armazenado clandestinamente em imóveis ligados às empresas investigadas.

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