Especial Coronavírus (COVID-19) - Leia notícias e saiba tudo sobre o assunto. Clique aqui.

TRANSPORTE COLETIVO

Passageiros reclamam, mas utilizam máscaras no primeiro dia de uso obrigatório em ônibus

Ainda há aglomerações de pessoas na hora do embarque em terminais
04/05/2020 11:44 - Gabrielle Tavares


 

O uso de máscaras no transporte público de Campo Grande passou a ser obrigatório a partir de hoje (4), após decreto da prefeitura publicado na quinta-feira (30). A máscara pode ser descartável, reutilizável ou de fabricação caseira.

A prefeitura organizou equipes para fazer orientação e distribuição de máscaras nos terminais. Nesta segunda, a abordagem ocorreu nos terminais no Guaicurus, Bandeirantes e Júlio de Castilho. Na terça-feira (3) será a vez do Terminal General Osório e e dos pontos de integração Hércules Maymone e Moreninhas. Já na quarta-feira (6), a ação acontece nos terminais Aero Rancho, Nova Bahia e Morenão.

A maioria das pessoas que circulavam na manhã de hoje no terminal Morenão usavam máscaras, conforme apontou o fiscal da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), Thomas Macedo. “Hoje mesmo eu abordei um rapaz que estava sem, mas ele me disse que estava com problemas de saúde e precisava ir até o CEM [Centro de Especialidades Médicas], aí comprei uma máscara com meu dinheiro mesmo e dei para ele. Têm pessoas que dá para ver que não tem condições de comprar, ainda mais com problemas de saúde, então a gente se compadece”, contou.

A fiscalização permanece no terminal abordando as pessoas que estão sem o equipamento de biossegurança, e Macedo afirma que já até presenciou passageiros doando máscaras para quem estava sem e não conseguia embarcar nos ônibus. “Os motoristas estão orientados a não deixar entrar, de vez em quando alguém vai comer alguma coisa e tira, mas fora isso fiquei até surpreso com a adesão”.

 
 

Apesar de a maioria estar com as máscaras, ainda há aglomerações de pessoas esperando o transporte coletivo e na hora de embarcar nos veículos. “O problema é o espaçamento das filas, as pessoas não respeitam. A gente pede, mas o pessoal não obedece, quando chega o ônibus todo mundo corre junto”, explicou o fiscal.

 

Passageiros informaram que presenciaram pessoas sem utilizar máscaras dentro dos transportes coletivos nos bairros, como é o caso da vendedora Diane Aveiro, “os motoristas estão parando, hoje mesmo eu presenciei um motorista dando a máscara para um senhor que estava sem”, ressaltou. A irmã dela, Thayane Aveiro reforçou a informação, “no ônibus que eu peguei hoje tinha um casal sem máscaras no fundo”.

As duas irmãs, que trabalham juntas em uma auto escola, não gostam de usar o adereço, mas acham que é importante mesmo assim, “a gente usa porque é obrigado, mas faz diferença sim”, explicou Thayane. Elas utilizam o transporte público diariamente para chegar no local de trabalho, mas Diane diz que não teme pegar a doença, só tem medo pelas pessoas do grupo de risco, “eu não estava usando antes, comecei hoje. Acho muito desconfortável, mas como é obrigado eu uso”.

 
 

O vendedor ambulante conhecido como “Edi do Terminal”, que trabalha no Morenão, disse que a venda de máscaras não alcançou suas expectativas, “Achei que ia vender mais, todo mundo já veio de máscara”. O comerciante tem medo de ficar exposto, relatou que só sai para trabalhar com o equipamento de biossegurança, mas que antes do decreto não eram todos que utilizavam a máscara. “Tinha gente que não vinha, tinha vergonha, mas aos poucos a maioria começou a usar. Hoje já aumentou muito”.

A passageira Elenir Pereira da Fonseca Moraes disse que se sente mais segura com todos utilizando o equipamento, mas que não gosta de usar. Quando foi abordada pela redação estava sem a máscara, mas colocou logo em seguida. “É bem melhor, a gente nunca sabe quem está com a doença, ai usando máscara já evita um pouco. Eu não gosto de usar, tranca a respiração, mas é importante. O problema é grave, então tem que usar”.

O descumprimento das medidas pode acarretar responsabilização civil, administrativa e penal. A fiscalização caberá à Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran). O infrator pode ser enquadrado em crimes contra a saúde pública e contra a administração pública, como causar epidemia ou infringir medida sanitária preventiva, e de desobediência. As penas vão de multa à cadeia.

 

Felpuda


Falatório e atitude de membro da família acenderam a luz vermelha no “QG” de candidato, pois poderão causar muitos estragos. 

A tropa de choque de defensores do candidato a prefeito já foi colocada em campo e só falta falar que os genes de ambos são diferentes. 

E com relação ao dito-cujo, sabe-se que deverá ser orientado a “baixar a bola” nos próximos dias, mais precisamente até o término da campanha eleitoral.

Afinal...