Cidades

Semana do Peixe

Pescado do Caminhão do Peixe é vistoriado por universidade

Parceria reforça controle de qualidade de alimento oferecido na Semana do Peixe

DA REDAÇÃO

15/10/2015 - 10h42
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Até o próximo domingo acontece a Semana do Peixe, um evento da Prefeitura de Dourados em que a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) participa como colaboradora. Professoras dos cursos de Zootecnia, Engenharia de Alimentos e de Nutrição da UFGD estão avaliando a qualidade desde a criação dos peixes até o momento em que eles estão sendo oferecidos aos clientes da feira.

Os festivais de comercialização de peixe são parte do patrimônio cultural da cidade de Dourados. No entanto, nos anos de 2013 e 2014, essas festas foram prejudicadas, devido à forma de venda do peixe ser considerada inadequada. O Ministério Público Estadual considerou que essas feiras não deveriam oferecer peixe vivo, uma vez que os animais eram mortos em público, sem o procedimento correto. Somado a isso, uma resolução da Secretaria Municipal de Agricultura, Indústria e Comércio havia também impedido a venda de peixe que não tivesse sido abatido em frigoríficos.

Diante dessa situação difícil, a Universidade Federal da Grande Dourados, Prefeitura de Dourados, Embrapa e associações de piscicultores uniram forças para que as festas de comercialização de peixe não ficassem no passado.

PESCADO FRESCO

A solução foi providenciar condições para comercializar o que se chama de "pescado fresco". É considerado pescado fresco o peixe que não passa por um processo para ficar armazenado por muito tempo, que é vendido com as vísceras e é resfriado entre -0,5 a –2ºC. Também pode ser considerado pescado fresco o peixe com as vísceras e congelado, armazenado em temperaturas inferiores a –25ºC.

No caso da Feira do Peixe de Dourados, serão vendidos peixes resfriados. "Além da fiscalização da Vigilância Sanitária, nós também vamos fazer uma avaliação da qualidade do peixe que está sendo vendido nessas feiras. Avaliamos a temperatura em que eles estão sendo conservados e expostos, o PH do peixe, e aspectos organolípticos como a aparência das escamas, dos olhos, da pele, da guelra, o odor, o grau de firmeza da musculatura e se há algum dano da musculatura. Esses parâmetros nos indicam qual é o peixe fresco que está adequado para consumo", informa a professora Angela Dulce Cavenaghi Altemio, do curso de Engenharia de Alimentos.

Além de fiscalizar a produção e venda do pescado, a UFGD participa da Semana do Peixe oferecendo uma oficina gastronômica. A professora do curso de Nutrição, Bruna Menegassi, vai ensinar a fazer lasanha, escondidinho e quibe assado com carne mecanicamente separada de pintado. A oficina é gratuita e vai acontecer na sexta-feira, dia 16, das 8 às 12 horas, na Fazendinha do Sindicato Rural de Dourados.

LOCAIS DE VENDA

Quarta-feira, 14 de outubro, na Praça do Cinquentenário até 17 horas.
Quinta-feira, 15, feira do Parque Alvorada, das 8 às 20 horas.
Sexta-feira, 16, feira do CEPER 3º Plano, das 8 às 16h30.
Sexta-feira, 16, feira do Isidro Pedroso, das 17 às 21 horas.
Sábado, 17, no Parque Antenor Martins, das 8 às 17 horas.
Sábado, 17, na Feira Central da Rua Cuiabá, das 8 às 21 horas.
Domingo, 18, das 8 às 12 horas, no Parque Antenor Martins, na Feira Central da Cuiabá e no Parque Rego D'água.

Cidades

Lei que reajusta incentivo estadual deve beneficiar mais de 7 mil agentes de saúde em MS

Texto foi aprovado pela Assembleia Legislativa e aguarda sanção de Eduardo Riedel

17/07/2024 10h45

Wagner Guimarães/Alems

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Foi aprovado, durante a última sessão ordinária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) antes do recesso parlamentar, o Projeto de Lei que tem como objetivo reajustar o valor do incentivo estadual pago a agentes públicos da saúde. O texto agora aguarda sanção do governador do Estado, Eduardo Riedel.

O incentivo deve ir de 50 para 100% do salário mínimo vigente, e será composto de um valor fixo equivalente a 15% do salário mínimo vigente, acrescido de um valor variável de forma escalonada até o ano de 2026, da seguinte forma:

  • até 55% do salário mínimo vigente de julho de 2024 a dezembro de 2024, de acordo com o cumprimento dos indicadores de produção; 
  • até 70% do salário mínimo vigente de janeiro de 2025 a dezembro de 2025, de acordo com o cumprimento dos indicadores de produção;
  • até 85% do salário mínimo vigente de janeiro de 2026 a dezembro de 2026, de acordo com o cumprimento dos indicadores de produção.

 Estão inclusos na proposta os servidores que exercem a função de Agente Comunitário de Saúde, Agente de Controle de Endemias, Agente de Saúde Indígena, Agente de Saúde Pública, Agente de Vigilância Epidemiológica e de Guarda de Endemias.

O acréscimo para os Agentes de Saúde Indígenas será repassado do Fundo Estadual de Saúde diretamente para a instituição responsável pela contratação desses profissionais, observadas as disposições legais aplicáveis para efetivação desse repasse, e para os servidores com vínculo estadual (Guardas de Endemias e ou Agentes de Saúde Pública), lotados na Coordenação Estadual de Controle de Vetores, será implementado diretamente pelo Poder Executivo Estadual.

Confira a proposta completa aqui.

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BONITO

Som alto e festas eletrônicas duradouras devem acabar, recomenda MP

No Diário Oficial do órgão desta quarta-feira (17), justificativas como poluição sonora, cancelamento de reservas e diárias em hotéis e "tática de guerra" foram usadas para embasar tal recomendação

17/07/2024 10h30

MPMS recomendou o fim de festas duradouras e com som alto acima dos limites estabelecidos em Bonito

MPMS recomendou o fim de festas duradouras e com som alto acima dos limites estabelecidos em Bonito Foto: Reprodução

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O Ministério Público do Mato Grosso do Sul (MPMS), através do Diário Oficial da entidade desta quarta-feira (17), recomendou à Prefeitura Municipal de Bonito não autorizar a realização de festas duradouras e com som alto fora do horário e acima dos decibéis estabelecidos por lei.

Para justificar tal recomendação, o órgão estadual argumenta que as atividades barulhentas podem ser prejudiciais à saúde humana e de animais, que sofrem com sons acima dos 60 dB, além de sofrer consequências mais graves, como a possibilidade de ataque cardíaco com sons acima dos 70 dB.

Outro motivo seria o desconforto causado pelas “Tendas Eletrônicas”, que seriam armadas no gramado da Praça do Rádio, uma zona predominantemente urbana e “fora do perímetro geográfico oficial do Festival de Inverno de Bonito e do calendário oficial do evento”. Ainda sim, a de se considerar que a Praça do Rádio de Bonito é um espaço público localizado em área urbana residencial a 6 metros de distância de casas e sem qualquer barreira acústica, tendo a constante presença de idosos e crianças na região.

Ademais, ainda segundo a determinação, a tenda abrigou, por dois anos consecutivos (2022 e 2023), eventos do tipo “festa rave”, com duração de 14 horas ininterruptas, ou seja, sem intervalo de silêncio, começando meio-dia e terminando após a meia-noite. Consequentemente, isso acarretou no incômodo de moradores próximo ao local, já que os sons eram de caráter repetitivos, hipnóticos e torturante.

Além disso, o Ministério Público também reforça que os sons altos duradouros acarretaram no cancelamento de reservas e diárias em hotéis e pousadas próximas à região, trazendo malefícios à economia e turismo da cidade sul-mato-grossense. 

O MPMS ainda disponibilizou, como forma de exemplificar os “sons torturantes”, uma reportagem do jornal inglês BBC, do qual conta como os estado-unidenses usaram a música alta para torturar o líder panamenho Manuel Noriega, como uma “tática de guerra”.

Após essas considerações, o Ministério Público recomendou à Prefeitura Municipal de Bonito e suas respectivas secretarias a não concessão de alvará, licença ou qualquer tipo de autorização para a prática dessas atividades, com sons descritos como hipnóticos e psicodélicos, fora do horário e limites permitidos por lei (até 55 decibéis entre 7h e 20h e de 50 decibéis ou mais nos demais horários), além de não poderem ser de maneira ininterrupta (sem intervalos de silêncio em dias consecutivos) e em espaços públicos próximos à áreas residenciais.

Além disso, sugere-se a equipagem dos órgãos fiscalizadores responsáveis com aparelhos medidores de som, os chamados sonômetros, a fim de garantir a obediência aos limites impostos por lei, para que então os devidos “criminosos” sejam punidos. Por fim, o MPMS deu o prazo de 15 dias para a resposta do executivo municipal e das secretarias envolvidas, reforçando que, caso as autorizações sejam concedidas para a prática dessas atividades ilegais, os responsáveis serão notificados pelos “eventuais danos e prejuízos causados à população impactada”.

Em resposta, a Prefeitura de Bonito afirmou que irá analisar junto ao prefeito, Silvio Mauro Rodrigues Mota, e as devidas secretarias.

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