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Petroleira britânica promete limpeza de poluição por óleo

Petroleira britânica promete limpeza de poluição por óleo

Redação

04/05/2010 - 07h52
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LONDRES

A petroleira britânica British Petroleum (BP) reconheceu a responsabilidade pela limpeza da poluição provocada pelo vazamento de petróleo de uma plataforma que afundou na costa sul dos Estados Unidos, o que gerou uma enorme mancha no Golfo do México.
A gigante do setor de energia se comprometeu, ontem, a pagar “todos os custos necessários e apropriados de limpeza” pelo vazamento de óleo ocorrido no Golfo do México. A declaração ocorre após a administração dos EUA exigir que a BP faça mais para lidar com o vazamento, que ameaça uma grande área da costa da Luisiana. Segundo o governo do presidente Barack Obama, a responsável pelo vazamento é a companhia.
No domingo, em visita à Louisiana, Obama advertiu que o vazamento ameaça se transformar em um “desastre ambiental gigantesco e sem precedentes”. O tamanho da mancha foi estimado em 50 quilômetros de extensão.
Ainda não há estimativas definitivas sobre a quantidade de óleo que pode vazar, mas o número final poderia ultrapassar o do navio Exxon Valdez, que em 1989 derramou 42 milhões de litros de petróleo, no maior vazamento do tipo na história dos EUA.
Responsabilidade
“A BP assume a responsabilidade por responder ao vazamento de óleo da (plataforma) Deepwater Horizon. Nós vamos limpá-lo.” A empresa se comprometeu ainda a analisar todos os pedidos de compensação “rapidamente” e pagá-los quando forem justificados.
O óleo começou a vazar no Golfo do México após uma explosão no dia 20 de abril. Agora, uma grande mancha de óleo se dirige à costa dos EUA. O custo do desastre ambiental é estimado em vários bilhões de dólares.
“A BP montou um processo robusto para lidar com as alegações resultantes do incidente com a Deepwater Horizon”, garante a empresa, no comunicado divulgado em seu site. A companhia afirma estar “comprometida a pagar as alegações legítimas e objetivamente verificáveis por outras perdas e danos causados pelo vazamento”.
A explosão da semana passada matou 11 homens e iniciou o vazamento. O acidente macula a imagem de uma companhia mais verde que a BP tenta manter. Em 2005, houve nos EUA uma explosão de uma refinaria da BP que matou mais de dez pessoas.

Clima
O clima mais ameno ontem incentivou as equipes de trabalho a avançar nos esforços para conter a enorme mancha de petróleo que vazou no Golfo do México, mas uma mudança nos ventos também aumentou o risco para os turistas nas praias da Flórida.
Três dias de tempestades impediram o uso de dispersantes químicos e a ida de navios ao alto-mar para tentar conter a mancha. Mas a previsão de tempo melhorou e um exército de 2,5 mil trabalhadores está preparado para aproveitar a oportunidade e instalar mais barreiras protetoras e talvez reativar as operações de queima.
“O clima naquela região está para menos vento e marés mais baixas, sendo que a direção do vento está para o sudeste”, disse o último relatório da Guarda Costeira americana.
Com a mancha migrando para o nordeste, as praias turísticas de Flórida Panhandle estão em maior risco e as autoridades disseram que os planos preveem a abertura de uma segunda base aérea para tratar da dispersão da mancha. “É apenas uma medida preventiva, para que nós possamos atacar esse problema de qualquer lado que seja necessário”, disse o funcionário da Guarda Costeira Curtis Thomas.
O relatório da Guarda Costeira confirmou que ainda não foram confirmados impactos provocados pelo petróleo na costa dos Estados Unidos, embora não tenha sido possível realizar sobrevoos no final de semana por causa das tempestades.

PRISÃO

Polícia prende filho que matou o pai em Campo Grande

O crime ocorreu no domingo (18), após o o filho do criminoso chutar uma bola na casa do avô e o mesmo não devolvê-la

21/01/2026 17h00

Crime foi cometido na frente de crianças

Crime foi cometido na frente de crianças Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A Polícia Civil prendeu, na tarde desta quarta-feira (21), Adriano do Couto Marques, de 40 anos, acusado de matar o próprio pai, Romário Paes Cardoso, com cinco tiros na cabeça, no bairro Jardim Colúmbia, no último domingo (18), após uma discussão familiar.

Embora pai e filho morassem em imóveis vizinhos, a relação entre eles era conturbada. No domingo, a discussão começou após uma bola, chutada pelo filho do criminoso, cair no terreno do avô, o que desencadeou o desentendimento que culminou no homicídio.

Após o crime, o Adriano fugiu levando a arma de fogo utilizada. Na tarde de ontem (20), ele compareceu à delegacia, porém não foi preso naquele momento, pois a Polícia Civil aguardava a decisão judicial do pedido de prisão preventiva, formulado por Bárbara Alves, delegada responsável pela investigação.

No decorrer das apurações, familiares da vítima passaram a rondar a residência de parentes da esposa do investigado, o que gerou preocupação das autoridades quanto à possibilidade de novos episódios de violência.

O homem foi indiciado por homicídio qualificado pelo motivo fútil e por posse ilegal de arma de fogo de uso permitido.

Crime

Um homem, identificado como Romário Paes Cardoso, foi morto a tiros na cabeça, disparados pelo próprio filho, na tarde deste domingo (18), na Rua Guia Miçu, no Jardim Columbia, em Campo Grande.

De acordo com o delegado de Polícia Civil, Felipe Rossato, informações preliminares, apuradas no local com testemunhas, apontam que a discussão que culminou no assassinato começou por conta de uma bola.

Pai e filho eram vizinhos, e moravam em terrenos e casas separadas, mas uma ao lado da outra.

No fim da manhã, o filho do suspeito, que é neto da vítima, estava brincando de bola no quintal, quando em determinado momento a bola acabou indo parar na casa do avô, que se recusou a devolver.

O pai da criança, filho da vítima, foi então até a casa do pai tirar satisfações, quando se iniciou a discussão.

"Parece que o avô já tinha uma rixa com o filho e parece que eles se negaram a devolver essa bola. Se iniciou uma discussão e, a partir dessa discussão, o autor foi em casa, pegou a arma de fogo e efetuou alguns disparos contra a vítima", disse o delegado.

Ainda conforme o delegado, a perícia irá dizer quantos disparos foram efetuados, mas que teriam sido "vários".

"A informação que eu tenho é que ele deu o primeiro disparo, quando percebeu que não estava morto, estava agonizando, ele deu mais disparos", acrescentou Rossato.

O crime aconteceu na frente de várias crianças e os tiros foram disparados na cabeça da vítima. 

O Corpo de Bombeiros chegou a ser acionado, mas quando chegou ao local o homem já estava morto.

Após o homicídio, o filho fugiu em uma moto e, até a publicação desta reportagem, não foi localizado. Equipes do Grupo de Operações e Investigações (GOI) da Polícia Civil fazem buscas pelo suspeito.

De acordo com o delegado Felipe Rossato, informações preliminares de testemunhas, que ainda serão apuradas, é de que o pai era um homem violento e já teria passagem por homicídio, enquanto o filho também foi apontado como uma pessoa violenta, mas sem registro policial. 

"São informações preliminares, a gente não fez checagem, eu não fiz nenhuma consulta ao sistema e não posso confirmar nenhuma passagem que ele tem", ressaltou Rossato.

O caso será registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac), mas deverá ser redistribuído posteriormente para investigação da delegacia da área.

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Cidades

Famílias têm 30 dias para evitar exumação no Cemitério Santo Amaro

Familiares devem procurar a administração do local para tratar de pessoas enterradas em sepulturas temporárias cujo prazo venceu

21/01/2026 16h44

Crédito: Bruno Henrique / Arquivo / Correio do Estado

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A Prefeitura Municipal de Campo Grande publicou, no Diogrande desta quarta-feira (21), um aviso para que familiares que possuem entes sepultados em jazigos temporários se apresentem no Cemitério Santo Amaro.

A notificação foi feita pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), que informou que essas sepulturas possuem prazo de concessão de cinco anos.

Como o período venceu, os familiares de pessoas enterradas nos lotes que constam na publicação têm prazo de até 30 dias úteis, contados a partir da data da publicação, para procurar a administração do cemitério.

Cabe aos familiares informar o que desejam que seja feito após a exumação dos restos mortais.

Caso ninguém compareça dentro do prazo, a pasta irá prosseguir com a exumação, e os restos mortais serão encaminhados ao ossuário coletivo, sem necessidade de nova comunicação à família.

Os restos mortais serão devidamente embalados, lacrados e identificados, respeitando a dignidade e a memória dos falecidos.

Na edição do Diogrande desta terça-feira (20), também houve outra lista de convocações relacionadas a pessoas enterradas nos cemitérios Santo Amaro e São Sebastião, popularmente conhecido como Cemitério Cruzeiro.

Nesse caso, a convocação refere-se à regularização cadastral e à correção de irregularidades operacionais identificadas.

A publicação divulgou o nome dos titulares dos terrenos, sendo cerca de 52 convocados a comparecer ao Cemitério Cruzeiro e mais de 100 ao Cemitério Santo Amaro para regularizar pendências.

Para conferir as edições do Diogrande, basta clicar aqui e selecionar a data correspondente para verificar se o ente consta na lista divulgada.

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