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Operação

PF investiga fraude de R$ 180 mi no Postalis, fundo de pensão dos Correios

PF investiga fraude de R$ 180 mi no Postalis, fundo de pensão dos Correios

FOLHAPRESS

17/12/2015 - 08h33
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A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (17) a Operação Positus, que investiga fraudes na gestão de recursos do Postalis, o fundo de pensão dos Correios, que podem chegar a R$ 180 milhões.

São cumpridos sete mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, em São Paulo, em Belém (PA) e em João Pessoa (PB), além de um mandado de prisão.

De acordo com a PF, o mandado de prisão é contra o principal investigado, ex-gestor dos fundos de investimento de recursos do Postalis, que estaria vivendo nos Estados Unidos. Ainda segundo a PF, ele requereu passaporte italiano em Miami e há dois meses viajou para a Espanha.

Como o investigado não foi localizado, seu nome foi incluído na lista vermelha de procurados internacionais da Interpol. As polícias americana e italiana, além da Interpol, trabalham em cooperação com a PF para prendê-lo.
Na operação, foram bloqueados imóveis dos investigados, visando futuro ressarcimento dos prejuízos causados aos fundos.

"O inquérito policial foi instaurado em 2012 e identificou que dois fundos de investimentos do Postalis, contendo mais de R$ 370 milhões em recursos aplicados, foram geridos de forma fraudulenta. As transações eram ordenadas por uma administradora de valores com sede em São Paulo, porém, executadas na cidade de Miami, nos Estados Unidos", informou a PF.

A PF afirma que uma corretora americana comprava títulos do mercado de capitais, que os revendia por um valor maior para empresas com sede em paraísos fiscais ligadas aos investigados. Depois, os títulos eram adquiridos pelos fundos do Postalis, com aumento ainda maior no valor do título.

"Assim, em um período de poucos dias e, sem justificativa, a aquisição era feita por um preço mais de 60% maior do que o real valor de mercado", diz a PF.

Os mandados de busca visam localizar novas provas e identificar o destino dos recursos desviados. Os investigados poderão responder por crimes de gestão fraudulenta de instituição financeira, apropriação de recursos de fundos e lavagem de dinheiro, com penas que variam de 2 a 12 anos de prisão.
A operação chama-se Positus 1. Positus é o nome dado aos postos de correio situados ao longo dos caminhos para dar descanso a mensageiros.

Polícia Federal

Operação contra grupo que vendia medicamentos falsificados tem alvos em MS

Criminosos teriam vendido R$ 11 milhões em imunoglobulina falsa para órgãos públicos no estado do Paraná

20/06/2024 11h30

Divulgação: PF

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A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (20) a Operação Counterfeit, que tem como objetivo desarticular uma rede criminosa especializada na venda de medicamentos falsificados para órgãos públicos. Os criminosos teriam vendido R$ 11 milhões em imunoglobulina falsificada, que era fornecida ao Hospital Geral de Curitiba, na capital do Paraná.

Os mandados estão sendo cumpridos em dez municípios de cinco estados, sendo três destes municípios de Mato Grosso do Sul: Corumbá, Ladário e Campo Grande.

As investigações tiveram início com a Polícia Civil do Estado do Paraná, que apontou que uma empresa fornecedora de medicamentos estaria envolvida no fornecimento de medicamentos falsificados. A empresa havia vencido uma licitação em 2022, para fornecer imunoglobulina ao Hospital Geral de Curitiba. O medicamento é utilizado principalmente para tratar defeitos na produção e na qualidade de anticorpos dos pacientes.

Após a denúncia, a Polícia Federal apreendeu os medicamentos e confirmou a falsificação.

Em nota, a instituição afirmou que a falsificação era completa, desde as caixas até a sua composição, na qual se constatou a ausência de imunoglobulina, como deveria conter.

De acordo com as investigações, os remédios falsificados tinham origem na Bolívia. Dois estrangeiros, um deles estudante de medicina, foram identificados como os principais suspeitos pela comercialização dos medicamentos.

Os envolvidos estão sendo investigados por crimes como associação criminosa, fraude à licitação e falsificação de medicamentos.

Para quê é usada a Imunoglobulina Humana*?

Em estados de imunodeficiência e desordens imunológicas e inflamatórias: é responsável por promover a imunização passiva em pacientes com agamaglobulinemia congênita (doença hereditária  em que os doentes não possuem a capacidade de produzir anticorpos), hipogamaglobulinemia e imunodeficiência combinada.

Também pode provocar efeitos benéficos em pacientes sintomáticos e assintomáticos infectados por HIV (vírus da imunodeficiência humana), após transplante de medula óssea e com leucemia linfocítica crônica.

Em casos de desordens imunológicas e inflamatórias: é utilizada para controlar doenças como púrpura trombocitopênica idiopática (PTI), Síndrome de Kawasaki e Síndrome de Guillain-Barré.

Outros usos: ela também pode ser usada em terapia combinada com antibióticos ou antivirais apropriados para prevenir ou modificar agudas infecções bacterianas e virais graves.

*Com informações de Consulta Remédios

Mandados em dez municípios

Estão sendo cumpridos 15 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva, além de sequestro de bens, nas seguintes cidades:

  • Curitiba/PR;
  • Francisco Beltrão/PR;
  • Corumbá/MS;
  • Ladário/MS;
  • Campo Grande/MS;
  • Birigui/SP;
  • São Caetano do Sul/SP;
  • Rio de Janeiro/RJ;
  • Nova Iguaçu/RJ e
  • Jacobina/BA.

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MATO GROSSO DO SUL

Assembleia busca Justiça para barrar aumento de pedágio na BR-163

Estratégia dos deputados de Mato Grosso do Sul é tentar suspender o encarecimento enquanto a repactuação da concessão não for concluída

20/06/2024 11h01

Parlamentar diz que BR está em estado

Parlamentar diz que BR está em estado "precário", com trechos inclusive sem o devido funcionamento de radares de velocidade e pede suspensão do aumento Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Enquanto repactuação da concessão do trecho sul-mato-grossense da BR-163 não for concluída, os deputados da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, que acompanham a situação em comissão específica, decidiram buscar a Justiça para tentar barrar os aumentos nas tarifas de pedágios nas praças da CCR MSVia. 

Formada pelos deputados Pedrossian Neto, Júnior Mochi (MDB), Roberto Hashioka (União) e Mara Caseiro (PSDB), a chamada Comissão de Representação de Acompanhamento da Repactuação da Concessão da BR-163 decidiu ingressar com ação judicial. 

A comissão se reuniu ainda nesta quinta-feira (20), quando foi tomada a deliberação e encaminhado o via ofício o pedido para a presidência da Casa de Leis, para que a Assembleia Legislativa possa intervir como 'amicus curiae' - termo derivado do Latim que em tradução livre significa amigo da corte ou amigo do Tribunal - no processo. 

Conforme esclareceu Mochi durante leitura hoje (20), há cerca de sete meses o processo está paralisado no Tribunal de Contas da União (TCU), sendo que mais recente o pedágio subiu mais de 3%

"Solicitamos que a AL tome as providências. Acreditamos que essa intervenção é crucial para representar os interesses da população sul-mato-grossense e garantir correta fiscalização e execução do contrato de concessão da BR-163", disse Mochi. 

Segundo o parlamentar, para além do aumento, a rodovia encontra-se em um estado "precário" de conservação, com trechos inclusive da BR-163 sem o devido funcionamento de radares de velocidade. 

Para Júnior Mochi, justamente esse fator é o que contribui para acidentes "alguns fatais", e que motivou o grupo a adotar medidas judiciais para coibir qualquer tipo de aumento no pedágio, incluindo o ajuste recente.

Cabe lembrar que, no início de setembro de 2023, o deputado estadual Pedro Pedrossian Neto chegou a apelar ao Ministério Público Federal (MPF) - após a CCR conseguiu reajuste de 16,82% - que o preço da tarifa fosse reduzido. 

Entenda

Na rodovia 163 em Mato Grosso do Sul há um total de nove praças de pedágio e, mais recente, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) autorizou - ainda na semana passada - a correção da inflação entre abril de 2023 e abril de 2024.

Ou seja, se consideradas as tarifas básicas para veículos de passeio, os valores de pedágio passaram a variar entre R$ 6,20 a R$ 9,40, enquanto no caso de caminhão com reboque e caminhão-trator com semirreboque, o preço vai de R$ 37,20 a R$ 56,40.

Segundo tabela da CCR MSVia, os novos valores válidos a partir de 14 de junho seriam: 

Ainda em 2014 a rodovia que passa por 21 municípios sul-mato-grossenses foi privatizada, com a promessa de uma duplicação total, sendo que apenas 150 quilômetros haviam sido duplicados até então. 

Administradas pela CCR MSVia, as praças de pedágio da BR-163 em Mato Grosso do sul ficam nos seguintes municípios: 

  • Campo Grande,
  • Mundo Novo,
  • Itaquiraí,
  • Caarapó,
  • Rio Brilhante,
  • Jaraguari,
  • São Gabriel do Oeste,
  • Rio Verde de Mato Grosso,
  • Pedro Gomes.

Como esclarece a ALMS, relicitação da concessão da BR-163/MS foi desmembrada em dois trechos distintos, rotas batizadas como "do Pantanal" e "do Tuiuiu". 

A Rota do Pantanal seria o trecho que compreende de Campo Grande à divisa com Mato Grosso, enquanto a do Tuiuiu, de Campo Grande à divisa do Paraná e do entroncamento da BR-267 até a divisa com São Paulo, frisa nota publicada pela Casa de Leis.  

**(Colaborou Glaucea Vaccari)

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