Cidades
PANDEMIA

Anvisa autoriza que Pfizer dobre número de voluntários em testes para vacina

Ampliação no número de participantes, de 1.000 para 2.000, aumentará também diversidade da população envolvida; portadores de HIV e hepatite irã participar

Marcos Pierry

18/09/2020 16:45

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta sexta-feira, 18, que o número de voluntários brasileiros participantes dos estudos para a vacina da Pfizer e da BioNTech contra a covid-19 seja dobrado. Com a permissão, o número de participantes passou de mil para 2 mil. 

A faixa etária dos voluntários também foi ampliada e, agora, os testes serão feitos em pessoas com mais de 16 anos.
A vacina BNT162 está sendo testada em São Paulo e na Bahia. Segundo a Anvisa, o laboratório recebeu, na semana passada, autorização para incluir um novo local de fabricação das doses que estão sendo usadas nos testes. 

A agência informou que a solicitação de ampliação de voluntários é um procedimento comum em testes clínicos.
"Graças ao empenho e dedicação dos centros de pesquisas participantes, a companhia decidiu expandir o número de participantes brasileiros no estudo em mais mil pessoas, totalizando assim 2 mil voluntários participantes", informou, em nota, a Pfizer.
 

O laboratório informou que vai expandir o número de participantes do estudo para a vacina, chegando a cerca de 44 mil participantes, e disse que já fez a solicitação para a Food and Drugs Administration (FDA), agência norte-americana responsável pela regulação de medicamentos e alimentos.
 

"A expansão da proposta permitirá aumentar ainda mais a diversidade da população participante e incluir adolescentes de até 16 anos de idade e pessoas com HIV estável e crônico, hepatite C ou infecção por hepatite B, bem como fornecer mais dados de segurança e eficácia."

Vacina de Oxford

Nesta semana, a agência autorizou a inclusão de mais 5 mil voluntários brasileiros nos estudos da vacina contra a covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica AstraZeneca. Com a autorização, o número de participantes também dobrou. A solicitação foi feita pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que coordena os estudos no Brasil.