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Luto

Pioneiro do rádio no Estado, morre Nasrala Siufi, o Nassura

Ele foi o primeiro diretor de rádio de Campo Grande e faleceu nesta quinta

ALINY MARY DIAS E VÂNYA SANTOS

10/12/2015 - 08h51
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Empresário e pioneiro em rádio no Estado, Nasrala Siufi, conhecido como Nassura, morreu nesta quinta-feira (10) aos 88 anos. Ele sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) em São Paulo e será sepultado ainda hoje na capital paulista.

Nassura foi um dos principais personagens que contribuiu com o progresso do rádio em Campo Grande. Ele costumava dizer que nasceu com a PRI-7 porque com 10 anos já cantava nos programas da emissora, e quando começou a trabalhar, a PRI-7 tinha um auditório com mais de mil lugares localizado na Galeria São José, onde Nassura fazia programas de auditório comandado por Sabino Presa, esses programas lotavam os auditórios todos os domingos.

Depois dos programas de auditório, Nassura passou a transmitir futebol para PRI-7 e apesar de ter se formado em contabilidade, não exerceu a profissão.

Embora Nassura fosse o gerente responsável em designar tarefas e cobrar resultados da equipe, ele admitia que sozinho não faria nada, a equipe estava sempre disponível para os momento em que ele precisasse, durante o dia, à noite ou de madrugada, e as famílias da turma também apoiavam e participavam.

Nassura tinha um programa sertanejo chamado Tapera de Taquara, onde o Ferrerinha era o Taquara e Nassura era o Tapera. Depois, Nassura passou a direção do Tapera de Taquara para o Carlos Achucarro, neste momento o Carlos ganharia o nome artístico pelo qual ficou conhecido, Juca Ganso.

Os shows e jogos que Nassura trouxe para Campo Grande o consagrou como um dos melhores e mais confiáveis empresários artísticos, foi o número um na lista dos empresários do Brasil.

Ele residia na rua 25 de Dezembro e a casa com quatro apartamentos suítes hospedaram grandes atrações, inclusive Roberto Carlos.

No ano de 1960 Nassura adquiriu a Cultura e a emissora mudou para a rua 26 de Agosto, onde foi construído um auditório com capacidade para acomodar 500 pessoas. Embora Nassura tenha nascido em Miranda, ele recebeu o título de cidadão campo-grandense como forma de agradecimento por ter contribuído com o progresso da capital sul-mato-grossense.

Por volta de 1969 Nassura vendeu a Cultura para o grupo Correio do Estado, atual proprietário da emissora.

DIREITOS VIOLADOS

Religião é um dos empecilhos para aborto em casos de estupro

Bancada evangélica é a principal defensora do PL 1904, que quer colocar a interrupção de gravidez como homicídio simples, mesmo em casos de abuso

21/06/2024 09h30

Conselheira fala de casos de abuso sexual infantil que recebe

Conselheira fala de casos de abuso sexual infantil que recebe Foto: Gerson Oliveira

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O Código Penal Brasileiro prevê que o aborto só é legalizado em três situações, sendo uma delas quando a mulher é vítima de estupro. No entanto, mesmo que seja um direito, muitas dessas pessoas acabam tendo a religião e a vergonha familiar, como empecilhos para ter acesso a esse procedimento legal.

A conselheira tutelar, Raquel Lázaro, relata que durante os atendimentos de crianças e adolescentes vítimas de estupro, já vivenciou situações em que a religião e as famílias tentaram ou impediram essas meninas de ter o atendimento legal. Um dos casos que a conselheira recorda, foi de uma criança de 12 anos, que engravidou de um ente da família, e só descobriu a gestação após passar mal.

A jovem, que na época da gravidez tinha 12 anos e depois fez 13 anos de idade, não tinha relatado à mãe do abuso sofrido, e a responsável também não desconfiava que o estupro tivesse acontecido. Após a menina passar mal e ser levada para uma unidade de saúde, o médico fez diversos exames, que confirmaram a gestação e assim, foi descoberta toda a situação de abuso sexual.

“Foi explicado, foi colocado toda a situação de direito da adolescente perante a legislação brasileira, só que a gente esbarra muito na questão religiosa. Eu não posso entrar muito nesse mérito porque não me compete, mas acabam deixando de obter esse direito por conta da parte religiosa”, expõe a conselheira.

Além da violência já sofrida por crianças e adolescentes, muitas delas são ameaçadas e deixadas fora da sociedade, para evitar que outras pessoas descubram a gravidez fruto de um abuso sexual.

“A maior parte delas tem receio porque entende que é errado e tem medo de contar pra alguém e esse alguém brigar, essa é uma questão. A outra questão é saber que é errado e ser ameaçada caso contar, é a que mais acontece.Então aconteceu (e o abusador diz) ‘se você contar para alguém, você vai ver só, vou bater em você, vou matar sua mãe, vou matar seu irmão, vou matar não sei quem’, e aí a criança, essa adolescente acaba se calando”, exemplifica a profissional, a respeito de casos que atende.

Devido às ameaças, medo e também não conhecer as mudanças de seu corpo, muitas crianças e adolescentes demoram para descobrir a gestação. A conselheira tutelar aponta que a escola e a saúde são setores essenciais, que podem ajudar a evidenciar esses casos de abuso sexual. No entanto, mesmo após descobrir que houve um crime de estupro, muitas famílias não relatam isso, pois se envergonham e preferem esconder a vítima.

“Aí começam outras violações de direito. A família fica com vergonha e vai esconder a criança em casa. Aí a criança fica com vergonha e a culpa é da vítima. A família fica com vergonha e a culpa é da vítima. A vítima nem sempre é encarada como vítima. Ela é encarada mais como a responsável pela situação do que como vítima. Essa é a realidade que a gente pega aqui. São poucas as famílias que a gente vê que realmente dá o suporte. A grande maioria nega, fala que não aconteceu, que isso é mentira”, comenta Raquel.

Essas situações, em alguns casos, podem levar a perigos maiores, como tentativas de suídicio. A assistente social Patrícia Ferreira da Silva e o médico ginecologista obstetra Ricardo dos Santos Gomes, que atuam na equipe do Serviço de Atenção ao Aborto Legal e Violência Sexual do Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (HUMAP), relatam que uma adolescente de 15 anos, que tentou tirar a própria vida duas vezes.

“Por duas razões: pela violência sofrida e por estar gestante. Então você falar para ela que ela tem o direito de escolher o que pra ela vai ser menos pior, porque nós não estamos falando do que é melhor, nós estamos falando do que neste momento vai impactar menos a vida dela, porque a marca vai ficar para sempre, ela vai precisar de acompanhamentos, ela vai continuar tendo que trabalhar essas questões emocionais”, relata a assistente social.

DEFENSORES

Boa parte dos defensores da PL 1904, que pretende mudar textos do Código Penal Brasileiro, para equiparar aborto após 22 semanas, mesmo que seja em casos de estupro, como homicídio simples, são ligados à igrejas, principalmente evangélicas.

Em Mato Grosso do Sul, um dos deputados federais que assinam o projeto é Luiz Ovando (PP), que é ligado à igreja evangélica Aliançados, em Campo Grande. Em entrevista ao Correio do Estado, o parlamentar disse que o PL é para evitar a “vulgarização” do aborto. No entanto, esse procedimento já é considerado crime no Brasil, e só é autorizado em três casos: de anencefalia do feto, risco de morte para a mãe e quando a mulher foi vítima de estupro.

Além disso, o deputado também pontuou que a partir das 22 semanas, “já há praticamente todos os órgãos formados, daí para a frente vai haver o amadurecimento” e por isso, ele acredita que deve ser tipificado como crime de homicídio.

No entanto, a equipe médica do HU, que atende vítimas de abuso sexual, informa que esse entendimento de 22 semanas é baseado em algumas normativas não atualizadas do Ministério da Saúde.

Já Rodolfo Nogueira (PL), também informou, através de assessoria, que é a favor do projeto e que seria uma “grande vitória para os conservadores”. Ele também é ligado à igrejas evangélicas no Estado.

Marcos Pollon (PL) não respondeu o Correio do Estado, mas em suas redes sociais, o parlamentar que se descreve como “pró Deus, pró vida e pró armas”, publicou posts a favor do PL 1904.

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pesquisa

Preços de trajes de festa junina têm variação de até 314% na Capital

Ao todo, oito produtos foram pesquisados, entre os dias 17 e 18 de junho, em nove estabelecimentos

21/06/2024 09h15

Trajes de festa junina 2024

Trajes de festa junina 2024 DIVULGAÇÃO

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Pesquisa realizada pela Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor (Procon-MS) revela que trajes de festa junina têm variação no preço de até 314% em diferentes estabelecimentos de Campo Grande.

Ao todo, oito produtos foram pesquisados, entre os dias 17 e 18 de junho, em nove estabelecimentos da Capital.

O objetivo da pesquisa é orientar o consumidor sul-mato-grossense para melhor tomada de decisão na hora das compras, incentivando-o a pesquisar o melhor preço.

“É importante considerar que os preços variam conforme a região, loja, demanda e qualidade dos materiais utilizados na elaboração do produto. Portanto, indicamos aos consumidores que avaliem o custo benefício da aquisição, pesquisem e comparem a melhor oferta que se encaixe no seu orçamento”, ressaltou o secretário-executivo do Procon-MS, Angelo Motti.

A maior variação de preços foi constatada no vestido de festa junina infantil.

O vestido de festa junina infantil, tamanho 8 a 12 anos, custa R$ 48 na Betel Variedades e R$ 199 na Monydai. Com isso, a diferença é de 314,58% entre as lojas.

O chapéu de festa junina feminino, infantil, tamanho 6 a 10, custa R$ 13,50 no Paulistão e R$ 45 na loja Cerejinha. Portanto, a variação é de 233,33% de um estabelecimento a outro.

O chapéu de festa junina masculino, infantil, tamanho 6 a 10, tem o valor de R$ 9 na Betel Variedades e R$ 30 na Cerejinha. Com isso, a diferença é de 233,33% entre as lojas.

O vestido de festa junina adulto, tamanho único, custa R$ 78 na Betel Variedades e R$ 199 na Monydai. Portanto, a variação é de 155,13%.

A camisa xadrez adulto, tamanho único, tem o valor de R$ 49 na Betel Variedades e R$ 109 no Carrefour. Com isso, a diferença é de R$ 122,45%.

Confira outros itens pesquisados:

Dos 8 itens pesquisados:

  • 7 custam mais barato na loja Betel Variedades
  • 1 custa mais barato na loja Paulistão
  • 2 custam mais caro na loja Monydai
  • 2 custam mais caro na loja Cerejinha
  • 1 custa mais caro na loja Paulistão
  • 1 custa mais caro na loja São Gonçalo
  • 1 custa mais caro na Loja Giga
  • 1 custa mais caro no Carrefour

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