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CAMPO GRANDE

Em sete dias, 1,3 mil pessoas foram flagradas soltando pipa com cerol

Maioria das pessoas com material proibido são adultas, segundo secretaria de segurança
25/05/2020 11:48 - Bruna Aquino


A brincadeira usando a pipa desde sempre é uma das preferidas da criançada e nos últimos tempos pelos adultos que aproveitam indevidamente do período de quarentena para ocupar os gramados de Campo Grande. No entanto, a linha da pipa aliada ao cerol (cola feita com cacos de vidro) utilizada para 'cortar’ outras pipas no ar, já causou vários acidentes em pessoas e até em animais e o que era uma brincadeira de criança já acabou em acidentes graves. 

Em Campo Grande, a prática que vem aumentando devido à desobediência do isolamento social e a falta de aulas por conta da pandemia do novo coronavírus preocupa autoridades de segurança da Capital. 

Dados da Guarda Civil Metropolitana (GCM) apontam que em sete dias do mês de maio, foram flagradas 1.383 pessoas nas sete regiões da cidade,  soltando pipa com linhas de cerol e linhas chilenas, a maioria adultas, segundo a secretaria Municipal de Segurança do Município. 

Das pessoas flagradas, quatro foram encaminhadas a delegacia de polícia por se negar a entregar o material proibido. Durante o mesmo período, a Guarda Municipal apreendeu 680 linhas chilenas e pipas, que serão incineradas para não voltar às ruas.

 
 

No início do mês, o moto entregador Nilson Pereira  estava a caminho de casa quando no bairro Jardim Aero Rancho sentiu uma linha cortante no pescoço, ele tinha sido atingido pelo cerol. Em busca de ajuda, com uma das mãos, ele conseguiu estancar o ferimento e pilotou até o hospital Regional onde foi atendido. "Foi depois das 17h, tinha muitos marmanjos lá soltando pipa, quando percebi que fui atingido e estava sangrando muito, pilotei até o hospital Rosa Pedrossian onde fiquei internado por 3 dias, é uma coisa bem desagradável", disse. 

No último sábado (23), arara-canindé azul foi a 4ª ave ferida em Campo Grande por linha de cerol ou chilena. Ela foi atingida em uma das asas no bairro Aero Rancho e foi resgatada pelas equipes da Polícia Militar Ambiental (PMA) para tratamento. 

Para o secretário de segurança do Município, Valério Azambuja, antes, os períodos de maior incidência em pipas com cerol era nas férias escolares de julho e dezembro. No entanto, com esse ano atípico por conta da pandemia e sem aulas, o que se tem observado nos últimos meses são adultos comprando linhas chilenas e promovendo campeonatos de pipas em locais públicos, causando aglomerações e colocando pessoas em risco de vida. 

“Primeiro, estão rescindindo crimes por estarem promovendo aglomerações de pessoas e colocando em risco a saúde pública. E não é só a questão das crianças por conta das aulas, mas há adultos também nessa prática. A Guarda Municipal vem trabalhando na fiscalização para se preciso multar e prender essas pessoas que estão fazendo uso irregular da pipa e acabar com as aglomerações em espaços públicos e campeonatos ‘sem noção’ com 30 à 40 pessoas”, disse. 

Ainda segundo Azambuja, não há problema em soltar pipa, o problema é utilizar de materiais perigosos e as pessoas que forem flagradas serão punidas. “È o crime de colocar em risco a vida das pessoas, se alguma pessoa acertar outra que vier a óbito, vai responder por homicídio e em caso de menores, pais vão responder pelos atos de seus filhos”, explicou.

 
 

Projeto de lei 

No dia 12 deste mês, os vereadores da Câmara Municipal aprovaram em regime de urgência, projeto de lei que reforça a lei de penalização para quem for flagrado soltando pipa com cerol ou linha chilena. O projeto é de autoria dos vereadores, André Salineiro (DEM) e Eduardo Romero (Rede). 

O projeto que altera a lei complementar nº 116/08, que foi modificada pela Lei 287/16, que proíbe a utilização de cerol ou qualquer outro material cortante nas linhas de pipas, ou similares sujeitos a multa de R$ 1 mil para quem for flagrado com o material. 

O projeto ainda está sob análise do prefeito Marcos Trad (PSD) que pode sancionar ou vetar a matéria. 

Felpuda


Candidato a prefeito em cidade do interior tremeu que só nas bases diante da decisão que tirou a corda do pescoço de adversário, liberando o dito-cujo para disputar a eleição.

Como acreditava que o pleito seria “um passeio”, estava até pensando no modelito que usaria no dia da posse.

Agora, teme nadar, nadar e morrer na beira da praia, deixando o terno pendurado no cabide.