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Plano de saúde de 8 milhões de brasileiros pode subir 7,93%

Plano de saúde de 8 milhões de brasileiros pode subir 7,93%

agência brasil

28/06/2012 - 15h30
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As mensalidades dos planos de saúde de aproximadamente 8 milhões de brasileiros poderão ser reajustadas em até 7,93%. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) fixou hoje (28) o limite de reajuste deste ano para os planos individual e familiar, contratados a partir de janeiro de 1999 ou adaptados à legislação anterior, que representam 17% do setor.

A operadora deve aplicar o aumento aos contratos com aniversário a partir de maio de 2012 até abril de 2013. A cobrança de retroativo está autorizada caso o percentual de reajuste seja aplicado até quatro meses após a data de aniversário do contrato. Por exemplo, um contrato no qual o usuário do plano paga R$ 100, e em maio, junho e julho os boletos estão sem reajuste, os boletos de agosto a outubro terão mensalidades de R$ 115,86, a soma do reajuste mais o valor retroativo. A partir de novembro, a parcela deverá ser de R$ 107, 93 até o anúncio do reajuste do próximo ano.

Desde 2001, ANS calcula o percentual de reajuste levando em conta a média dos índices de reajuste dos planos coletivos - com mais de 30 clientes. A agência reguladora não estipula percentual para os planos coletivos e empresariais por considerar que as empresas, fundações e associações têm condições de negociar diretamente com as operadoras, o que não acontece com quem contrata um plano individual ou familiar.

OPERAÇÕES SIMULTÂNEAS

Quadrilha que traficava cocaína em tanques de combustível é alvo da PF

Polícia Federal deflagrou duas operações simultâneas contra o grupo criminoso que atuava em MS e outros dois estados; apreensões somaram mais de 600 kg de cocaína

23/05/2024 12h16

Preso em flagrante tinha frascos com amostras de drogas

Preso em flagrante tinha frascos com amostras de drogas Foto: Divulgação / PF

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A Polícia Federal deflagrou duas operações simultâneas, nesta quinta-feira (23), contra organização criminosa que atuava no tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, em Mato Grosso do Sul e outros dois estados, com transporte da droga em tanques de combustível de veículos.

As operações foram denominadas "Tanque Cheio" e "Carga Fracionada" e atingem a mesma organização criminosa.

As investigações começaram em dezembro do ano passado, a partir da apreensão de um veículo de carga, que transportava mais de 200 quilos de cocaína escondidos no tanque de combustível. Também houve a prisão em flagrante do motorista.

Em fevereiro e abril deste ano, ocorrências semelhantes foram flagradas pela Polícia Federal, onde foram apreendidos veículos com cocaína escondida, totalizando 600 quilos da droga.

Na operação de hoje, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão e dois de prisão nas cidades de Caarapó (MS), Brasília (DF), Coronel Freitas (SC), Chapecó (SC), Xanxere (SC) e Maringá (PR), todos emitidos pela Vara Criminal da Justiça Estadual de Deodápolis-MS.

O mandado de prisão cumprido em Brasília não constava do planejamento inicial, segundo a PF, mas um dos alvos foi localizado na cidade horas antes, possibilitando a efetivação da prisão.

Além do cumprimento dos mandatos, um homem foi preso em flagrante por posse de arma de fogo de uso restrito e tráfico de drogas. Com ele, foram encontrados e apreendidos frascos etiquetados com amostras de diversos tipos de drogas.

As Operações Tanque Cheio e Carga Fracionada envolveram cerca de 40 policiais federais.

Na operação, homem foi preso em flagrante por posse de arma de uso restrito e amostra de drogasNa operação, homem foi preso em flagrante por posse de arma de uso restrito e amostra de drogas (Foto: Divulgação / PF)

CARTÃO VERMELHO

Preso com R$ 800 mil, Cezário vivia insatifeito com seus ganhos

Interceptação telefônica revela que ele pretendia montar um projeto para tomar dinheiro de prefeituras. Do Governo do Estado, a Federação recebeu R$ 1,35 milhão em 2023

23/05/2024 12h11

"Entende Romeu? Tá louco rapaz, nós precisamos ganhar dinheiro desse futebol", afirmou Cezário a um interlocutor

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Apesar de estar com mais de R$ 800 mil em espécie em sua residência e dos supostos desvios milionários, o presidente da Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul, Francisco Cezário, estava insatisfeito com seus rendimentos e sempre planejava novas formas para aumentar seus ganhos. 

Trecho da decisão judicial que decretou a prisão de Cezário, assinada pelo juiz Eduardo Eugênio Siravegna Junior, destaca uma iterceptação telefônica na qual Cezário sugere a criação de um projeto para tomar dinheiro de prefeituras, já que não estava satisfeito com o que recebia do Governo do Estado e da CBF. 

"Nós não temos um jeito de inventar um projeto pra nós ganhar dinheiro cara? No interior de São Paulo tem um projeto dos times de futebol das prefeituras. Não sei se você conhece esse projeto o Adachito uma vez trabalhou nele, Você lembra ou não?" 

Na outra ponta da linha telefônica estava uma pessoa sobre a qual a decisão judicial não traz detalhes. Deixa claro somente que se tratava de alguém identificado como Romeu. E essa identificação foi possível porque o próprio Cezário citou. 

“Entende Romeu?  Tá louco rapaz, nós precisamos ganhar dinheiro desse futebol”, afirmou Cezário.  Esse grampo, feito com autorização judicial, “denota que a Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul era utilizada para receber vantagens indevidas, com o desvio de verbas públicas”, escreveu o magistrado em seu decreto de prisão. 

Somente em 2023 a Federação recebeu R$ 1,36 milhão da Fundesporte. A maior parte, R$ 1.014,490,00 para o Estadual da Série A. Outros R$ 245.145,00 para o Estadual de Futebol Feminino e mais R$ 99.984,00 para a Série B. Para dar um ar de seriedade na prestação de contas, a Federação devolveu quase R$ 6 mil. 

Além disso, a Federação também recebe ajuda generosa da Confederação de Futebol (CBF). Em 2021, por exemplo, foram R$ 2,15 milhões, o quinto maior repasse entre todas as federações do País, embora o futebol local tenha a terceira pior pontuação no ranking da CBF. 

Por conta de sua insatisfação com o faturamento, o qual dividia com uma série de familiares, Francisco Cezário também sonegava impostos, o que é outra forma de melhorar os rendimentos. 

“Em análise dos relatórios extraídos das instituições bancárias, as investigações identificaram que, no período de 4 anos, Francisco Cezário de Oliveira recebeu 84 transferências da Federação de Futebol, identificadas como "pagamentos em cheque", que totalizaram R$ 403.225,47, valores que não foram declarados à Receita Federal”. 

INSATISFAÇÃO GENERALIZADA

E não era somente Cezário que se mostrava insatisfeito com o faturamento, que era superior a R$ 1 milhão por ano, já que foram mais de R$ 6 milhões de desvio em um período inferior a cinco anos investigado pelo Ministério Público. 

Em interceptação telefônica do dia 19 de julho de 2022,  Aparecido Alves Pereira, um dos presos no dia 21, conversa com sua esposa e menciona que Umberto Alves Pereira estaria "empurrando dinheiro no rabo de Cezário". Complementa ainda que Umberto colocou “dinheiro dentro do envelope e foi lá na casa do Cezário entre quatro e cinco horas da tarde”. 

Esse Umberto, que é sobrinho de Cezário, recebeu em suas contas quase R$ 2,9 milhões em menos de cinco anos e essa interceptação telefônica deixa claro que ele sacava o dinheiro e entregava a maior parte ao tio Cezário. 

Apesar de ser o sobrinho predileto por conta de sua fidelidade, Umberto deu provas de que não estava satisfeito com aquilo que o tio lhe deixava. No 21 de abril de 2023, Umberto ligou para Rubson Bogarim Barbosa, também preso na operação Cartão Vermelho, para combinarem o desvio de R$ 10.000,00 dos valores recebidos da CBF 

“Dá pra ver segunda e diz que arbitragem faz parte, e que tem que ver o que mais faz parte, gandula etc o que mais faz parte (...) então, isso que vou ver, e que se puder ver se encaixa ambulância e diz "ESSES 10 MIL AI, ELES VAI SER NOSSO ENTENDEU", diz a transcrição do juiz para justificar a prisão dos dois. 

Os próprios subalternos de Cezário, quase todos familiares, tinham conhecimento de sua insatisfação com os faturamentos. Em conversa telefônica de Valdir Alves Pereira, também preso, com sua esposa, Valdir “reclama que Francisco Cezário diz não ter dinheiro para pagar o seu veículo, mas que possui recursos para gastar com Jamiro Rodrigues de Oliveira (MIRO), presidente do Clube Misto de Três Lagoas”. 
 

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