Especial Coronavírus (COVID-19) - Leia notícias e saiba tudo sobre o assunto. Clique aqui.

TINHA FERRARI E MOTO DE LUXO

PM ostentação preso por ligação com tráfico foi para Presídio Federal

Subtenente exibia vida de luxo nas redes sociais, incompatível com salário
16/10/2018 15:58 - RAFAEL RIBEIRO


 

O subtenente da PM Sílvio César Molina Azevedo, preso em junho durante operação que desmantelou esquema de proteção policial a traficantes, foi trabsferido no fim da manhã desta terça-feira (16) para uma cela do Presídio Federal de Campo Grande, na região sul. Nas redes sociais, o policial exibia uma vida de luxo, com carros importados, de nome e viagens para praias e exterior.

Não foram revelados os motivos para a transferência de Molina, que estava detido desde junho no Presídio Militar, no complexo penitenciário do Jardim Noroeste, região leste.

Segundo fontes ouvidas pelo Correio do Estado, uma das hipóteses mais plausíveis é a descoberta por parte da Corregedoria da PM de planos de resgate de Molina. Desde o começo do ano estariam sendo interceptadas ligações e mensagens de traficantes, ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC), para tirá-lo do cárcere em Naviraí, onde estava detido desde o ocorrido até que veio para a Capital.

Molina trabalhava em Mundo Novo e foi preso com mais 14 suspeitos de integrarem uma quadrilha no Estado com base na cidade. A quadrilha usaria ao menos dez empresas de fachada para lavar o dinheiro do narcotráfico. 

O modo de vida de alto padrão da família do PM foi, inclusive, o que levantou suspeitas da polícia. Além de Molina, 20 outras pessoas foram presas na Operação "Laços de Família". 

Conforme a Polícia Federal, os integrantes da família tinham salários oficiais normais, mas levavam vida de luxo. Conforme dados do Portal da Transparência do Governo do Estao, o salário atual de Molina na Polícia Militar é de R$ 10.145,40.

Apesar de ganhar esse valor, o policial tinha, conforme publicações próprias em sua rede social, uma Ferrari, que no mercado brasileiro pode chegar a custar até R$ 4 milhões, além de um jet ski, lancha e um helicóptero. 

O policial também era proprietário de uma caminhonete avaliada em R$ 500 mil e uma moto Honda Hornet, com custo médio de R$ 30 mil. 

Além dos bens, nos perfis da e esposa, também eram frequentes postagens de viagens, inclusive internacionais, como Paris, na França e Disney, em Orlando. Em 2015, a filha do policial se casou em uma cerimônia e festa suntuosa. A jovem chegou na igreja em uma limusine e a festa contou com dj's e decoração de alto padrão.

Segundo a PF, essa forma luxuosa que os integrantes viviam em uma cidade de 18 mil habitantes chamou a atenção e motivou as investigações.

OPERAÇÃO 

Na manhã de hoje, Polícia Federal cumpriu 21 dos 22 mandados de prisão expedidos pela Justiça. De acordo com o delegado Nilson Zocaratto, de Naviraí e responsável pelas investigações, foram 15 presos em Mato Grosso do Sul e o restante nas cidades de Aparecida de Goiás (GO), Astorga (PR) e Presidente Bernardes (SP).

Dos 15 presos no Estado, sete vão para o Presídio Federal, por conta da periculosidade, um para o presídio militar e o restante para o Presídio Estadual. Ao todo, além das prisões, 25 imóveis foram sequestrados, sete helicópteros, 136 veículos e 27 toneladas de maconha foram apreendidas.

Durante coletiva de imprensa, o delegado ainda explicou a forma de ação da quadrilha. Eles puxavam a droga do Paraguai por vias terrestres, geralmente em caminhões, escondiam em propriedades rurais da região Conesul e passavam para todo país. Os pagamentos eram em dinheiro e algumas ocasiões, em jóias, pois uma das empresas de fachada era uma loja de bijuterias. “Uma das ocasiões a gente flagrou uma entrega que seria feita de helicóptero que só em joias eram R$ 80 mil e mais R$ 300 mil em espécie”, explicou Zocaratto.

Participaram dos trabalhos 211 policiais da Polícia Federal no cumprimento de 35 mandados de busca e apreensão, 22 de prisão, apreensão de 136 veículos e 25 imóveis, além de sete helicópteros, entre os quais está aquele utilizado na morte de Gegê do Mangue e de Paca, no Ceará, em fevereiro deste ano.

Felpuda


A lista do Tribunal  de Contas de MS,  com nomes de gestores que tiveram reprovados os balanços financeiros  de quando exerceram cargos públicos,  está deixando  muitos candidatos de cabeça quente.  Conforme previsto  pelo Diálogo, adversários estão se utilizando de tais dados para cobrar, principalmente nas redes sociais, deixando alguns gestores na maior saia justa e tendo que se explicar. O eleitor, por enquanto, só observa. E dê-lhe!