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DECRETO

Policial militar que teve filho executado por milícia perde posto e patente

Paulo Xavier foi considerado "indigno para o oficialato", mas continuará recebendo salário da reforma
17/11/2020 16:29 - Glaucea Vaccari


Paulo Roberto Teixeira Xavier perdeu o posto e patente de capitão da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul em atendimento a decisão judicial.

Xavier é pai do estudante Matheus Xavier, 20 anos, que foi executado por engano no lugar do pai por grupo de extermínio chefiado por Jamil Name.

No entanto, a representação para a perda da patente militar decorre de prisão de Xavier em 2017, no Maranhão, por porte ilegal de arma de foto e adulteração de identificação veicular, que foi também o que levou a corporação a movê-lo para a reserva, na época.  

Representação para que ele perdesse a patente foi feita pelo governador Reinaldo Azambuja, em razão do processo administrativo denominado Conselho de Justificação, que julgou, por unanimidade, o policial indigno para o oficialato.

Decreto que determina, sob júdice, a perda do posto e da patente de capitão foi assinado pelo governador e publicado na edição de hoje do Diário Oficial do Estado.

Conforme a publicação, por conseguinte, também é declarada a exclusão do agora ex-capitão das fileiras da corporação da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul.

No entanto, ele continuará recebendo os proventos decorrentes de sua passagem para a reforma, também por determinação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.

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Execução do filho

No ano passado, grupo de extermínio chefiado por Jamil Name teria sido contratado para executar o capitão reformado da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul.

Pela execução, o grupo receberia R$ 120 mil, no entanto, por erro de execução, acabaram matando o filho dele por engano, o estudante de direito Matheus Xavier, 20 anos. 

O crime ocorreu no dia 9 de abril de 2019. Matheus deixava a garagem da casa onde morava, em uma caminhonete S10, que pertencia ao pai dele, quando dois homens se aproximaram em um veículo e já desceram atirando. 

A vítima foi atingida ao menos sete vezes por um fuzil calibre ponto 762, de acordo com o apontado pela perícia. Os bandidos fugiram após os disparos.

Jamil Name e o filho são apontados como mandantes do crime e teriam determinado que Marcelo Rios contratasse os pistoleiros, José e Juvanil, para a execução.

 

Felpuda


Esforços vêm sendo feitos por certos candidatos derrotados na tentativa de conseguir emplacar em cargos públicos comissionados alguns ex-integrantes das equipes de trabalho da campanha eleitoral.

A preocupação não seria, na realidade, com situação de dificuldades que essas pessoas enfrentariam a partir de agora, mas, sim, para livrarem-se de pagar pendências trabalhistas referentes ao período da disputa. Tem cada uma!