Cidades

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PMDB de MS defende reeleição de Temer

PMDB de MS defende reeleição de Temer

MARCO EUSÉBIO

23/01/2010 - 08h03
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O PMDB de Mato Grosso do Sul defende a reeleição do deputado federal Michel Temer (SP) à direção nacional do partido, mas não assegura apoio à sua indicação para ser candidato a vice-presidente da República na chapa da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT). A cúpula nacional antecipou do dia 10 de março para o dia 6 de fevereiro a convenção que vai escolher o novo presidente do PMDB. O Diretório Regional sul-mato-grossense tem 27 delegados com direito a voto e está disposto a reeleger o presidente que, até agora, é candidato único. “O Michel Temer tem sido um importante parceiro do Estado e mantém um ótimo relacionamento conosco e com o governador André Puccinelli”, afirmou o deputado federal Waldemir Moka ontem. Embora admita que a reeleição de Temer para comandar o partido possa reforçar o nome do colega paulista à indicação na chapa a ser encabeçada por Dilma, o sul-matogrossense diz que uma coisa nada tem a ver com a outra e que isso não o credencia, necessariamente, a ser candidato a vice numa eventual chapa com o PT. Para Moka, Temer na presidência representa garantia de uma convenção tranquila e democrática porque ele sabe acatar o voto da maioria. “Nós confiamos na condução isenta dele, sempre apresentou esse perfil”, disse o deputado, salientando não acreditar que Temer possa usar a presidência do partido para tentar direcionar essa conversação para um lado ou para outro. Moka lembra que se houver aliança, esta terá de ser homologada em convenção na segunda quinzena de junho. “O Michel na presidência representa a segurança de que isso será feito democraticamente, na maior lisura”, acredita. Vaga de vice A decisão de antecipar a convenção para escolha do presidente da sigla foi tomada pela cúpula do PMDB em jantar, na última quarta-feira, em Brasília. Depois do encontro, o próprio Temer negou em declarações à imprensa que a mudança de data tenha ligação com decisão de lideranças da sigla de indicá-lo para a vice-presidência na chapa da ministra. Disse que o assunto só será discutido quando se consolidar a aliança nacional e que “o PMDB possui inúmeros nomes capazes de ocupar essa vaga”. Interlocutores do PMDB, entretanto, afirmam que Temer se licenciaria do cargo logo depois de reeleito para tratar da sucessão presidencial. O apoio dos colegas mostraria que tem força dentro do partido para se lançar à vice-presidência. Neste sentido, o que se comenta é que a antecipação das eleições internas faria parte de estratégia para acelerar a composição da chapa, antes que o PT comece a flertar com outras legendas. Alguns peemedebistas temem, por exemplo, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva consiga convencer o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) a ser vice de Dilma. Moka, entretanto, assinala que, embora o número de estados em que o PMDB é favorável à aliança nacional com o PT seja maior, em outros como Mato Grosso do Sul – em que os partidos são adversários e têm dificuldades para aceitar essa união – há mais delegados e até “podem surpreender numa convenção”.

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BNDES financia R$ 1,98 bi para Bram construir 6 navios de apoio fretados pela Petrobras

O anúncio acontece um dia após a estatal assinar, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contratos para expansão da sua frota própria de gaseiros, barcaças e empurradores no estaleiro da Ecovix, no Rio Grande do Sul, no valor de R$ 2,8 bi

21/01/2026 19h00

Sede da Petrobrás

Sede da Petrobrás Imagem: Agência Petrobras

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor de R$ 1,981 bilhão para a Bram Offshore Transportes Marítimos construir seis embarcações híbridas de apoio marítimo à produção offshore de petróleo e gás, que serão afretadas pela Petrobras, informou o banco nesta quarta-feira, 21.

O anúncio acontece um dia após a estatal assinar, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contratos para expansão da sua frota própria de gaseiros, barcaças e empurradores no estaleiro da Ecovix, no Rio Grande do Sul, no valor de R$ 2,8 bilhões.

Já as embarcações de apoio financiadas pelo BNDES decorrem de contratos da Petrobras para afretamento por 12 anos, e serão utilizadas para o transporte de suprimentos entre as plataformas de perfuração ou produção em alto mar e as bases em terra. A construção será no Estaleiro Navship, em Navegantes, Região Metropolitana da Foz do Rio Itajaí, em Santa Catarina.

A propulsão dos navios será híbrida, do tipo diesel-elétrica, com bancos de baterias que fornecerão energia suficiente para que, sem outra fonte, sejam capazes de manter a embarcação em posição por um tempo preestabelecido. Também serão dotadas de conector elétrico capaz de receber energia diretamente do porto, quando atracadas.

"O apoio do BNDES contribui para desenvolver e capacitar com emprego de tecnologias mais avançadas o parque nacional de estaleiros, a partir da produção de embarcações com banco de baterias e motores elétricos, que reduzem as emissões de gases de efeito estufa", afirmou em nota o presidente do banco, Aloizio Mercadante.

Segundo o BNDES, os recursos virão do Fundo da Marinha Mercante (FMM). A Bram vai adquirir, até julho de 2028, 6 embarcações da classe PSV 5000. Com o projeto, a expectativa é de criação de 620 empregos diretos no estaleiro durante a construção das embarcações e de 190 empregos diretos na Bram na fase operacional delas.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira, 21, no Estaleiro Navship, pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, em cerimônia com a presença da diretora de Infraestrutura e Mudança Climática do BNDES, Luciana Costa.

"Esse tipo de investimento só acontece em um País que voltou a ter estabilidade econômica e confiança para investir. O resultado não poderia ser melhor: estaleiros cheios, mais de 50 mil empregos gerados no setor em 2025 e o fortalecimento da nossa economia", disse na ocasião o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

A Bram Offshore Transportes Marítimos Ltda é uma empresa do grupo americano Edison Chouest, de capital fechado, com presença no Brasil desde 1991. Atualmente, é a maior companhia de apoio offshore do país, operando uma frota de 77 embarcações.

Ponta Porã

Fronteira: PF deflagra operação contra uso irregular de substâncias químicas

Investigação foi iniciada com a apreensão de caminhõestanque

21/01/2026 18h20

Foto: Divulgação

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A Polícia Federal realizou nesta quarta-feira (21), uma operação contra empresas suspeitas de utilizar estruturas de fachada para o manuseio irregular de substâncias química, ação realizada em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai.

A investigação foi iniciada com a apreensão de caminhõestanque, que transportavam líquido transparente identificado como NAFTA, comumente empregada na adulteração de combustíveis. 

A ação contou com o apoio de fiscais da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e cumpriu mandados de busca e apreensão e a suspensão de atividades ilegais.

Operação visa prevenir práticas ilícitas, proteger o consumidor e fortalecer a coleta de provas para o aprofundamento das investigações. As apurações seguem em andamento, sob sigilo.

A substância apreendida estava em desacordo com as notas fiscais. Há indícios de que o líquido era carregado e armazenado clandestinamente em imóveis ligados às empresas investigadas.

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