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PMDB resiste a apoiar Dilma para não perder aliados

PMDB resiste a apoiar Dilma para não perder aliados

Redação

20/04/2010 - 22h11
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lidiane kober

 

Deputados do PMDB resistem à ideia de montar em Mato Grosso do Sul um segundo palanque à ex-ministra Dilma Rousseff (PT) na sucessão presidencial para não perder aliados nem tempo de propaganda política em rádio e televisão. Eles repudiaram a possibilidade de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva obrigar o governador André Puccinelli (PMDB) a apoiar a petista porque avaliam que o governo federal não fez favor ao repassar recursos ao Estado, mas, simplesmente, cumpriu o seu papel. Ainda foi cogitada a hipótese de o ex-governador José Orcírio dos Santos (PT) fazer jogo político para provocar mal-estar entre Puccinelli e Lula.

Anteontem, Orcírio disse que o presidente vai obrigar o governador a montar um segundo palanque para a ex-ministra. Para ele, a medida é natural, levando em conta os altos investimentos do governador federal no Estado e a aliança entre PMDB e PT em nível nacional. "De maneira alguma isso deve acontecer porque seria uma política mercantilista, do toma lá da cá", opinou o deputado estadual Marquinhos Trad (PMDB). "Existem obrigações e direitos e é obrigação da União ajudar os estados", completou.

O deputado estadual Youssif Domingos (PMDB) pensa da mesma maneira, inclusive, ele colocou em xeque a possibilidade de Lula realmente enquadrar Puccinelli a apoiar Dilma. "Ao repassar recursos ao Estado, o governo federal não fez nenhum favor, apenas cumpriu sua obrigação", reforçou. "Na verdade, não acredito que o presidente vai exigir o apoio do André a Dilma, pois ele nunca apresentou condição para liberar recursos ao Estado. Acho que isso tudo é desespero do Zeca (Orcírio), que, com esse tipo de declaração, tenta causar polêmica", acrescentou.

Outro que não imagina o presidente agindo para forçar aliança entre PMDB e PT no Estado é o prefeito Nelsinho Trad (PMDB). Ao ser indagado se em algum momento Lula chegou a condicionar a liberação de recursos a Campo Grande em troca do apoio à candidatura de Dilma, o prefeito foi claro: " o presidente nunca viu cor partidária".

Já o deputado federal Waldemir Moka (PMDB) ignorou as declarações de Orcírio. "Não quero repercutir a fala do Zeca. Ele tem o direito de falar e o que ele fala não me diz respeito", minimizou. "O André sempre descartou a hipótese de dois palanques, então, não tem porque comentar isso", complementou.

 

Unanimidade

O que é unanimidade entre as lideranças do PMDB é o desejo de ver PMDB e PSDB juntos na sucessão presidencial. "Pelo passado e pelo presente de agressões entre os principais líderes do PT e do PMDB no Estado, não vejo condição de essa aliança dar certo", defendeu Marquinhos. "Além disso, ao apoiar a Dilma, o André vai obrigar o PSDB, que é um agregado do PMDB, a comprar sapatos e aprender a andar sozinho", continuou. "Para o projeto pessoal governador isso seria ruim, pois tiraria alguns de seus votos. Agora, para o povo, seria bom, porque a diversidade de ideias enriquece uma eleição", concluiu.

Ciente do risco de perder votos e tempo de propaganda eleitoral gratuita durante a campanha, Moka defendeu veemente a continuidade do casamento com os tucanos. "Ao montar um segundo palanque para Dilma, o PMDB provocaria um terceiro palanque do PSDB e isso causaria prejuízo eleitoral", explicou.

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BNDES financia R$ 1,98 bi para Bram construir 6 navios de apoio fretados pela Petrobras

O anúncio acontece um dia após a estatal assinar, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contratos para expansão da sua frota própria de gaseiros, barcaças e empurradores no estaleiro da Ecovix, no Rio Grande do Sul, no valor de R$ 2,8 bi

21/01/2026 19h00

Sede da Petrobrás

Sede da Petrobrás Imagem: Agência Petrobras

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor de R$ 1,981 bilhão para a Bram Offshore Transportes Marítimos construir seis embarcações híbridas de apoio marítimo à produção offshore de petróleo e gás, que serão afretadas pela Petrobras, informou o banco nesta quarta-feira, 21.

O anúncio acontece um dia após a estatal assinar, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contratos para expansão da sua frota própria de gaseiros, barcaças e empurradores no estaleiro da Ecovix, no Rio Grande do Sul, no valor de R$ 2,8 bilhões.

Já as embarcações de apoio financiadas pelo BNDES decorrem de contratos da Petrobras para afretamento por 12 anos, e serão utilizadas para o transporte de suprimentos entre as plataformas de perfuração ou produção em alto mar e as bases em terra. A construção será no Estaleiro Navship, em Navegantes, Região Metropolitana da Foz do Rio Itajaí, em Santa Catarina.

A propulsão dos navios será híbrida, do tipo diesel-elétrica, com bancos de baterias que fornecerão energia suficiente para que, sem outra fonte, sejam capazes de manter a embarcação em posição por um tempo preestabelecido. Também serão dotadas de conector elétrico capaz de receber energia diretamente do porto, quando atracadas.

"O apoio do BNDES contribui para desenvolver e capacitar com emprego de tecnologias mais avançadas o parque nacional de estaleiros, a partir da produção de embarcações com banco de baterias e motores elétricos, que reduzem as emissões de gases de efeito estufa", afirmou em nota o presidente do banco, Aloizio Mercadante.

Segundo o BNDES, os recursos virão do Fundo da Marinha Mercante (FMM). A Bram vai adquirir, até julho de 2028, 6 embarcações da classe PSV 5000. Com o projeto, a expectativa é de criação de 620 empregos diretos no estaleiro durante a construção das embarcações e de 190 empregos diretos na Bram na fase operacional delas.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira, 21, no Estaleiro Navship, pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, em cerimônia com a presença da diretora de Infraestrutura e Mudança Climática do BNDES, Luciana Costa.

"Esse tipo de investimento só acontece em um País que voltou a ter estabilidade econômica e confiança para investir. O resultado não poderia ser melhor: estaleiros cheios, mais de 50 mil empregos gerados no setor em 2025 e o fortalecimento da nossa economia", disse na ocasião o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

A Bram Offshore Transportes Marítimos Ltda é uma empresa do grupo americano Edison Chouest, de capital fechado, com presença no Brasil desde 1991. Atualmente, é a maior companhia de apoio offshore do país, operando uma frota de 77 embarcações.

Ponta Porã

Fronteira: PF deflagra operação contra uso irregular de substâncias químicas

Investigação foi iniciada com a apreensão de caminhõestanque

21/01/2026 18h20

Foto: Divulgação

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A Polícia Federal realizou nesta quarta-feira (21), uma operação contra empresas suspeitas de utilizar estruturas de fachada para o manuseio irregular de substâncias química, ação realizada em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai.

A investigação foi iniciada com a apreensão de caminhõestanque, que transportavam líquido transparente identificado como NAFTA, comumente empregada na adulteração de combustíveis. 

A ação contou com o apoio de fiscais da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e cumpriu mandados de busca e apreensão e a suspensão de atividades ilegais.

Operação visa prevenir práticas ilícitas, proteger o consumidor e fortalecer a coleta de provas para o aprofundamento das investigações. As apurações seguem em andamento, sob sigilo.

A substância apreendida estava em desacordo com as notas fiscais. Há indícios de que o líquido era carregado e armazenado clandestinamente em imóveis ligados às empresas investigadas.

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