Cidades

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Poder de barganha

Poder de barganha

Redação

04/03/2010 - 05h00
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Qualquer categoria profissional é avaliada conforme seu poder de barganha, ou de acordo com a oferta e a procura por profissionais de determinada área. Isto faz parte do sistema econômico mundial e, embora questionável, não será modificado do dia para a noite. E, faz parte também do processo histórico que determinadas categorias conquistem reconhecimento (ou remuneração) de acordo com a situação, na medida em que a sociedade necessita mais de seus préstimos. Isto, porém, acontece ao longo de um processo, degrau por degrau. Em Campo Grande, agentes de saúde, porém, estão querendo atropelar etapas e subir a escadaria aos saltos. Em vez de mostrar sua importância, ou poder de barganha, evidenciando que por conta de sua atuação conseguiram evitar nova epidemia de dengue, estão fazendo exatamente o contrário. Em meio à situação caótica aproveitam a oportunidade para colocar as autoridades municipais “contra a parede”, interrompendo os trabalhos para reivindicar reajuste. Em outros termos, estão, explicitamente, fazendo chantagem, ou extorsão. É inegável que estes profissionais, como qualquer trabalhador brasileiro, tenham direito de reivindicar melhorias salariais e reconhecimento profissional. Porém, tudo deve ser feito a seu tempo. Da forma como estão agindo, até mesmo o apoio da população tendem a perder, pois pessoas estão morrendo, hospitais e postos vivem superlotados e até ajuda do Exército já foi buscada. Além disso, o simples fato de as lideranças do movimento terem “grampeado” uma reunião com o prefeito deixa claro a que tipo de extremo estes “sindicalistas” podem chegar para colocar uma autoridade “contra a parede”. Imaginemos que bombeiros e integrantes da defesa civil do Chile, país que acabou de ser sacudido por um catastrófico terremoto, se recusassem a resgatar corpos ou a procurar vítimas sob os escombros caso não obtivessem melhoria salarial. O mundo inteiro certamente repudiaria a manobra. Em Campo Grande, guardadas as devidas proporções, está acontecendo algo parecido. Ontem surgiu na cidade a décima suspeita de morte em decorrência da epidemia de dengue e, por mais falha que tenha sido a atuação destes agentes nos meses que precederam a epidemia, seu trabalho nesta época do ano é de fundamental importância, pois são algumas centenas de pessoas que deveriam estar visitando residências, terrenos baldios e estabelecimentos comerciais para combater o mosquito transmissor da doença. Embora a paralisação certamente não tenha a abrangência propagada por suas lideranças, qualquer baixa neste período crítico é extremamente grave, pois evidencia total falta de preocupação com a saúde dos munícipes, que são os verdadeiros “patrões” desses agentes. Pelo que se sabe, o prefeito assumiu o compromisso de negociar melhor remuneração em maio, período do reajuste anual de todos os servidores. Sabese, também, que todos os compromissos neste sentido assumidos pelo chefe do Executivo foram ou estão sendo cumpridos. Por isso, se houvesse bom senso, as chefias do movimento nem mesmo teriam entrado em greve, pois sua moeda de troca são vidas de contribuintes.

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Radialista Sidney Assis morre aos 57 anos

O comunicador que viralizou com um vídeo ao lado da sucuri em 2009, morreu nesta terça-feira (13), em Coxim

13/01/2026 17h24

Reprodução Redes Sociais

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O radialista e ex-vereador Sidney Assis morreu na manhã desta terça-feira (13), em Coxim, município que fica a 253 quilômetros de Campo Grande.

Os socorristas chegaram a ser acionados; no entanto, Sidney não resistiu.

Ele ficou conhecido do público em todo o Estado como repórter correspondente em Coxim no programa apresentado por Maurício Picarelli, na TV Guanandi, afiliada da Rede Bandeirantes.

Nesse período, em 2009, Sidney ganhou projeção com um vídeo feito na nascente do Rio Coxim, em São Gabriel do Oeste, no qual chega a deitar ao lado de uma sucuri que havia acabado de se alimentar.

O vídeo é reproduzido em vários locais da internet, como na página do Facebook Mídia Ninja, o que mantém viva a memória de seu trabalho e o registro da curiosidade sobre a vida selvagem em Mato Grosso do Sul.

 

 

 

O tamanho da sucuri chamou atenção também fora do país, projetando o flagrante e a forma de atuação de Sidney internacionalmente.

Natural de Três Lagoas, o repórter policial, que atualmente atuava como radialista no programa de rádio “Coxim Precisa Saber”, estava em tratamento de uma doença no fígado.

Com sua morte, Coxim parou e prestou homenagem em um grande cortejo de veículos.

“O nome que se confunde com a notícia do rádio” e a ligação estabelecida com o ouvinte, levou a prefeitura a decretar três dias de luto.

“A Prefeitura Municipal de Coxim decretou luto oficial pelo falecimento do radialista e ex-vereador Sidney Assis, ocorrido na manhã desta data. A medida é uma forma de reconhecimento à trajetória e aos serviços prestados por ele ao município.

Sidney Assis teve atuação marcante na comunicação local. Paralelamente, construiu uma trajetória política relevante, tendo exercido dois mandatos como vereador, ambos pelo PSDB, período em que participou ativamente das discussões e decisões do Legislativo Municipal.

Nas últimas eleições, Sidney Assis obteve expressiva votação, sendo o quarto mais votado, resultado que o colocou na condição de primeiro suplente, demonstrando o reconhecimento da população ao seu trabalho e à sua história pública.

A Prefeitura de Coxim manifesta solidariedade aos familiares, amigos e a todos que acompanharam sua trajetória, reafirmando respeito e reconhecimento à contribuição deixada por Sidney Assis para a comunicação e a vida pública do município.”

No município, foi o vereador mais votado em 2008 e reeleito em 2012 pelo PSDB. No pleito de 2024, voltou a disputar uma cadeira na Casa de Leis e foi o quarto mais votado.

Por meio das redes sociais, o governador Eduardo Riedel (PP) manifestou pesar pela partida do comunicador.

“Recebi com tristeza a notícia do falecimento de Sidney Assis, uma das vozes mais relevantes da comunicação de Mato Grosso do Sul, com décadas de atuação no jornalismo e na política da região norte. Deixo minha solidariedade à família, amigos e a toda a população coxinense neste momento de luto.”

A Federação de Bandas e Fanfarras do Estado de Mato Grosso do Sul também expressou pesar com o falecimento do maestro Sidney Assis.

“Sidney Assis foi um nome de grande relevância para a música instrumental de fanfarras sul-mato-grossense. Nas décadas de 1990 e 2000, desenvolveu trabalhos musicais à frente das fanfarras dos municípios de Água Clara, Rio Negro, Corguinho e Coxim, contribuindo de forma decisiva para a formação musical, disciplinar e cidadã de inúmeros jovens.

Seu talento, dedicação e compromisso com a arte elevaram o nível das fanfarras na época, fortalecendo o movimento e levando o nome dessas cidades a importantes apresentações e competições.

Além de maestro, Sidney Assis também se destacou no jornalismo, atuando como repórter policial com ética, coragem e responsabilidade, sempre a serviço da informação e da sociedade. Sua atuação firme e respeitada deixou marcas na história da comunicação regional, assim como seu trabalho incansável em prol da cultura musical.

Neste momento de dor, a Federação de Bandas e Fanfarras do Estado de Mato Grosso do Sul se solidariza com os familiares, amigos, ex-alunos, músicos e toda a comunidade de Coxim e região, rogando a Deus que conforte os corações e conceda descanso eterno a este grande maestro e servidor da cultura.

Sidney Assis deixa um legado que jamais será esquecido pela música instrumental de fanfarras, pelo jornalismo e pela história das fanfarras sul-mato-grossenses”, lamentou a entidade.
 

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POLÍCIA

PM apreende três carros que contrabandeavam mais de R$ 400 mil em mercadorias

Os veículos estavam carregados com cigarros, pneus, perfumes e aparelhos eletrônicos

13/01/2026 17h20

Os policiais localizaram os três veículos abandonados e nenhum suspeito foi preso

Os policiais localizaram os três veículos abandonados e nenhum suspeito foi preso Divulgação

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Policiais militares do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) apreenderam, nesta segunda-feira (12), no município de Ponta Porã, três carros que contrabandeavam cigarros, pneus, perfumes e aparelhos eletrônicos.

Os militares receberam a informação de que os veículos estariam transportando ilícitos pela região do Passo Kau, em Laguna Carapã, município que fica a 280 quilômetros de distância de Campo Grande. As equipes localizaram os três veículos abandonados e nenhum suspeito foi preso.

No interior do Volkswagen Gol foram encontrados 1.250 pacotes de cigarros, mesma quantidade transportada no Fiat Siena. Já o Space Fox estava carregado com cigarros eletrônicos, perfumes e pneus. 

Os materiais apreendidos, avaliados em aproximadamente R$ 410 mil, foram encaminhados à Delegacia da Receita Federal em Ponta Porã.

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