Cidades

Latrocínio Três Barras

Polícia encontra arma do crime e documentos das vítimas com suspeito de matar casal

Polícia encontra arma do crime e documentos das vítimas com suspeito de matar casal

Gabriel Maymone

04/07/2012 - 17h30
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A equipe de investigadores da 4ª DP da Capital encontrou o revólver calibre .38, utilizado no assassinato do empresário Alberto Raghiante, de 55 anos, e da estudante Luzia Barbosa Damasceno, 25, drogas e o documento de uma das vítimas na casa de Neidivaldo Nascimento da Silva, de 21 anos, preso acusado de envolvimento no crime.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Devair Aparecido Francisco, um outro suspeito está detido na delegacia, mas não teve a identidade revelada pois ainda não há provas concretas da ligação dele com o caso. “Uma equipe de policiais está na rua procurando outros suspeitos que podem ter ligação com o crime”, explicou Sartori.

Ainda conforme as investigações, o casal foi abordado próximo ao Terminal Morenão nesta madrugada. As vítimas foram encontradas com tiros na nuca em matagal às margens da rodovia Três Barras. Os bandidos chegaram em um veículo Corsa branco, que está no pátio da delegacia para a perícia.

Mais detalhes sobre o caso serão repassados pelo delegado amanhã. 

 

Objetos apreendidos com o suspeito - Foto: Valdenir Rezende / Correio do Estado

CIDADE MORENA

Prefeitura fecha contrato de R$ 1,9 milhão para aluguel de ambulâncias

Conforme o Executivo, edital buscou alugar mais 10 viaturas para serem operadas pela Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande

22/05/2024 10h29

Paralelo ao processo dessas 10 viaturas locadas, Prefeitura sinalizou em fevereiro que outros seis veículos seriam adquiridos em 2024

Paralelo ao processo dessas 10 viaturas locadas, Prefeitura sinalizou em fevereiro que outros seis veículos seriam adquiridos em 2024 Gerson Oliveira/ Correio do Estado

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Através da publicação desta quarta-feira (22) do Diário Oficial de Campo Grande, a Prefeitura Municipal tornou público o aluguel de ambulâncias pelo valor de R$ 1,9 milhão, 19 dias depois da retomada da licitação. 

Conforme o texto oficial, a licitante vencedora desse edital para atender a demanda do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi a "A&G Serviços Médicos". 

Ainda, fica descrito que o valor total pago pela locação de viaturas, sem regime de dedicação exclusiva de mão-de-obra, beira os dois milhões de reais, especificamente de: R$ 1.910.974,20. 

Com isso, Campo Grande caminha à intenção sinalizada de renovar 100% a frota de ambulâncias, sendo que o contrato saiu cerca de dois mil reais mais caro do que anteriormente sinalizado pelo município (R$ 1.908.506,59). 

Confira: 

Relembre

No começo deste mês, o Correio do Estado acompanhou a retomada da licitação, destacando que esse edital em questão já havia passado por uma suspensão ainda em 29 de novembro de 2023. 

Nesse caso, segundo o Executivo em nota, a manutenção das ambulâncias a serem operadas pelos servidores da Sesau, ficará sob responsabilidade da empresa vencedora: A&G Serviços Médicos. 

Como bem destaca a análise, em cima de dados levantados entre 1º de janeiro de 2022 e 30 de junho de 2023, pelo Sistema Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (SUS), a situação das ambulâncias de Campo Grande chamou atenção inclusive do legislativo municipal

Justamente porque, diante de R$ 3,6 milhões investidos na manutenção das 18 viaturas que compõe a frota do município, a Capital operava com metade da sua capacidade, já que duas entraram em processo de desfazimento por não possuírem condições de uso e apenas oito estavam rodando e operantes. 

A Pasta municipal também afirmou ao Correio do Estado em fevereiro deste ano, que paralelo ao processo de locação de 10 novas viaturas, outros seis veículos seriam adquiridos, o que, segundo a Sesau, está previsto para acontecer ainda em 2024.

Nessa ocasião foi sinalizada a aquisição recente de duas viaturas, que levava a frota operante para 10 ambulâncias, sendo que outras seis adquiridas representariam a tão pretendida renovação total.

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ESTATÍSTICAS

BR-163 concentra quase metade das mortes em rodovias em MS

De janeiro a abril de 2024, foram 22 óbitos na via, a qual já foi conhecida "rodovia da morte"; ao todo, 54 pessoas perderam a vida estradas de MS no período

22/05/2024 09h45

A BR-163 voltou a ter aumento de mortes devido a acidentes

A BR-163 voltou a ter aumento de mortes devido a acidentes Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Antigamente intitulada de rodovia da morte, a BR – 163 voltou a ter aumento de óbitos decorrentes de sinistros que aconteceram na via.

De janeiro a abril deste ano, 22 pessoas foram vítimas fatais de acidentes na estrada, que corta Mato Grosso do Sul. Ao todo, 54 óbitos foram registrados nos quatro primeiros meses de 2024, nas rodovias do Estado, segundo dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF). 

Ou seja, só na BR- 163, ocorreram 40,7% das mortes em rodovias do Estado, nos quatro primeiros meses desse ano. O índice do primeiro quadrimestre de 2024 é maior que as mortes, no mesmo período, de 2023 e 2022, quando foram registrados 18 e 16 óbitos, respectivamente, na BR – 163.

Os números de 2024 ficam atrás apenas das taxas de 2021 e 2017, quando 23 e 25 pessoas foram vítimas de sinistros que ocorreram na 163, respectivamente. 

Além disso, os índices de vítimas fatais de acidentes na 163, também voltou a crescer anualmente. Em 2023, a PRF aponta que 64 óbitos ocorreram na via, enquanto em 2022, foram 53 e em 2021 foram registradas 59 mortes. 

Em 2017, foram 62 mortes registradas na BR – 163, e nos anos seguintes esses índices caíram para 38 óbitos, em 2018, e 41 mortes em 2019. 

Ao todo, no ano passado nas rodovias do Estado foram registradas 184 mortes decorrentes de acidentes, e 34,7% desses óbitos foram na BR – 163.

No entanto, esse índice não é tão diferente do registrado em anos anteriores, já que em 2022, do total de 167 mortes em estradas de MS, 31,7% ocorreram na 163, e em 2021, a taxa foi ainda maior, sendo de 41,2% das 143 vítimas de sinistros no Estado. 

PRIVATIZAÇÃO 

Apesar de haver incoerências, os dados do relatório trimestral da Concessionária de Rodovia Sul Matogrossense S.A., a CCR MSVia, que administra a BR – 163 desde 2014, aponta que houve um aumento de óbitos na rodovia, no primeiro trimestre desse ano, em relação ao mesmo período de 2023.

A empresa informa que o número de mortos em 2024 foram 16, enquanto no ano passado foram 12. 

Entretanto, no balanço trimestral, a MSVia relata que houve uma queda de 25% nas mortes e informa ainda que tem promovido “campanhas educativas, medidas de engenharia viária e ações coercitivas desde 2014, além de intervenções específicas durante feriados prolongados e eventos como o Maio Amarelo e a Semana Nacional de Trânsito”, como ações para diminuir o número de acidentes e de vítimas fatais na rodovia. 

“Adicionalmente, são realizadas micro ações, uma inovação implementada em 2019, que consistem em intervenções rápidas realizadas pelas equipes de atendimento em pontos críticos ao longo da rodovia. Também são conduzidas palestras em empresas próximas, postos de serviços, comunidades e escolas, com suporte de sistemas inteligentes (ITS), incluindo os painéis de mensagens fixos e móveis (PNV) para divulgação de mensagens educativas em tempo real e o circuito fechado de TV (CFTV) para monitoramento da via”, acrescenta a MSVia no relatório. 

Porém, apesar das diversas ações informadas no levantamento, a empresa não realiza obras de duplicação na via desde 2017, quando parou de receber investimentos e solicitou o reequilíbrio do contrato.

A concessionária chegou a afirmar, em 2019, que não tinha interesse em permanecer com a rodovia e cobrou a devolução de ativos da União, no valor de R$ 1,4 bilhão, mas no ano passado mudou o tom e decidiu permanecer com a licitação. 

Em outubro do ano passado, o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas, deu aval para que a CCR MCVia continua responsável pela concessão da BR – 163 no Estado.

A empresa no momento aguarda a aprovação do TCU do plano de investimento na rodovia, que vai decidir em quais pontos serão feitas obras de melhoramento da estrada, como a duplicação da via. 

Em nota, a empresa informou que “desde que assumiu a concessão já investiu mais de R$ 2,1 bilhões em obras e na modernização da rodovia, incluindo a duplicação de mais de 150 quilômetros e a recuperação de mais de 500 quilômetros de pavimento, além da implantação de um moderno sistema de atendimento ao usuário”. 

“Esses esforços resultaram em uma redução significativa nos índices de acidentes, com queda de 35% nos trechos críticos da rodovia em 2023, comparado ao ano anterior, e redução de 26% no número de vítimas fatais em comparação com o ano de 2013, antes da concessão”, conclui a nota. 

Apesar de ser questionada pela reportagem a respeito da incoerência do relatório que aponta que o número de mortes no primeiro trimestre saiu de 12, em 2023, para 16, em 2024, a MSVia afirma que houve redução de 25%. 

SAIBA

O novo contrato da CCR MSVia para a concessão da BR – 163, prevê R$ 12 bilhões em investimento ao longo de 35 anos, terminando em 2049. Desse valor, R$ 2,3 bilhões devem ser investidos já nos três primeiros anos, sendo 2024, 2025 e 2026. 

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