Cidades

CAMPO GRANDE

Polícia investiga funcionários da Energisa por cobrar propina

Morador denunciou suposto caso de extorsão; empresa nega e diz que agiu dentro da lei

NILCE LEMOS

03/09/2015 - 17h45
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A Polícia Civil investiga dois funcionários da Energisa de Campo Grande - concessionária de energia elétrica - sob denúncia de extorsão, ameaça e difamação. Dois suspeitos teriam feito uma suposta vistoria na casa de D.R.M., de 44 anos, na Vila Nasser. Segundo o homem, eles arrancaram o relógio medidor do padrão e pediram R$ 100 para não multar o proprietário por suposta fraude no relógio. 

Segundo a vítima, ela estava em casa com o portão aberto, quando dois funcionários chegaram no carro da empresa e falaram que fariam fiscalização no relógio. O homem pediu que esperassem, pois ele iria acompanhar. O morador colocou uma camisa e, ao retornar para frente do imóvel, os funcionários já haviam retirado o relógio e os lacres do relógio. 

Ao Portal Correio do Estado, a empresa nega que os funcionários tenham retirado o padrão sem a presença da polícia e afirma que foi ao local depois de receber denúncia de que havia irregularidades.

A vítima questionou a forma como os homens haviam feito a suposta vistoria, já que não estava presente. Os funcionários responderam que poderiam tirar o relógio no momento em que quisessem e disseram que o medidor estava fraudado. Neste momento, eles ofereceram para a vítima que deixariam o relógio no local sem perícia se ele pagasse R$ 100, mas a vítima se negou.

O dono da casa pegou o celular para filmar tudo, quando seu filho viu cair do bolso de um dos funcionários um canivete e uma porção de maconha. O menino contou para o pai o que viu e a vítima conseguiu pegar os objetos sem que os suspeitos percebessem.

Nas imagens feitas pelo proprietário da casa, os funcionários deram falta dos objetos e começaram a procurá-los até mesmo no motor do carro. Ao perceber o desespero dos homens em busca do canivete e da maconha, a vítima ligou para polícia e mostrou que estava com os objetos. Os suspeitos, então, pediram reforço e outros 3 funcionários da empresa chegaram no local. Um deles ainda teria dito que confiava nos trabalhadores e que, como o dono da casa tinha tatuagem, a droga deveria ser dele.

Tudo foi filmado pelo celular da vítima, o que irritou um dos funcionários que ainda ameaçou o proprietário dizendo “se continuar filmando, vou conversar diferente. Sei onde você e sua família moram”.

O caso será investigado pelo delegado Alexandre Evangelista, da 2ª DP. Ao Portal Correio do Estado, o delegado disse que vai receber as imagens da vítima e instaurar inquérito. A empresa Energisa ainda não foi notificada, mas isso deve acontecer em breve, já que a vítima anotou o número dos carros de serviço da empresa que estiveram em sua casa para a identificação dos funcionários.

O delegado disse ainda que acha estranha e disforme a maneira como feita a vistoria, já que a forma correta seria os funcionários da Energisa, percebendo alguma irregularidade, acionar a polícia para, juntos, fazer a perícia no relógio medidor na presença do proprietário da casa.

A vítima advertiu: "Isso acontece muitas vezes porque as pessoas não entendem do assunto, então se eles falam que está irregular e aplicam multa, a gente acaba pagando. Mas não é assim que funciona".

OUTRO LADO

Em nota, a empresa afirma que havia presença da polícia e que o procedimento foi realizado dentro dos conformes. "A Energisa esclarece que, recebeu uma denúncia de adulteração no medidor de energia, através do 0800, e por isso realizou a inspeção no local. 

No momento da inspeção, o proprietário não permitiu que o serviço fosse concluído, com isso foi acionado a Polícia Militar, na presença do Sargento Pompeu, que esteve no local e auxiliou na substituição do medidor de energia. O equipamento encontra-se para aferição e laudo do Inmetro. 

Vale ressaltar que, durante a presença da polícia militar, nada que desabonasse a equipe da Energisa foi constatado, ainda assim , como procedimento, no mesmo dia, a equipe da Energisa dirigiu-se ao 2ºDP onde registrou o boletim de ocorrência 2799/2015.​"

Mercado online

Polícia acaba com esquema que desviava mercadorias compradas on-line

O esquema contava com participação de funcionários que desviavam compras feitas online; apenas uma funcionária furtou um total de R$ 10 mil no último mês

15/07/2024 17h20

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Funcionários de uma transportadora de entrega de produtos adquiridos pela internet, foram presos pelo desvio de mercadorias. Somente em junho "a mão leve" levou o equivalente a R$ 10 mil. 

A atividade do grupo foi encerrada na manhã desta segunda-feira (15), quando agentes da 2º Delegacia de Polícia prendeu o grupo de funcionários que agiam tanto em Campo Grande quanto no interior do Estado.

O levantamento das investigações indicou que os funcionários usavam o sistema da transportadora e davam baixa (marcando como se a mercadoria fosse entregue) nos produtos que terminavam desviando. O grupo tinha preferência pelas seguintes mercadorias:

  • Joias
  • Celulares
  • Roupas
  • Perfumaria
  • Itens alimentícios, entre outros.

Além disso, o foco dos criminosos estavam em produtos destinados a outros estados e por alguma inconsistência do sistema terminavam no depósito da empresa na Capital. Como ficavam meses sem destino o grupo acabava ludibriando o sistema e ficando com a encomenda. 

Conforme divulgado pela Policia Civil, uma das funcionárias que participava do esquema confessou que desviou aparelhos celulares e joias revendidas de joalherias de marcas conhecidas que por fim terminaram sendo derretidas.

Apenas essa funcionária desviou um total de R$ 10 mil reais em furtos referentes ao mês de junho. No sistema ela ainda repassava os valores das notas fiscais por metade do preço. 

Os agentes seguem com a investigação para recuperar os objetos furtados. Como não houve flagrante da ação criminosa alguns dos envolvidos seguem soltos para responder ao processo em liberdade.

Com relação a transportadora os suspeitos tiveram o  contrato de trabalho rescindido.

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Estelionato

Mulher alega dívida em jogo do Tigrinho, pede cartão a idoso e saca R$ 100 mil

Ao relatar aos policiais, o idoso disse que a mulher pediu ajuda porque precisava sacar dinheiro do jogo, afirmando que estava sem o aplicativo do banco

15/07/2024 17h00

Imagem ilustração

Imagem ilustração Reprodução/

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Um idoso de 66 anos procurou a polícia nesta segunda-feira (15) após ser vítima de estelionato em Campo Grande. De acordo com a polícia, a vítima estaria devendo quase R$ 100 mil em empréstimos bancários feitos por outra pessoa, que foram utilizados para jogos de cassino online sem sua permissão.

Conforme informações do boletim de ocorrência, o idoso relatou que a vizinha de 27 anos pediu o cartão emprestado, alegando estar com problemas no aplicativo bancário e precisando sacar dinheiro que havia ganhado no jogo do Tigrinho, conhecido popularmente como jogo de cassino online. 

Como a jovem morava no local há três anos, o idoso disse à polícia que confiou nela e resolveu emprestar seu cartão bancário. Em depoimento, o idoso afirmou que descobriu o estelionato depois que sua filha verificou o extrato bancário e encontrou um saque de R$ 7 mil.

Em depoimento à polícia, a filha do idoso disse que foi até a residência da mulher para tirar satisfações sobre o saque, mas foi surpreendida ao descobrir que a suspeita não estava mais morando no local.

Preocupados com o alto valor sacado, o idoso e sua filha foram até a Polícia Civil registrar a ocorrência por estelionato contra idoso. De acordo com a polícia, há câmeras de segurança em locais onde a mulher teria sacado o dinheiro, o que pode ajudar na identificação da suspeita.

 

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